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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Um fungo está destruindo bananas ao redor do mundo


Tropical 4, um fungo que nasce do solo, e que vem destruindo plantações de banana ao redor do mundo. Ele mata a planta e faz as bananas cheirarem a lixo. Espera-se que esse fungo atinja a América Central e talvez a América do Sul.
Há milhares de tipos de bananas no mundo, mas apenas uma delas representa 99% do mercado de exportação de bananas, as do subgrupo Cavendish (como a nossa banana nanica). As bananas Cavendish dominam o mercado de exportação porque eles dão aos agricultores “um alto rendimento de frutos saborosos que podem suportar viagens através dos oceanos sem amadurecer muito rápido ou se danificar muito fácil”.

Porém, temos um problema. Ao confiar unicamente na banana Cavendish (e clones dessa espécie), uma doença pode devastar toneladas de bananas sem muito esforço. A Tropical 4 é essa doença, e já está devastando bananas Cavendish na Ásia e Austrália com jornais ao redor do mundo chamando o fungo de “HIV das plantações de banana”.
O que é engraçado é que a Cavendish já veio para substituir outra banana (a Gros Michel) nos anos 50 porque a outra havia sido contaminada com o mal-do-panamá. A história está se repetindo, mas dessa vez os cientistas estão trabalhando arduamente para tentar salvar nossas bananas.
Os engenheiros da EMBRAPA vêm estudando esse fungo e, no começo do ano passado, desenvolveram um método de diagnóstico que reduz de 4 meses para menos de um dia o tempo de diagnóstico da doença, o que é vital em caso de necessidade de isolamento de áreas infectadas e erradicação de pomares. Vamos torcer para que as pesquisas para a erradicação do fungo consigam evoluir mais rápido do que a própria doença. [New Yorker/Gizmodo]

sábado, 8 de janeiro de 2011

Mundo sofrerá escassez de alimentos em 2011, projeta ONU


produ��o mundial de alimentos registra queda recorde
Mundo deverá ter déficit de 32 milhões de toneladas de cereais em 2011/Foto: Ruth Massey/UN
Um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) divulgado na quarta-feira, 5 de janeiro, indica que a relação entre a oferta e a demanda mundial por cereais vai continuar apertada na safra de 2011. A agência projeta uma redução de 6% dos estoques globais de cereais em relação a 2010 (o equivalente a 32 milhões de toneladas) para atender às necessidades de consumo.
Segundo o comunicado da FAO, a oferta escassa tem provocado um aumento dos preços mundiais dos alimentos nos últimos meses. Na primeira quinzena de dezembro de 2010, o preço do trigo nos Estados Unidos subiu 47%, na comparação com o mesmo período do ano passado.
As causas para a alta dos preços são atribuídas a vários fatores, inclusive as condições climáticas adversas – estiagem ou chuva intensa. Áreas de produção tradicionais foram atingidas, como a Rússia, a Ucrânia, o Canadá, os Estados Unidos, a Alemanha, a Austrália, o Paquistão e a Argentina, além de países do Sudeste Asiático.
Em 2010, a produção mundial de cereais mostrou queda de 1,4% em relação à safra de 2009, para 2,22 bilhões de toneladas. O maior declínio foi registrado em países exportadores. De acordo com a FAO, a oferta de cereais deve subir 2,5% este ano, em países de baixa renda e com déficit de alimentação. O maior aumento será na África, onde a agência prevê colheitas recordes. Contudo, a projeção exclui o Norte do continente africano.
Ano de 2010 registrou recorde no preço de alimentos
O ano de 2010 registrou recorde na elevação de preços dos alimentos em comparação com o período de 2007 a 2009. Para os especialistas da FAO, os dados geram preocupação, mas não há indícios de crise à vista.
A responsável pelo Escritório Regional para América Latina e Caribe na área de Comércio e Marketing, Ekaterina Krivonos, afirmou que a conclusão deve servir de alerta às autoridades para que adotem medidas que evitem o agravamento da situação como um todo. De acordo com ela, se não forem adotadas medidas urgentes, o risco é de surgimento de um clima de nervosismo e tensão na população dos países mais pobres.
“Os governos da América Latina e do Caribe têm de se preparar e adotar ações relacionadas ao aumento do nível das reservas de emergência, no caso dos grãos, por exemplo. [Isso] fortalece as redes de segurança social e incentiva o aumento da produtividade e dos investimentos na agricultura”, sugeriu Ekaterina.
Em 2008, o escritório da FAO para a América Latina e o Caribe orientou os líderes políticos a estimular os investimentos em agricultura na região ante a possibilidade de ocorrência de alta de preços dos alimentos na década seguinte. Os dados do estudo divulgado na quarta-feira apontam que o açúcar e o milho puxaram os preços para cima. [EcoD]

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ALERTA DAS ABELHAS



Silenciosamente, ao redor do mundo, bilhões de abelhas estão sendo mortas, ameaçando assim nossas plantações e segurança alimentar. Porém a proibição de um tipo de pesticida, poderia salvar as abelhas da extinção. 

