A outra foi a COP-16, em Cancún, que termina com a esperança de um final feliz em 2011. Quem viver, verá. [EnergiaEficiente]
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Uma década de tragédias ambientais
Além de estarmos chegando ao fim do ano, chegamos também ao final da década. Uma década marcada por diversas tragédias ambientais.
2001 – O ano testemunhou uma dura batalha da guerra que vem sendo travada há cerca de meio século entre ecologia e economia: em março, os Estados Unidos se recusaram a ratificar o Protocolo de Kyoto – o tratado internacional para limitar a emissão de gases que agravam o efeito estufa. Na foto, manifestação de estudantes americanos a favor da decisão do presidente George W. Bush.
2002 – Dez anos após a realização da ECO 92, no Rio de Janeiro, novo fórum internacional se reuniu na Rio + 10m, em Johanesburgo, na África do Sul, para tentar chegar a um acordo sobre a interferência do ser humano sobre o meio ambiente, de modo a evitar uma catástrofe. Na foto, ativistas do Greenpeace estendem uma faixa na estátua do Cristo Redentor em protesto contra o fracasso da cúpula.
2003 – Nas duas primeiras semanas de agosto, uma onda de calor assolou a Europa, com temperaturas superiores a 40 graus C em países onde a média é bem menor do que essa. O fenômeno teve graves consequências, especialmente para a França, a Itália e Portugal. Na foto, idosos franceses são atendidos em hospital parisiense
2004 – No último fim de semana do ano, a natureza deu uma demonstração de seu poder de destruição no Sudeste Asiático. Um terremoto de mais de 8 graus na escala Richter ocorrido a 10 km abaixo do nível do mar, provocou um tsunami com ondas gigantes (entre 15 e 30 metros de altura). A tragédia atingiu oito países da Ásia: Bangladesh, Índia, Indonésia, Malásia, Maldivas, Mianmar, Sri Lanka e Tailândia, além da costa nordeste da África. Na foto, onda atinge resort na Tailândia.
2005 – O ano em que o Protocolo de Kyoto entrou em vigor foi marcado por uma catástrofe: o furacão Katrina, que se deslocou pelo Caribe e região sudeste dos Estados Unidos, em agosto. Em virtude da falha de seus sistemas de proteção contra enchentes, 80% da cidade de Nova Orleans foram inundados, com a consequência de seis mortes diretas, a evacuação de 1 milhão de pessoas.
2006 – Um alerta sobre a gravidade do aquecimento global ganhou as telas de todo o mundo com o documentário ?Uma verdade inconveniente?, dirigido por Davis Guggenheim, que aborda a campanha do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore para conscientizar os cidadãos sobre o problema. No ano seguinte, Gore recebeu o Nobel da Paz.
2007 – A divulgação de novo relatório do IPCC (sigla em Inglês de Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) trouxe previsões assustadoras. Informou, por exemplo, que mais de 1 bilhão de pessoas podem vir a sofrer com a falta de água a partir de 2020 e alertou para a devastação da Amazônia. Na foto, Rajendra Pachauri, climatologista-chefe do IPCC.
2008: O Brasil foi alvo de catástrofes ambientais: em abril, as chuvas torrenciais provocaram transbordamento de rios e inundações no Nordeste e, em novembro, foi a vez de Santa Catarina, onde as enchentes causaram mortes e deixaram milhares de desabrigados. Na foto, a comunidade de Volta por Cima, entre Ilhota e Itajaí (SC).
2009 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante sessão plenária na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague (Dinamarca). A reunião, que começou sob a alcunha de “Hopenhagen”, terminou em clima de fracasso. O Brasil, porém, anunciou o compromisso de reduzir suas emissões de 36% a 39% até 2020.
2010- A explosão de uma plataforma petrolífera da British Petroleum, em abril, no Golfo do México, produziu uma mancha negra 11 vezes maior do que a cidade do Rio de Janeiro e afetou milhares de animais, como esta gaivota na Louisiana. O ano terminou com duas conferências sobre meio ambiente. Uma foi a de Nagoia, que resultou em um acordo bem-sucedido sobre biodiversidade.
A outra foi a COP-16, em Cancún, que termina com a esperança de um final feliz em 2011. Quem viver, verá. [EnergiaEficiente]
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Dalai Lama afirma que meio ambiente é mais urgente que a crise política
Segundo o documento, o Lama acredita que os tibetanos pode esperar alguns anos, a natureza não / Foto: kris krüg
Na declaração feita em 2009, o líder espiritual diz que os problemas ambientais são mais urgentes.
O budista falou ao embaixador americano na Índia, Timothy Roemer, que “agenda política deveria ficar à margem por cinco ou dez anos e a comunidade internacional deveria mudar seu foco para a mudança climática no planalto tibetano”.
“A fusão das geleiras, o desmatamento e o aumento dos casos de água contaminada pelas mineradoras são problemas que não podem esperar. No entanto, os tibetanos podem aguardar cinco ou dez anos por uma solução política”, diz a mensagem diplomática.
Apesar de já ter levantado a bandeira ambiental diversas vezes, Dalai Lama nunca havia sugerido que as questões políticas poderiam ficar em segundo lugar, nem falou de qualquer escala de tempo com tanta precisão.