Desde que este veneno foi proibido em quatro países europeus, a população de abelhas já está se recuperando. Mas empresas químicas estão fazendo um lobby forte para manter a sua pesticida letal no mercado. Um chamado para baní-la nos EUA e na União Europeia, onde o debate é mais forte, poderá desencadear ações de outros governos ao redor do mundo. 

Vamos fazer um zumbido global gigante para banir este veneno perigoso nos EUA e Europa a não ser que hajam evidências de que ele seja seguro. 

Quanto mais pessoas participarem desta campanha mais forte será a nossa voz. Por favor, ajude a divulgar esta campanha - encaminhe o link abaixo para os seus amigos e familiares, e divulgue nas redes sociais: 

http://www.avaaz.org/po/save_the_bees/97.php?cl_tta_sign=0fa3d0c68bfbcfca96985bb2e41776c0

As abelhas são vitais para a vida na Terra - a cada ano elas polinizam plantas e plantações com um valor estimado em US$40 bilhões, mais de um terço da produção de alimentos em muitos países. Sem ações imediatas para salvar as abelhas, poderíamos acabar sem frutos, legumes, nozes, óleos e algodão.

Nos últimos anos, temos visto um declínio acentuado e preocupante a nível global das populações de abelhas - algumas espécies de abelhas estão extintas e outras chegaram a 4% da população no passado. Cientistas vêm lutando para obter respostas. Alguns estudos afirmam que o declínio pode ser devido a uma combinação de fatores, incluindo doenças, perda de habitat e utilização de produtos químicos tóxicos. Mas um importante estudo independente recente produziu evidências fortes culpando os agrotóxicos neonicotinóides. A França, Itália, Eslovênia, e até a Alemanha, sede do maior produtor do agrotóxico, a Bayer, baniram alguns destes produtos que matam abelhas. Porém, enquanto isto, a Bayer continua a exportar o seu veneno para o mundo inteiro. 

Este debate está esquentando a medida que novos estudos confirmam a dimensão do problema. Se conseguirmos que os governantes europeus e dos EUA assumam medidas, outros países seguirão o exemplo. Não vai ser fácil. Um documento vazado mostra que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA já sabia sobre os perigos do agrotóxico, mas os ignorou. O documento diz que o produto da Bayer é "altamente tóxico" e representa um "grande risco para os insetos não-alvo (abelhas)". 

Temos de fazer ouvir as nossas vozes para combater a influência da Bayer sobre governantes e cientistas, tanto nos EUA quanto na UE, onde eles financiam pesquisas e participam de conselhos de políticas agrícolas. Os reais peritos - apicultores e agricultores - querem que estes agrotóxicos letais sejam proibidos, a não ser que hajam evidências sólidas comprovando que eles são seguros. Vamos apoiá-los agora. Assine a petição abaixo e, em seguida, encaminhe este alerta: 

http://www.avaaz.org/po/save_the_bees/97.php?cl_tta_sign=0fa3d0c68bfbcfca96985bb2e41776c0

Não podemos mais deixar a nossa cadeia alimentar delicada nas mãos de pesquisas patrocinadas por empresas químicas e os legisladores que eles pagam. Proibir este agrotóxico é um caminho necessário para um mundo mais seguro tanto para nós quanto para as outras espécies com as quais nos preocupamos e que dependem de nós. 

Leia mais: 

Itália proibe agrotóxicos neonicotinóides associados à morte de abelhas:
 
http://www.ecodebate.com.br/2008/09/22/italia-proibe-agrotoxicos-neonicotinoides-associados-a-morte-de-abelhas/ 

O desaparecimento das abelhas melíferas:

http://www.naturoverda.com.br/site/?p=180 

Alemanha proíbe oito pesticidas neonicotinóides em razão da morte maciça de abelhas:
http://www.ecodebate.com.br/2008/08/30/alemanha-proibe-oito-pesticidas-neonicotinoides-em-razao-da-morte-macica-de-abelhas/ 

Campos silenciosos:
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/campos_silenciosos_imprimir.html

Precisa dizer mais alguma coisa?


Criatividade é tudo nessa vida. E para demonstrar isso, o estúdio australiano de design GoldenHen criou uma peça que, além de útil, nos mostra de forma irônica o que estamos fazendo com o planeta. Alguém duvida?

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Designer cria carregador eólico para iPhones

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Um designer holandês criou um carregador eólico para iPhones / Foto: Divulgação
O designer holandês Tjeerd Veenhoven criou um carregador de iPhone que utiliza energia eólica, o chamado iFan.
O acessório funciona como uma turbina eólica e produz energia através do vento que gira hélice. Ele possui também um adaptador para bicicleta, assim, pode-se carregar o seu aparelho enquanto se anda de bicicleta. Uma alternativa duplamente ecológica, já que só em usar as bikes já se evita a liberação de gases estufa no meio ambiente.

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O acessório foi feito a partir de um cooler modificado de computador e um case de silicone / Foto: Divulgação
Segundo Veenhoven, ele criou essa engenhoca por estar admirado o quão pouco as baterias desses aparelhos duram. Ele uniu um cooler de computador modificado e um case de silicone e a invenção estava pronta.
Veenhoven afirmou que conseguiu carregar o iPhone dele em seis horas, mas admitiu que o tempo de recarga é longo. Mesmo assim, é uma nova ferramenta ecologicamente correta que funciona e que, segundo ele, pode ser aperfeiçoada.
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Ele também conta com um adaptador de bicicleta / Foto: Divulgação
O acessório ainda não está disponível no mercado. [EcoD]

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Designer cria arte com fitas cassete e rolos de filme

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The Beatles em fita cassete / Foto: Divulgação
Com a revolução midiática da indústria musical, muitas fitas cassetes que eram ouvidas nos rádios e assistidas como filmes viraram lixo e não serviram mais para uso posterior, poluindo o meio ambiente. Porém, nada que um pouco de criatividade não solucionasse esse problema e a designer Iris Simmon utilizou esses objetos para fazer a sua arte.

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Bob Dylan / Foto: Divulgação
A linha de designs foi chamada de “The Ghost in the Machine” (o fantasma na máquina, em tradução literal), pois ela desenha retratos de artistas, músicos e atores a partir de fitas cassetes e rolos de filmes.
bob marley e marilyn monroe
Bob Marley e Marilyn Monroe / Foto: Divulgação
De acordo com Íris, a sua arte faz relação com o ser humano. A fita em si seria o cérebro e a fita dentro da fita seriam os arquivos, as informações que o cérebro guarda; a nossa forma de pensar.
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Kurt Cobain / Foto: Divulgação
Além disso, Íris diz que quando “você olha um retrato saindo das fitas cassete, como o de Jimi Hendrix, você pode quase ouvir a música na sua cabeça, logo, os seus próprios “arquivos” estão respondendo ao que você vê”.
jimi hendrix
Jimi Hendrix / Foto: Divulgação
A arte pode ser comprada no site oficial de Iris ou no Etsy, e os preços variam entre 17 e 120 reais. [EcoD]

Botânicos disponibilizam dados de 1,25 milhão de plantas na internet


Foto: Martin LaBar
Botânicos do Reino Unido e dos EUA divulgaram na última quarta-feira, 29 de dezembro, uma lista com 1,25 milhão de nomes de plantas. A lista já é considerada a mais ampla do mundo e está disponível gratuitamente na internet.
Segundo os cientistas, a Plant List derá uma contribuição essencial para a preservação da flora global, já que contém os nomes científicos e comuns da maioria das espécies vegetais conhecidas, das ervas mais simples a legumes, passando pelas rosas, samambaias exóticas, musgos e coníferas.

De acordo com eles, as informações podem ajudar o trabalho de conservacionistas, desenvolvedores de drogas e pesquisadores que atuam em agricultura, unificando os nomes das plantas conhecidas.
“É crucial para pesquisas, previsões, vigilância de programas de preservação das plantas no mundo inteiro”, destacou o diretor dos Kew Gardens, Stephen Hopper, em um comunicado.
“Sem os nomes corretos, a compreensão e a comunicação sobre a vida dos vegetais se perderiam num caos, custariam somas faraônicas, além de colocar vidas em perigo, no caso de plantas utilizadas em medicina”, completou.
O banco de dados foi elaborado em uma parceria entre dois institutos renomados em botânica – o britânico Royal Botanic Gardens e o norte-americano Missouri Botanical Garden.
Os especialistas em botânica e em tecnologia de informação das duas instituições iniciaram suas pesquisas em 2008 para estabelecer esta lista como base de comparação entre famílias de plantas compiladas por Kew Gardens e o sistema Tropicos, um banco de dados alimentado desde 1982 pelo Missouri Botanical Garden.
Segundo os criadores, a ideia surgiu em 1999, durante um congresso com especialistas, que apontaram para a necessidade de se obter um cenário real da biodiversidade de plantas em nível mundial como forma de proteger as ameaçadas.
Em outubro, os 193 países membros da Convenção sobre a Diversidade Biológica reunidos em Nagoya no Japão, decidiram criar até 2020 um banco de dados on-line com toda a flora conhecida no mundo. Segundo um estudo divulgado em setembro pela União internacional de Conservação da Natureza, uma planta em cinco é ameaçada de desaparecimento. [EcoD]

Desmatamento da Amazônia é o menor em 23 anos mas política ambiental nos últimos anos é questionável


Em 2010, bioma perdeu 6,5 km quadrados de floresta nativa
O grande trunfo da área ambiental nos oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a queda do desmatamento na Amazônia Legal. Em 2010, o bioma perdeu 6.451 quilômetros quadrados (km²) de floresta, chegando à menor taxa em 23 anos de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em 2003, primeiro ano do governo Lula, o desmate atingiu 25,3 mil km².
Por trás da redução do desmatamento estão as políticas adotadas pelos ex-ministros do Meio Ambiente, Marina Silva e Carlos Minc, principalmente a ampliação de operações de fiscalização, a criação de áreas protegidas em regiões críticas e as medidas de restrição ao crédito para os desmatadores.