Ainda de acordo com o The Guardian, durante o encontro com o embaixador americano, o Lama criticou a política energética da China ao lembrar que a construção de uma represa no Tibete deslocou milhares de pessoas e deixou templos e mosteiros embaixo d’água.
Ao final do encontro, o monge ainda fez um apelo a Roemer, afirmando que o Tibet é uma nação que está morrendo, e que precisa da ajuda dos Estados Unidos. [EcoD]
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domingo, 19 de dezembro de 2010
Aluguel automático de bicicletas vai virar realidade em SP
de bicicletas. Funciona assim: a estação de aluguel da bike tem uma máquina, onde você paga pelo empréstimo, e uma barra, onde ficam presas as bicicletas. Elas são liberadas pela máquina mediante pagamento – não tem ninguém mediando o empréstimo, tudo é automático. Existem várias estações como essa pela cidade: você anda com a bicicleta e depois pode devolvê-la em outro posto. Nós adoramos o sistema de Barcelona, por exemplo. E São Paulo está prestesa ganhar um sistema assim, graças a dois alunos da Universidade de São Paulo. Felipe Ventura, do Gizmodo, conversou com Mauricio Villar,a que, junto a Maurício Matsumoto, teve a ideia que levou ao PedalUSP. Eles são formados em engenharia mecatrônica pela USP e fizeram intercâmbio na França. Os amigos moraram em cidades que ofereciam o sistema de emprés- timo automático de bicicletas, e resolveram fazer seu trabalho de con- clusão de curso na área, bolando um sistema que funcionasse no Brasil. E graças ao Propesc, programa que busca, na própria USP, projetos e ideias na área de sustentabilidade, o TCC começou a virar realidade. O projeto demonstrou em agosto seus primeiros protótipos na Cidade Universitária, zona oeste de São Paulo – e, de acordo com o Mauricio, teve receptividade acima do esperado. Veja um dos protótipos abaixo: ainda em caráter experimental. Serão apenas duas estações com quatro bicicletas, número que deve crescer para dez estações e cem bicicletas com a expansão do projeto, sem data definida. Mauricio conta que, como a ideia é que a bike seja usada para trajetos curtos – da aula para o almoço, por exemplo – o empréstimo será gratuito mas limitado a 20 minutos. Se o usuário não a devolver nesse período, ficará um ou mais dias sem poder pegar bicicletas emprestadas. Só haverá multa em dinheiro (de R$300) se a bicicleta não for devolvida em 24 horas. Mas, diz Mauricio, estes critérios podem mudar à medida que o projeto é implementado. Para evitar que bicicletas sejam furtadas, elas contam com chip identificador (não é GPS!), que mostra quem está com a bicicleta ou em qual estação ela se encontra. As bikes serão diferentes das comerciais, para não retirarem peças dela (como o banco). E deu-se atenção especial à trava eletromecânica da bike, que a prende na estação. As estações de empréstimo também têm câmeras de segurança e estão localizadas em locais estratégicos: tanto de fácil acesso para os usuários, como próximos a guaritas da universidade. funcionários e docentes da USP. Além disso, as bicicletas só poderão ser usadas dentro do campus – novamente, a ideia é usá-las para trajetos curtos. Com mais recursos, o sistema poderá ser expandido, aberto para quem não é ligado à USP, e inclusive ser integrado à estação de trem próxima à universidade. Para implementar e expandir o PedalUSP, que tem custo estimado de R$500 mil, os coordenadores do projeto buscam parceiros e patrocinadores. Mauricio conta que já estão em conversas com a iniciativa privada, e a própria USP pode financiar parte do projeto. Já existem iniciativas semelhantes a esta em outras cidades, como Rio de Janeiro, Blumenau e João Pessoa. Então esperamos que o PedalUSP seja ampliado e inspire iniciativas semelhantes em São Paulo. [Pedalusp/Release via Gizmodo; Imagens: Divulgação] |
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Arquitetos produzem casa inspirada na natureza
O design do telhado lembra as folhas que caem no outono e o do seu interior, um tronco de árvore. As paredes de vidro fazem com que a casa e o jardim se confundam em uma coisa só. Esse é o projeto para uma residência privada da Undercurrent Architects, chamado de “Casa Folha” (Leaf House).
“O projeto desenha as imagens da natureza e expressa isso através das estruturas, criando links entre o interior e exterior”, disse a Undercurrent.
Localizada em Sydney (Austrália), a construção é uma união de design inovador e sustentável. Foram utilizados estratégias para economizar energia, como iluminação com baixo consumo, técnicas para retenção de água da chuva e sistema de refrigeração e aquecimento solar passivo – aquecimento solar sem a utilização de bombas.
As camadas curvas que formam o telhado servem para maximizar o volume interno, e promover um interesse visual de quem olha de cima, além de suavizar o visual da construção.
Outra vantagem é que a disposição de como as “folhas” foram colocadas permite a visão do mar e o controle da entrada de luz do sol – entra pelos espaços entre as “folhas”. Além disso, as paredes ondulantes de vidro suavizam os reflexos de luz, principalmente à noite.
De acordo com a empresa, especializada em áreas urbanas comprimidas e regeneração de áreas industriais degradadas, a combinação de design ambiental e materiais de alta e baixa tecnologia resultam nessa construção harmônica, sensível e engajada com o meio ambiente.