Além da Amazônia, na gestão de Lula o governo passou a monitorar outros biomas e a partir de 2011 deve ter dados comparativos anuais para direcionar e avaliar as estratégias de combate ao desmatamento em todas as regiões do país.
Na conta ambiental do governo Lula também entram o aumento da produção e uso de biocombustíveis – principalmente o etanol – e a criação de áreas protegidas. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), cerca de 75% dos 700 mil km2 de áreas protegidas criadas em todo o mundo desde 2003 estão localizados em território brasileiro.
Para o diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Paulo Moutinho, a posição do Brasil na negociação internacional sobre mudanças climáticas também avançou durante o governo Lula, em especial no segundo mandato. O país reviu posições conservadoras, assumiu compromisso internacional de reduzir as emissões de gases de efeito estufa até 2020 e criou uma legislação nacional para o setor.
“No início do governo Lula havia muita resistência do Brasil em tratar da questão da mudança do clima de forma mais proativa, era um discurso na defensiva. Passamos de uma posição extremamente conservadora e cautelosa para outra de liderança”, disse.
Apesar dos números positivos, a política ambiental dos últimos anos foi marcada pela ambiguidade, na avaliação de ambientalistas. No centro da contradição está o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), criado para espalhar grandes obras de infraestrutura pelo país, muitas vezes à revelia da conservação ambiental e do interesse de populações tradicionais.
O licenciamento ambiental foi palco de disputa entre técnicos e políticos e motivou seguidas ações do Ministério Público Federal (MPF) questionando a legitimidade das autorizações concedidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Em oito anos, o embate entre a área desenvolvimentista e o Ministério do Meio Ambiente veio a público em episódios como os impasses para o licenciamento ambiental das hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia, e mais recentemente da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, afirma a Info.
Na avaliação do assessor de Políticas Indigenista e Socioambiental do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Ricardo Verdum, os conflitos socioambientais por causa de grandes obras são o maior passivo ambiental do governo Lula. “Nesses anos se observou um relativo desrespeito às populações atingidas. As comunidades têm sido desconsideradas, desrespeitadas e manipuladas no processo”, afirmou.
Ao fim do governo Lula, outra ameaça para as conquistas ambientais dos últimos anos ganhou força com a tentativa de aprovação da flexibilização do Código Florestal. A base governista nunca se posicionou diretamente contra as mudanças na lei e no apagar das luzes do ano legislativo, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), tentou negociar a votação do projeto para agradar a bancada ruralista.



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mesa com base de ferramentas de encanador

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A mesa foi feita com chaves inglesa e uma tampa de vidro / Foto: Divulgação
Reutilizar não é só uma questão de evitar lixo, mas também o quão criativa a pessoa é. E o designer Jonathan Niemuth mostrou que criatividade não precisa ser nada grandioso, basta ser simples, prático e rápido.
Niemuth desenvolveu uma mesa que tem como base seis chaves inglesas. Ele simplesmente colocou uma tampa de vidro em cima das ferramentas de encanador e o móvel estava pronto.

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Ela foi uma ideia do designer Jonathan Niemuth / Foto: Divulgação
A tampa de vidro em contraste com as rústicas chaves inglesas deu um toque de modernidade e originalidade à peça e mostrou que qualquer um pode inovar e criar as suas próprias coisas.
A mobília ainda não está à venda. [EcoD]

Rede de distribuição da Coca-cola é usada para causas mais nobres



Não importa aonde você vá em qualquer lugar do mundo, uma coisa que você pode ter certeza que vai encontrar é uma Coca-cola. Não sabemos exatamente se são duendes (como aparece no comercial), oompa loompas ou helicópteros que fazem o trabalho, mas a certeza é que nada bate a estrutura de distribuição da Coca. Por sorte, essa rede também está sendo usada para causas mais nobres.

Num clássico exemplo de “Como ninguém pensou nisso antes?”, a ONG ColaLife fez uma parceria com a Coca-cola para que itens básicos de saúde cheguem às áreas rurais da África. O objetivo é diminuir a taxa de mortalidade infantil: nesses lugares, uma em cada 5 crianças morre antes de completar o quinto aniversário por causas relativamente simples, como desidratação por causa da diarréia.
No projeto-piloto, que começou na Zâmbia em novembro, kits chamados AidPods contendo vitamina A de alta dosagem, tabletes de purificação da água e sais de reidratação são engenhosamente colocados nos espaços vazios dos engradados do refrigerante, entre as garrafas, e chegam ao seu destino utilizando os canais de distribuição da bebida – que na África envolvem até bicicleta. Bastante engenhoso, não? Veja como são os kits:

[Treehugger via Gizmodo]

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O orfanato de robôs



Nessa época do ano o espírito solidário de todo mundo fica aflorado,   
 e aquela vontade de fazer o bem, ajudar o próximo e deixar todo mundo 
feliz aumenta.
Bom, a ideia do artista Brian Marshall passa um pouco por 
esse conceito de solidariedade. Ele criou o primeiro orfanato de robôs 
do mundo (ou o primeiro de que se tem notícia). Juntando pedaços 
que foram para o lixo, ele dá vida a novas formas e as vende online.

É uma espécie de reciclagem misturada com arte.  
Um belo gesto com o meio-ambiente – embora, pela descrição que 
o artista dá em sua página, eu não duvide que ele sinta um verdadeiro
carinho pelas engrenagens e rebites.
“Com uma pequena ajuda minha, essas partes se juntaram a novos
 e inusitados amigos para realizarem seu sonho de, mais uma vez, 
dar alegria a outros. (…) 
Obrigado a todos que adotaram robôs e a todos os que irão adotar 
e lhes darão novos lares amorosos”.
Fala sério… eles são fofos, né?

O que fazer com seu cpu velho?


O artista italiano Franco Recchia desmonta computadores velhos e cria essas esculturas lindíssimas pra homenagear cidades como Manhattan, Boston e Pittsburgh! O trabalho dele é absurdamente detalhista e preciso, e o resultado é de encher os olhos como você pode ver aqui:

    sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

    Carrinhos de supermercado viram árvore de Natal na Califórnia

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    A árvore de carrinhos de supermercado na Califórnia / Foto: Divulgação
    Quem disse que carrinhos de supermercado só servem para levar compras? O designer Anthony Schmitt discorda e foi com muita criatividade que ele criou duas árvores de Natal com o material. Atualmente, elas se encontram em Santa Mônica e em Emeryville, na Califórnia.

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    Quem teve a ideia foi o designer Anthony Schmitt / Foto: Divulgação
    As 86 peças montadas alcançam uma altura de 10 metros. “A árvore de carrinhos de supermercado simboliza generosidade e abundância, assim como o reconhecimento dos menos afortunados, os quais podem ter o mundo instalado em um carrinho”, disse Schmitt.
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    A árvore tem dez metros e possui 86 carrinhos / Foto: Divulgação
    Schmitt teve a ideia há 14 anos, a pedido do antigo proprietário do Edgmar (supermercado de Santa Mônica), Abby Scher, mas apenas em 2010 ela foi posta em prática.
    Árvore de bicicleta
    Outra árvore que utilizou rodas em sua composição foi a do shopping The Rocks, em Sydney (Austrália), que pegou 100 bicicledas de uma empresa de reciclagem local (CMA Corporation) e as transformou em uma árvore de Natal.
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    A árvore foi feita de bicicletas que seriam recicladas / Foto: Divulgação
    Para ser fiel ao símbolo natalino, a parte de dentro da arte foi pintada  de verde, simulando o tronco e as folhas, e as rodas que estavam para fora de diversas cores, simbolizando a decoração das árvores natalinas.
    O design de sete metros precisou de oito semanas para ser construído e teve o objetivo de inovar a reciclagem e a reutilização de materiais. Até mesmo os pequenos detalhes, como a estrela na ponta, são feitas com as bikes.
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    Árvore de bicicleta durante a noite e o dia / Foto: Divulgação
    A árvore ficará montada até o dia 28 de dezembro no local e depois as bicicletas voltarão para a empresa para serem recicladas. [EcoD]

    quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

    Meditação é tão eficaz contra depressão quanto remédios, diz pesquisa



    Outro estudo já havia sugerido que a técnica é tão eficaz quanto os remédios / Foto: Mitchell Joyce
    Um tipo de meditação é tão eficaz em evitar a recaída dos portadores de depressão quanto antidepressivos, revelou um estudo publicado no início de dezembro pela Archives of General Psychiatry.
    A pesquisa foi feita pelo Centro de Saúde Mental e Dependência (CAMH, na sigla em inglês), no Canadá, em parceria com o Departamento de Psiquiatria do St Joseph’s Healthcare, a Universidade de Toronto e Universidade de Calgary, todas também no país.

    Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram pacientes tratados inicialmente com o medicamento até o desaparecimento dos sintomas da doença e, posteriormente, separados em três grupos.
    O primeiro continuou com a medicação tradicional, o segundo seguiu tomando placebos e o terceiro adotou a Psicoterapia Cognitiva Baseada na Atenção Plena (MBCT, na sigla em inglês).
    Aqueles que seguiram a técnica participavam de oito sessões em grupo semanais e praticavam a meditação em casa, como parte do tratamento.
    As avaliações clínicas foram realizadas em intervalos regulares e durante um período de 18 meses de estudo as taxas de recaída dos pacientes no grupo com a MBCT não diferiram dos índices de pacientes que receberam antidepressivos (ambos na faixa de 30%).
    Por outro lado, 70% dos pacientes que receberam placebos voltaram a apresentar sintomas da depressão.
    Opção de tratamento
    De acordo com o diretor do Departamento de Terapia Cognitiva da CAMH, Dr. Zindel Segal, muitos pacientes com depressão interrompem o tratamento com medicação antes do período indicado devido aos efeitos colaterais ou à indisposição de tomar um remédio durante anos.
    “Com o reconhecimento crescente de que a depressão é um transtorno recorrente, os pacientes precisam de opções de tratamento para prevenção da doença e, assim, voltarem às suas vidas”, disse o Dr. Segal. Com isso, a Psicoterapia Cognitiva Baseada na Atenção Plena torna-se uma opção eficiente de tratamento em longo prazo.
    Ainda de acordo com Segal, a terapia é uma abordagem não farmacológica que ensina como controlar as emoções para que o paciente possa monitorar possíveis desencadeadores de recaídas, bem como adotar mudanças de estilo de vida favoráveis ao equilíbrio do humor.
    “As implicações destes resultados tem relação direta com o tratamento de linha de frente da depressão. Para esse grupo considerável de pacientes que estão relutantes ou são incapazes de tolerar o tratamento de manutenção, a MBCT oferece proteção igual contra a recaída”, afirma o Dr. Zindel Segal.
    Essa não é a primeira vez que os benefícios da meditação no combate à depressão são comprovados cientificamente. Outro estudo, publicado em Londres, em 2008, sugere que a mesma técnica pode ser tão eficiente quanto os antidepressivos na prevenção de recaídas e mais eficaz na melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
    Além disso, a MBCT é uma alternativa de baixo custo se comparada com as drogas antidepressivas. Ao contrário da maioria das terapias psicológicas, a MBCT pode ser ensinada em grupos por um único terapeuta, e os pacientes podem continuar a praticar as habilidades que aprenderam em casa, sozinhos.
    Muitos dos exercícios realizados durante o estudo foram baseados em técnicas de meditação budista e ajudaram o indivíduo a focar no presente, em vez de dedicar a atenção a acontecimentos passados, ou a tarefas futuras.
    Os exercícios impactaram de forma diferente cada paciente, mas muitos relataram maior aceitação e mais controle sobre os pensamentos e sentimentos negativos. [EcoD]

    terça-feira, 21 de dezembro de 2010

    Uma década de tragédias ambientais

    Além de estarmos chegando ao fim do ano, chegamos também ao final da década. Uma década marcada por diversas tragédias ambientais.
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    2001 – O ano testemunhou uma dura batalha da guerra que vem sendo travada há cerca de meio século entre ecologia e economia: em março, os Estados Unidos se recusaram a ratificar o Protocolo de Kyoto – o tratado internacional para limitar a emissão de gases que agravam o efeito estufa. Na foto, manifestação de estudantes americanos a favor da decisão do presidente George W. Bush.