A criação dos designers Didier Ryan e German Perez Tavio precisou utilizar métodos improvisados para alcançar a elevada complexidade técnica com as restrições de custo. [EcoD]
“O projeto desenha as imagens da natureza e expressa isso através das estruturas, criando links entre o interior e exterior”, disse a Undercurrent.
Localizada em Sydney (Austrália), a construção é uma união de design inovador e sustentável. Foram utilizados estratégias para economizar energia, como iluminação com baixo consumo, técnicas para retenção de água da chuva e sistema de refrigeração e aquecimento solar passivo – aquecimento solar sem a utilização de bombas.
As camadas curvas que formam o telhado servem para maximizar o volume interno, e promover um interesse visual de quem olha de cima, além de suavizar o visual da construção.
Outra vantagem é que a disposição de como as “folhas” foram colocadas permite a visão do mar e o controle da entrada de luz do sol – entra pelos espaços entre as “folhas”. Além disso, as paredes ondulantes de vidro suavizam os reflexos de luz, principalmente à noite.
De acordo com a empresa, especializada em áreas urbanas comprimidas e regeneração de áreas industriais degradadas, a combinação de design ambiental e materiais de alta e baixa tecnologia resultam nessa construção harmônica, sensível e engajada com o meio ambiente.
A criação dos designers Didier Ryan e German Perez Tavio precisou utilizar métodos improvisados para alcançar a elevada complexidade técnica com as restrições de custo. [EcoD]
domingo, 5 de dezembro de 2010
MP3 player parece band-aid e recarrega na pele
transformá-la em realidade. O Skinny Player oferece espaço para armazenar apenas um álbum em um dispositivo do tamanho de um band-aid. O player auto-colante é todo flexível e simples de tudo: tem só um botão de play/stop e vem sem fones de ouvido. A ideia é que as pessoas o usem ao ar livre, para praticar atividades. de fones), é que ele usaria o calor do corpo para se recarregar ao ficar em contato com a pele. Aliás, Skinny é um nome bem propício para o aparelho: a palavra “skinny quer dizer fininho, magrelinho, mas também faz referencia à “skin”, pele, em inglês. sair do papel. [Info] |
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Projeto quer Postos de Gasolina e Lava-Rápidos captando água da chuva
Lava-Rápidos e Postos de Gasolina podem ser obrigados a captar água da chuva - Foto: Monica Di Blasio
Segundo a proposta, o sistema deverá ser instalado em até 180 dias após a publicação da lei. Rossi ressalta que o objetivo é evitar o desperdício. “A lavagem de veículos com água tratada é um exemplo de despreocupação com a escassez desse recurso natural”, afirma para a Câmara dos Deputados.
Tramitação
O projeto tramita em conjunto com o PL 1616/99, do Executivo, que regulamenta o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, previsto na Constituição. As duas propostas serão analisadas por uma comissão especial, juntamente com outros nove projetos que tratam de assunto semelhante.
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
População aprova proibir sacolas plásticas
O levantamento, que ouviu 1.100 pessoas em 11 capitais, constatou também que 21% não saberiam como descartar o lixo doméstico sem os saquinhos, 40% acreditam que limpeza pública é o principal problema ambiental nas suas cidades ou bairros, 61% acham que a responsabilidade é dos órgãos públicos e 18% que o meio ambiente é responsabilidade dos indivíduos. Ainda de acordo com a pesquisa, 82% dos cidadãos se dispõem a participar de abaixo-assinados para responder a questões ambientais, mas sem atuar diretamente na solução dos problemas. A pesquisa mostrou que 70% das pessoas jogam pilhas e baterias em lixo comum, 66% descartam remédios em lixo doméstico, 33% não dão a destinação correta para sobra de tintas e solventes. Além disso, 39% descartam óleo usado na pia da cozinha e 17% têm lixo eletrônico em casa. Mesmo assim, a pesquisa apontou que 59% dos entrevistados disseram que o meio ambiente deve ter prioridade sobre o crescimento econômico. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, os dados da pesquisa são importantes porque sinalizam que a questão ambiental está no dia a dia do cidadão brasileiro, mostra mudanças de comportamento e que não é preciso gerar produtos que vão parar no lixo causando danos ambientais. “O número de pessoas que aprovam a proibição das sacolas plásticas é bastante promissor”. Izabella ressaltou que para mudar o comportamento das pessoas que acham a sacola essencial para o descarte do lixo doméstico é preciso informar sobre o que fazer para eliminar o lixo e ter estrutura para recepcionar os resíduos. “Isso tem a ver com nossa capacidade de gerar menos resíduo, ou seja, nós temos que exigir embalagens práticas, mais eficientes e coleta seletiva. Nós precisamos informar mais, dotar as cidades de maior infraestrutura para tratar do resíduo, mobilizar outros atores, como os catadores de lixo estruturando cooperativas para agregar valor a essa atividade”. O presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), João Sanzovo, usou como exemplo um projeto implantado em Jundiaí, interior de São Paulo, onde a prefeitura fez um acordo com os mercados que tiraram de circulação as sacolinhas desde o mês de setembro. Reduzindo em 80 mil sacolas por mês o consumo. “Estamos agora fazendo o passo a passo para implantar o projeto em outras cidades”. Ele sugere que seja elaborada uma lei para implantar o projeto em outras localidades e disse que no estado de São Paulo os supermercados já estão preparados para atender a exigência. O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda, disse que a entidade tem um plano de redução das sacolas em 30% até 2013 e 40% até 2015. Segundo ele, de 2007 a 2009 o consumo desse tipo de embalagem caiu 30%. “Cobrar pelas sacolas é um caminho para reduzir o uso. A sociedade está preparada para esse trabalho. Mas é preciso trabalhar ainda a questão da educação e implantar novas tecnologias de plástico verde”. [Info] |