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    2002 – Dez anos após a realização da ECO 92, no Rio de Janeiro, novo fórum internacional se reuniu na Rio + 10m, em Johanesburgo, na África do Sul, para tentar chegar a um acordo sobre a interferência do ser humano sobre o meio ambiente, de modo a evitar uma catástrofe. Na foto, ativistas do Greenpeace estendem uma faixa na estátua do Cristo Redentor em protesto contra o fracasso da cúpula.
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    2003 – Nas duas primeiras semanas de agosto, uma onda de calor assolou a Europa, com temperaturas superiores a 40 graus C em países onde a média é bem menor do que essa. O fenômeno teve graves consequências, especialmente para a França, a Itália e Portugal. Na foto, idosos franceses são atendidos em hospital parisiense
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    2004 – No último fim de semana do ano, a natureza deu uma demonstração de seu poder de destruição no Sudeste Asiático. Um terremoto de mais de 8 graus na escala Richter ocorrido a 10 km abaixo do nível do mar, provocou um tsunami com ondas gigantes (entre 15 e 30 metros de altura). A tragédia atingiu oito países da Ásia: Bangladesh, Índia, Indonésia, Malásia, Maldivas, Mianmar, Sri Lanka e Tailândia, além da costa nordeste da África. Na foto, onda atinge resort na Tailândia.
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    2005 – O ano em que o Protocolo de Kyoto entrou em vigor foi marcado por uma catástrofe: o furacão Katrina, que se deslocou pelo Caribe e região sudeste dos Estados Unidos, em agosto. Em virtude da falha de seus sistemas de proteção contra enchentes, 80% da cidade de Nova Orleans foram inundados, com a consequência de seis mortes diretas, a evacuação de 1 milhão de pessoas.
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    2006 – Um alerta sobre a gravidade do aquecimento global ganhou as telas de todo o mundo com o documentário ?Uma verdade inconveniente?, dirigido por Davis Guggenheim, que aborda a campanha do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore para conscientizar os cidadãos sobre o problema. No ano seguinte, Gore recebeu o Nobel da Paz.
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    2007 – A divulgação de novo relatório do IPCC (sigla em Inglês de Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) trouxe previsões assustadoras. Informou, por exemplo, que mais de 1 bilhão de pessoas podem vir a sofrer com a falta de água a partir de 2020 e alertou para a devastação da Amazônia. Na foto, Rajendra Pachauri, climatologista-chefe do IPCC.
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    2008: O Brasil foi alvo de catástrofes ambientais: em abril, as chuvas torrenciais provocaram transbordamento de rios e inundações no Nordeste e, em novembro, foi a vez de Santa Catarina, onde as enchentes causaram mortes e deixaram milhares de desabrigados. Na foto, a comunidade de Volta por Cima, entre Ilhota e Itajaí (SC).
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    2009 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante sessão plenária na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague (Dinamarca). A reunião, que começou sob a alcunha de “Hopenhagen”, terminou em clima de fracasso. O Brasil, porém, anunciou o compromisso de reduzir suas emissões de 36% a 39% até 2020.
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    2010- A explosão de uma plataforma petrolífera da British Petroleum, em abril, no Golfo do México, produziu uma mancha negra 11 vezes maior do que a cidade do Rio de Janeiro e afetou milhares de animais, como esta gaivota na Louisiana. O ano terminou com duas conferências sobre meio ambiente. Uma foi a de Nagoia, que resultou em um acordo bem-sucedido sobre biodiversidade.
    A outra foi a COP-16, em Cancún, que termina com a esperança de um final feliz em 2011. Quem viver, verá. [EnergiaEficiente]

    Dalai Lama afirma que meio ambiente é mais urgente que a crise política

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    Segundo o documento, o Lama acredita que os tibetanos pode esperar alguns anos, a natureza não / Foto: kris krüg
    Um documento publicado no site WikiLeaks e divulgados na última sexta-feira, 17 de dezembro, pelo jornal britânico The Guardian, revela que o Dalai Lama afirmou a diplomatas norte-americanos que a comunidade internacional deveria focar nas mudanças climáticas, em vez de nos problemas políticos do Tibet.
    Na declaração feita em 2009, o líder espiritual diz que os problemas ambientais são mais urgentes.

    O budista falou ao embaixador americano na Índia, Timothy Roemer, que “agenda política deveria ficar à margem por cinco ou dez anos e a comunidade internacional deveria mudar seu foco para a mudança climática no planalto tibetano”.
    “A fusão das geleiras, o desmatamento e o aumento dos casos de água contaminada pelas mineradoras são problemas que não podem esperar. No entanto, os tibetanos podem aguardar cinco ou dez anos por uma solução política”, diz a mensagem diplomática.
    Apesar de já ter levantado a bandeira ambiental diversas vezes, Dalai Lama nunca havia sugerido que as questões políticas poderiam ficar em segundo lugar, nem falou de qualquer escala de tempo com tanta precisão.
    Ainda de acordo com o The Guardian, durante o encontro com o embaixador americano, o Lama criticou a política energética da China ao lembrar que a construção de uma represa no Tibete deslocou milhares de pessoas e deixou templos e mosteiros embaixo d’água.
    Ao final do encontro, o monge ainda fez um apelo a Roemer, afirmando que o Tibet é uma nação que está morrendo, e que precisa da ajuda dos Estados Unidos. [EcoD]