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BLUSA QUE VIRA ECOBAG
O projeto da Wear Me Bag/ Foto: Yanko Design Tira a blusa, vira pra cá e pra lá, fecha um zíper e pronto, você tem uma bolsa. Chamada de “Wear Me Bag” (Bolsa me use), a proposta sustentável da designer Rotem Lewsinsohn surgiu quando ela resolveu inovar ao evitar o uso das sacolas plásticas em um supermercado para levar a comida para a casa, afirma a Yanko Design.A “Wear Me Bag”, assim como outras propostas de produtos vários-em-um, ajuda a reduzir o número de bens produzidos, e consequente necessidade de matéria prima, além é claro de ser uma sacola reutilizável muito elegante. Wear Me Bag, de Rotem Lewinsohn / Foto: Yanko Design No Brasil, quase 10% de todo o lixo é composto por sacolas plásticas, e para produzir uma tonelada deste material são necessários 1.140 kw/hora (mesma energia utilizada por 7600 casas, com lâmpadas econômicas acessas por 1 hora).Demonstração / Foto: Yanko Design Conscientização e praticidade andando cada vez mais juntos. |
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Caixas de som que não usam energia elétrica
Koostik é um novo amplificador analógico, que pode amplificar os sons do iPhone, sem qualquer tipo de conexão. É o resultado de um ano de evolução do protótipo, feito inteiramente de madeira maciça.
Usando apenas o iPhone, ele amplifica de forma acústica o volume de saída de 2 a 4 vezes! Pense em uma guitarra de corpo sólido que está desconectado, você dedilhando as cordas e sair um pouco do som. Mas se as cordas são colocadas sobre uma guitarra de corpo oco e você dedilhar as cordas, de repente você tem música acústica, não é mesmo? O mesmo acontece com o KOOSTIK. Basta colocar o iPhone no suporte central, e logo você ouve a sua música acústica amplificada!
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Telhados de casas terão que ser brancos
Esta medida teria caráter ambiental. Sabe por quê? O telhado branco absorve menos raios do sol e ajuda a combater as ilhas de calor da cidade.
O autor desta idéia, o vereador Goulart (PMDB) acredita que, se toda a cidade adotasse os telhados desta cor, a temperatura da capital seria até 2°C menos quente do que é hoje.
E agora o texto precisa ser aprovado em segunda votação antes de ser enviado à sanção do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Os vereadores aprovaram o texto (PL 615/2009) no último dia 10, em votação simbólica.
O vereador ainda diz que a votação definitiva do projeto deve ocorrer logo. “Tivemos uma reunião do colégio de líderes (das bancadas partidárias) e a expectativa é que o texto seja votado na semana que vem (esta semana)”, diz.
O projeto que defende o meio ambiente acrescenta um artigo à Lei 11.228, de 1992, que impõe regras para a construção de imóveis na cidade. A legislação estabelece multa de R$ 963,30 para quem executar obras sem obter licença prévia (ou construir em desacordo com a licença obtida).
“A ideia é que depois de aprovada (a lei), a Prefeitura desenvolva campanhas de conscientização com programas para a pintura de todos os imóveis”, diz.
Onde tudo começou…
Pintar os telhados das casas de branco é uma ideia defendida há cerca de três anos pela Green Building Council Brasil, ONG que deu subsídios aos dados divulgados pelo parlamentar.
O grupo defende que os telhados escuros retêm mais luz do sol e, assim, ficam mais quentes. Como 25% do terreno das cidades correspondem aos telhados , a opção pela cor branca reduziria a formação de ilhas de calor nas áreas urbanas. Segundo Nelson Kawakami, diretor da entidade, outro benefício importante seria a redução do consumo de energia elétrica já que o interior das casas também ficaria menos quente e, assim, a população usaria menos ar condicionado, e menos consumo de energia é sempre benéfico para o meio ambiente.
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
O impacto ambiental dos spams

Que o spam, mensagens eletrônicas indesejadas que são enviadas em massa, tem um grande impacto no bolso de milhares de internautas, todos sabem. Esse ato, porém, tem custo também para o meio ambiente. Essa é a conclusão do relatório publicado pela McAfee, empresa especializada em soluções de segurança eletrônica e digital.
De acordo com o relatório, são necessários mais de 33 bilhões de KW/h por ano – suficiente para energizar 2,4 milhões de domicílios nos EUA – em energia para sustentar o fluxo de spam ao redor do mundo. Para produzir tal quantidade de energia, a Hidrelétrica de Ilha Solteira, uma das mais eficientes do sistema da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), precisa de quantidade de água equivalente a que cai pelas cataratas do Iguaçu durante seis anos.
Só no Brasil são desperdiçados mais de 1 bilhão de KW/h com essa prática.