    domingo, 19 de dezembro de 2010

    Aluguel automático de bicicletas vai virar realidade em SP


    Várias cidades europeias têm um sistema de empréstimo automático
    de bicicletas. Funciona assim: a estação de aluguel da bike tem 
    uma máquina, onde você paga pelo empréstimo, e uma barra, 
    onde ficam presas as bicicletas. 
    Elas são liberadas pela máquina mediante pagamento – não tem 
    ninguém mediando o empréstimo, tudo é automático. Existem várias 
    estações como essa pela cidade: você anda com a bicicleta e depois 
    pode devolvê-la em outro posto.
    Nós adoramos o sistema de Barcelona, por exemplo. E São Paulo 
    está prestesa ganhar um sistema assim, graças a dois alunos da 
    Universidade de São Paulo. Felipe Ventura, do Gizmodo, conversou 
    com Mauricio Villar,a que, junto a Maurício Matsumoto, teve a ideia 
    que levou ao PedalUSP. 
    Eles são formados em engenharia mecatrônica pela USP e fizeram
    intercâmbio na França. 
    Os amigos moraram em cidades que ofereciam o sistema de emprés-
    timo automático de bicicletas, e resolveram fazer seu trabalho de con-
    clusão de curso na área, bolando um sistema que funcionasse no Brasil. 
    E graças ao Propesc, programa que busca, na própria USP, projetos e
    ideias na área de sustentabilidade, o TCC começou a virar realidade.
    O projeto demonstrou em agosto seus primeiros protótipos na Cidade 
    Universitária, zona oeste de São Paulo – e, de acordo com o Mauricio, 
    teve receptividade acima do esperado. 
    Veja um dos protótipos abaixo:
    O sistema deve ser instalado na USP a partir de janeiro de 2011, 
    ainda em caráter experimental. 
    Serão apenas duas estações com quatro bicicletas, número que 
    deve crescer para dez estações e cem bicicletas com a expansão 
    do projeto, sem data definida.
    Mauricio conta que, como a ideia é que a bike seja usada para
    trajetos curtos – da aula para o almoço, por exemplo – o empréstimo 
    será gratuito mas limitado a 20 minutos. Se o usuário não 
    a devolver nesse período, ficará um ou mais dias sem poder pegar 
    bicicletas emprestadas. Só haverá multa em dinheiro (de R$300) 
    se a bicicleta não for devolvida em 24 horas. Mas, diz Mauricio, 
    estes critérios podem mudar à medida que o projeto é implementado.
    Para evitar que bicicletas sejam furtadas, elas contam com chip
     identificador (não é GPS!), que mostra quem está com a bicicleta 
    ou em qual estação ela se encontra. As bikes serão diferentes das 
    comerciais, para não retirarem peças dela (como o banco). E deu-se 
    atenção especial à trava eletromecânica da bike, que a prende
    na estação. 
    As estações de empréstimo também têm câmeras de segurança e
    estão localizadas em locais estratégicos: tanto de fácil acesso para 
    os usuários, como próximos a guaritas da universidade.
    Inicialmente, segundo Villar, o sistema será exclusivo para alunos, 
    funcionários e docentes da USP. Além disso, as bicicletas só poderão 
    ser usadas dentro do campus – novamente, a ideia é usá-las para 
    trajetos curtos. Com mais recursos, o sistema poderá ser expandido, 
    aberto para quem não é ligado à USP, e inclusive ser integrado à estação 
    de trem próxima à universidade. Para implementar e expandir o PedalUSP, 
    que tem custo estimado de R$500 mil, os coordenadores do projeto buscam
     parceiros e patrocinadores. Mauricio conta que já estão em conversas com 
    a iniciativa privada, e a própria USP pode financiar parte do projeto.
    Já existem iniciativas semelhantes a esta em outras cidades, como
    Rio de Janeiro, Blumenau e João Pessoa. Então esperamos que o 
    PedalUSP seja ampliado e inspire iniciativas semelhantes em 
    São Paulo. 
    [Pedalusp/Release via GizmodoImagens: Divulgação]

      Arquitetos produzem casa inspirada na natureza


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      A casa residencial foi construída pela Undercurrent Architects / Foto: Divulgação
      O design do telhado lembra as folhas que caem no outono e o do seu interior, um tronco de árvore. As paredes de vidro fazem com que a casa e o jardim se confundam em uma coisa só. Esse é o projeto para uma residência privada da Undercurrent Architects, chamado de “Casa Folha” (Leaf House).

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      O telhado é em forma de folhas / Foto: Divulgação
      “O projeto desenha as imagens da natureza e expressa isso através das estruturas, criando links entre o interior e exterior”, disse a Undercurrent.
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      No seu interior, o design lembra um tronco de árvore / Foto: Divulgação
      Localizada em Sydney (Austrália), a construção é uma união de design inovador e sustentável. Foram utilizados estratégias para economizar energia, como iluminação com baixo consumo, técnicas para retenção de água da chuva e sistema de refrigeração e aquecimento solar passivo – aquecimento solar sem a utilização de bombas.
      As camadas curvas que formam o telhado servem para maximizar o volume interno, e promover um interesse visual de quem olha de cima, além de suavizar o visual da construção.
      Outra vantagem é que a disposição de como as “folhas” foram colocadas permite a visão do mar e o controle da entrada de luz do sol – entra pelos espaços entre as “folhas”. Além disso, as paredes ondulantes de vidro suavizam os reflexos de luz, principalmente à noite.
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      As paredes são de vidro, o que confunde a casa com o jardim / Foto: Divulgação
      De acordo com a empresa, especializada em áreas urbanas comprimidas e regeneração de áreas industriais degradadas, a combinação de design ambiental e materiais de alta e baixa tecnologia resultam nessa construção harmônica, sensível e engajada com o meio ambiente.
      escadaA casa fica em Sydney, na Austrália / Foto: Divulgação
      A criação dos designers Didier Ryan e German Perez Tavio precisou  utilizar métodos improvisados para alcançar a elevada complexidade técnica com as restrições de custo. [EcoD]