Só no Brasil são desperdiçados mais de 1 bilhão de KW/h com essa prática.
O documento também calculou que cada uma das mensagens enviadas geram 0,3 gramas de CO2 na atmosfera. Ou seja, uma empresa média emite 131 Kg de CO2 por ano, dos quais 22% estão diretamente relacionados com o spam.
Para conferir o relatório completo, clique aqui.
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Brasil recicla 98,2% das latas de alumínio
O Brasil atingiu no ano passado mais um recorde de reciclagem de latas de alumínio. Foram reutilizadas 98,2% das latas vendidas.
Ao todo, 198,8 mil toneladas de alumínio, das 202,5 mil toneladas vendidas, foram recicladas.
Os dados constam do balanço da coleta do material divulgado ontem pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas). Com o resultado, segundo as entidades, o Brasil conquista pela nona vez consecutiva o posto do país com maior índice de reciclagem de latas do mundo.
Na comparação entre 2009 com o ano anterior, a quantidade de latas recicladas aumentou 19,9%. Em 2008, foram reutilizadas 91,6% das latas vendidas pela indústria, o que representa cerca de 165 mil toneladas.
Em 2009, a reciclagem das latas de alumínio movimentou R$ 1,3 bilhão. Deste total, R$ 382 milhões foram gerados só com trabalho de coleta do material.
“Se toda coleta de latas fosse feita por uma empresa só, ela estaria entre as mil maiores do país”, complementou Henio de Nicola, presidente da Abal, em entrevista coletiva em São Paulo.
Com a reciclagem do alumínio das latas, também foram economizados 2,9 mil gigawatts-hora (GWh). Com esta energia, seria possível atender à demanda anual de uma cidade como Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, que tem 1,2 milhão de habitantes. [Info]
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Friedge-Couch: a geladeira-sofá
Fridge-Couch: o sofá feito de geladeira / Foto: Divulgação O Friedge-Couch, (tradução literal de Sofá-geladeira) surgiu quando o designer decidiu fazer algo criativo e estiloso para um casamento. Alguns modelos tem entrada para iPods / Foto: Divulgação A junção dos dois objetos que, até então, estavam inativos e eram considerados lixo, criou o novo conceito de sofá. A iniciativa do canadense demonstra que reciclar também é uma questão de bom senso e muita criatividade. [EcoD] |
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Post filosófico e poético...
Fugindo um pouco da linha de publicações anteriores, resolvi escrever o que me veio na inspiração...
liberdade.
Estou me sentido feliz. Podendo curtir uma tarde dessas mesmo trabalhando. Apesar de nem tudo ser como e quando queremos, mas se a gente acredita na gente, elas se tornam realidade pouco a pouco, se a gente tiver olhos de perceber. Quero desejar a todos os meus amigos que estão trabalhando em seus escritórios, com seus afazeres, jobs, campanhas, vendas etc, que possam sentir a sensação que tenho agora, trabalhando também, mas podendo também sentir o vento, ver o céu lindo que está abrindo agora.
Porque a vida não é só o trabalho dentro desta caixa eletrônica ou no papel em branco, ou sei lá o que. Ela precisa que a gente se conecte a ela pra que as coisas fluam...
A vida não é só ganhar dinheiro ou consumir ou se conectar nisso ou naquilo, aqui virtualmente, embora a gente muitas vezes parece estar mais conectado ao virtual do que o real.E que mesmo que a gente faça escolhas, sejam elas questões da vida ou de um trabalho, ou no processo de criação de algo, do fazer assim ou daquele outro jeito.
No fundo, as coisas realmente só fluem da melhor maneira, se a gente consegue perceber a grandeza do que está por trás de tudo isso. A gente só precisa ter olhos de ver e de perceber, que a vida, tá aí, tá lá fora, acontecendo, enquanto a gente trabalha, se preocupa, corre de um lado pro outro.
A vida tem um curso, independente das nossas decisões. A gente escolhe, entrar no ritmo da vida ou nadar noutro sentido, que parece ser o dela, mas que na verdade é o que construímos. A vida flue, mas noutro ritmo, outra coisa, que a gente só percebe se parar um pouco, respirar, olhar pela janela, olhar pro céu, ou mesmo nas pessoas em seus fluxos de vida lá fora. É perceber o momento, sentir ele, sentir e ter a lucidez de de perceber o exato instante. Aprendi isso hoje na minha primeira aula de Yoga, ter a percepção do momento.
Acho que as coisas só estão "desorientadas"ou desequilibradas como estão porque o homem se distanciou "deste mundo", que não é o virtual, mas que passa na nossa frente quase que imperceptível.
A vida tá aqui na internet, tá no nosso real da nossa rotina, mas também tá lá fora, pulsando também, a nos envolver mesmo que a gente não perceba. É como a natureza e seu ritmo. Ela tá sempre a mudar, mesmo que lentamente sem a gente perceber.
A gente só precisa parar uns minutos e sentí-la. Depois desses instantes, garanto que você vai resolver melhor as coisas...
Bom final de tarde a todos e bom trabalho. Afinal, apesar de estar aqui filosofando ao ver essa tarde linda, também estou trabalhando...
Forte abraço a todos...
liberdade.
Estou me sentido feliz. Podendo curtir uma tarde dessas mesmo trabalhando. Apesar de nem tudo ser como e quando queremos, mas se a gente acredita na gente, elas se tornam realidade pouco a pouco, se a gente tiver olhos de perceber. Quero desejar a todos os meus amigos que estão trabalhando em seus escritórios, com seus afazeres, jobs, campanhas, vendas etc, que possam sentir a sensação que tenho agora, trabalhando também, mas podendo também sentir o vento, ver o céu lindo que está abrindo agora.
Porque a vida não é só o trabalho dentro desta caixa eletrônica ou no papel em branco, ou sei lá o que. Ela precisa que a gente se conecte a ela pra que as coisas fluam...
A vida não é só ganhar dinheiro ou consumir ou se conectar nisso ou naquilo, aqui virtualmente, embora a gente muitas vezes parece estar mais conectado ao virtual do que o real.E que mesmo que a gente faça escolhas, sejam elas questões da vida ou de um trabalho, ou no processo de criação de algo, do fazer assim ou daquele outro jeito.
No fundo, as coisas realmente só fluem da melhor maneira, se a gente consegue perceber a grandeza do que está por trás de tudo isso. A gente só precisa ter olhos de ver e de perceber, que a vida, tá aí, tá lá fora, acontecendo, enquanto a gente trabalha, se preocupa, corre de um lado pro outro.
A vida tem um curso, independente das nossas decisões. A gente escolhe, entrar no ritmo da vida ou nadar noutro sentido, que parece ser o dela, mas que na verdade é o que construímos. A vida flue, mas noutro ritmo, outra coisa, que a gente só percebe se parar um pouco, respirar, olhar pela janela, olhar pro céu, ou mesmo nas pessoas em seus fluxos de vida lá fora. É perceber o momento, sentir ele, sentir e ter a lucidez de de perceber o exato instante. Aprendi isso hoje na minha primeira aula de Yoga, ter a percepção do momento.
Acho que as coisas só estão "desorientadas"ou desequilibradas como estão porque o homem se distanciou "deste mundo", que não é o virtual, mas que passa na nossa frente quase que imperceptível.
A vida tá aqui na internet, tá no nosso real da nossa rotina, mas também tá lá fora, pulsando também, a nos envolver mesmo que a gente não perceba. É como a natureza e seu ritmo. Ela tá sempre a mudar, mesmo que lentamente sem a gente perceber.
A gente só precisa parar uns minutos e sentí-la. Depois desses instantes, garanto que você vai resolver melhor as coisas...
Bom final de tarde a todos e bom trabalho. Afinal, apesar de estar aqui filosofando ao ver essa tarde linda, também estou trabalhando...
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Audi elétrico bate recorde andando 600 km com uma única carga
O problema dos carros elétricos sempre foi a autonomia – ou a falta dela, mais precisamente. Ontem, um Audi A2 elétrico bateu um recorde para carros comuns, andando 600 km com uma carga. A viagem de Munique a Berlim durou um pouco menos de 7 horas e foi feita sem a intenção de economizar muito – o aquecedor ficou ligado na maior parte do percurso. O Ministro da Fazenda alemão, Rainer Bruederle, disse aos jornalistas: “Este foi um recorde mundial. Antes, carros elétricos conseguiam andar 60 ou 70 km sem recarregar. O que vimos hoje é um salto tecnológico.”
Os europeus têm demorado a entrar na onda dos carros elétricos – ao menos em comparação com japoneses e, agora, americanos. Nos EUA, o governo Obama já gastou bilhões em empréstimos para as montadoras, fora o subsídio de até 30% do preço de um carro elétrico dado pelo governo. Na Europa, o caminho é parecido: na Alemanha, a primeira-ministra Angela Merkel já disse que quer pelo menos 1 milhão deles estejam circulando até 2020 e que, em 2050, veículo com motor a combustão sejam “coisa do passado”. BMW e Volks já anunciaram que vão começar a produção em massa de seus primeiros modelos em 2013 – ano em que deve chegar por aqui o e-carro da Mitsubishi. Acho a ideia ótima, mas enquanto eles não estiverem a um preço viável – ou enquanto eu não ganhar na Megasena para ter um Tesla Roadster, fico com meu combo bike+ônibus+táxi [ via Gizmodo ]
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Rio Negro atinge menor nível desde 1963
A Agência Nacional de Águas (ANA) informou que o nível do curso d’água do rio chegou a 13,63 metros no domingo. Até agora, o menor volume registrado era de 13,64 metros, em 1963.
O Rio Solimões também atingiu a vazante recorde em outubro e ficou 88 centímetros abaixo do nível do leito do rio no início do mês. A causa para a seca dos rios atingir níveis extremos é a falta de chuva na região. Em todo o estado do Amazonas, a estiagem levou, até agora, pelo menos 30 municípios a decretarem situação de emergência.
Com o nível dos rios baixo, muitas cidades ficam inacessíveis e com dificuldades de abastecimento de comida e água potável.
Apesar da situação crítica, a vazante nos rios da Amazônia deve ser revertida até o próximo mês, seguindo o ciclo hidrológico da região.
Na última semana, o Ministério da Integração Nacional anunciou a transferência de R$ 23 milhões para o governo do Amazonas para ações de socorro e assistência aos municípios atingidos pela seca. O dinheiro deve ser gasto com aquisição de cestas básicas, filtros purificadores, motobomba, equipamentos para fornecimento de água potável e barracas. [Info]
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Temperaturas globais registram novo aumento
O Centro de Dados Nacional sobre o Clima divulgou na semana passada que o período entre janeiro e setembro deste ano empata com 1998 como os nove meses mais quentes já registrados. A agência afirmou que a temperatura média do período foi de 1.17 graus acima do normal para os registros de 131 anos. Os doze meses mais quentes da história até agora foram os de 2005. O Centro de Dados acrescentou que este foi o período entre janeiro e setembro mais quente no hemisfério norte e o segundo mais quente no hemisfério sul. O aumento das temperaturas nas últimas décadas tem gerado preocupações de ambientalistas e cientistas segundo os quais os poluentes criados pelos seres humanos estão contribuindo com um arriscado aquecimento global. [Info] |
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Ranking mundial aponta países mais vulneráveis às mudanças climáticas
Ao clicar na imagem você tem a opção baixar o PDF para visualizar o mapa ampliado/Imagem: Maplecroft O Índice de Vulnerabilidade pelas Mudanças Climáticas pretende ser um guia para o investimento estratégico e a adoção de políticas. Dos 16 países listados como em risco “extremo” devido às mudanças climáticas nos próximos 30 anos, cinco são do Sul da Ásia, com Bangladesh e Índia em primeiro e em segundo lugares, respectivamente, Nepal em quarto, Afeganistão em oitavo e Paquistão em 16º. A China (49º) e o Japão (86º) estão na categoria de “alto risco”, assim como o Brasil (81º) – nossa equipe tentou entender as razões para essa colocação brasileira no ranking, mas não obteve êxito. A metodologia adotada pela empresa global de aconselhamento de riscos se baseia em 42 fatores sociais, econômicos e ambientais, o que inclui a capacidade de resposta dos governos, no intuito de avaliar o risco para a população, os ecossistemas e os negócios em função das mudanças climáticas. O Sul da Ásia é especialmente vulnerável por causa de mudanças em padrões climáticos que resultam em desastres naturais, como as recentes inundações no Paquistão e Bangladesh, que afetaram mais de 20 milhões de pessoas. “Há evidências crescentes de que as mudanças climáticas aumentam a intensidade e a frequência de eventos climáticos”, afirmou à AFP Anna Moss, analista ambiental da empresa. Insegurança alimentar e fome Bangladesh ocupa a primeira posição do ranking devido a uma dupla má sorte. O país asiático tem o maior risco tanto de seca quanto de fome, além de lutar contra a pobreza extrema e a alta dependência na agricultura (o setor econômico mais afetado pelas mudanças climáticas). Como se não bastasse, possui o governo menos capaz de responder aos impactos climáticos, na avaliação da Maplecroft. Sobre a Índia, segundo país mais populoso do mundo (só atrás da China) com cerca de 1,5 bilhão de habitantes, a empresa britânica observou que “Quase todo (o país) tem um alto nível ou nível extremo de sensibilidade às mudanças climáticas, devido à severa pressão populacional e ao consequente abuso de recursos naturais. A isto se soma um alto nível de pobreza, baixa qualidade da saúde em geral e dependência agrícola de grande parte da população.” Entre os países da categoria de “médio risco” estão a Rússia (117º), os Estados Unidos (129º), a Alemanha (131º), a França (133º) e a Grã-Bretanha (138º). A Noruega lidera o pequeno grupo de 11 países considerados em baixo risco, dominado pelos escandinavos e pelos holandeses, que têm trabalhado para defender seu território, situado abaixo do nível do mar, da elevação das águas dos mares. “As vulnerabilidades mais sérias às mudanças climáticas foram encontradas no grupo de países em desenvolvimento com sistemas socioeconômicos mal equipados para responder a desafios como a segurança alimentar e hídrica, além de sofrerem com economias instáveis e instituições fracas. Este é o caso de um grande número de países, estando o Sul da Ásia e a África no centro das preocupações”, concluiu Fiona Place, também da Maplecroft. [EcoD] |
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
O porta papel higiênico que carrega iPod
O iCarta, um porta-papel higiênico que toca e recarrega seu iPod. Sério. Muito sério. Me diz se tudo o que você queria NA VIDA, tudo o que faltava pros seus momentos no banheiro serem mais felizes, não era um porta-papel higiênico que toca & carrega? E que custa US$29,99 na Amazon. (Tudo bem se você gosta de ouvir música no banho (ou se você tem uma Playlist especial para os números 1 e 2).. mas o dock que você já tem do iPod não cumpre essa função direitinho?) [Info] |
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Consumismo, propaganda e sustentabilidade
Usualmente quando se fala em sustentabilidade, a primeira imagem que surge em nossas mentes é a de um ecologista extremamente chato falando sobre a importância de termos banheiros secos ou de sermos vegetarianos para que o planeta seja salvo.
As idéias do desenvolvimento sustentável são tão bonitas, morais e conscientes que provavelmente ninguém terá coragem de levantar sua bandeira contra. Afinal, quem irá no caminho contrário daquele que argumenta sobre a importância do cuidado com o planeta para que as próximas gerações tenham seu "lugar ao sol"?
Por um lado é certo que não temos como construir um planeta onde todos nossos processos são sustentáveis, afinal as leis físicas dizem claramente que a desorganização de um sistema (entropia) tende a aumentar continuamente. No entanto, a conscientização de que o consumismo exacerbado pode levar a uma aceleração do processo de destruição é necessária e útil.
O odiado e ao mesmo tempo aceito/imposto capitalismo tem por principal meio de perpetuação o consumismo desenfreado que nada mais é do que fruto da publicização de um produto. A propaganda tem dois objetivos implícitos: alienar ou conscientizar, meio-termos existem obviamente. A pergunta a ser feita para diferenciar um objetivo de outro é o simples pensar sobre a relevância e necessidade do consumo de um determinado bem.
É simples: o novo celular que acabou de sair no mercado vem com mais tecnologias ou não passa de mais um agregador de tecnologias passadas? A farmácia tem realmente necessidade de vender seus produtos em cestos, tem necessidade de fazer propaganda e dar descontos? Muitos e muitos bens de consumo vem travestidos de novas embalagens e cores para que seja mais vendido, no entanto, o questionamento é: há necessidade de mais vendas?
Observemos o conceito de desenvolvimento. Um país é desenvolvido de acordo com sua capacidade de consumir, em outras palavras uma nação é tratada como superior as outras de acordo com o menor tempo de uso de um produto. A problemática da situação está em, através de propaganda, incutir nos que menos consomem que isso é o conforto e a felicidade mais desejada pela raça humana.
A propaganda como causadora de pensamento crítico é algo tão utópico quanto o conceito de sustentabilidade. Apesar disso, repensar o modo de se consumir e a maneira como se observa uma propaganda são os primeiros passos para a construção da aclamada e famigerada utopia chamada desenvolvimento sustentável.
"Se a sua segurança emocional depende de satisfazer um desejo que você não tinha antes de ler o anúncio, vá em frente." - Calvin
"A minha identidade está tão envolvida pelo que eu compro que eu paguei à companhia para anunciar seus produtos!"
- Quando Calvin diz que queria que a camiseta dele tivesse um logotipo. - Calvin
---------//-----------
Para complementar a idéia do texto e das tirinhas do Calvin, posto dois documentários bem interessantes.
O primeiro chama-se "The Story of Stuff" em português "A História das Coisas", um documentário sobre consumismo, de forma clara e objetiva. Recomendo bastante.
E o segundo tem por título Surplus, infelizmente não encontrei legendado em português, mas as legendas estão em inglês e são bem fáceis de entender. Só postei a primeira parte, mas o assistir de todo o filme é de grande importância. Foi o documentário mais imparcial que já assisti sobre propaganda e sustentabilidade.
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As idéias do desenvolvimento sustentável são tão bonitas, morais e conscientes que provavelmente ninguém terá coragem de levantar sua bandeira contra. Afinal, quem irá no caminho contrário daquele que argumenta sobre a importância do cuidado com o planeta para que as próximas gerações tenham seu "lugar ao sol"?
Por um lado é certo que não temos como construir um planeta onde todos nossos processos são sustentáveis, afinal as leis físicas dizem claramente que a desorganização de um sistema (entropia) tende a aumentar continuamente. No entanto, a conscientização de que o consumismo exacerbado pode levar a uma aceleração do processo de destruição é necessária e útil.
O odiado e ao mesmo tempo aceito/imposto capitalismo tem por principal meio de perpetuação o consumismo desenfreado que nada mais é do que fruto da publicização de um produto. A propaganda tem dois objetivos implícitos: alienar ou conscientizar, meio-termos existem obviamente. A pergunta a ser feita para diferenciar um objetivo de outro é o simples pensar sobre a relevância e necessidade do consumo de um determinado bem.
É simples: o novo celular que acabou de sair no mercado vem com mais tecnologias ou não passa de mais um agregador de tecnologias passadas? A farmácia tem realmente necessidade de vender seus produtos em cestos, tem necessidade de fazer propaganda e dar descontos? Muitos e muitos bens de consumo vem travestidos de novas embalagens e cores para que seja mais vendido, no entanto, o questionamento é: há necessidade de mais vendas?
Observemos o conceito de desenvolvimento. Um país é desenvolvido de acordo com sua capacidade de consumir, em outras palavras uma nação é tratada como superior as outras de acordo com o menor tempo de uso de um produto. A problemática da situação está em, através de propaganda, incutir nos que menos consomem que isso é o conforto e a felicidade mais desejada pela raça humana.
A propaganda como causadora de pensamento crítico é algo tão utópico quanto o conceito de sustentabilidade. Apesar disso, repensar o modo de se consumir e a maneira como se observa uma propaganda são os primeiros passos para a construção da aclamada e famigerada utopia chamada desenvolvimento sustentável.
"Se a sua segurança emocional depende de satisfazer um desejo que você não tinha antes de ler o anúncio, vá em frente." - Calvin
"A minha identidade está tão envolvida pelo que eu compro que eu paguei à companhia para anunciar seus produtos!"
- Quando Calvin diz que queria que a camiseta dele tivesse um logotipo. - Calvin
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Para complementar a idéia do texto e das tirinhas do Calvin, posto dois documentários bem interessantes.
O primeiro chama-se "The Story of Stuff" em português "A História das Coisas", um documentário sobre consumismo, de forma clara e objetiva. Recomendo bastante.
E o segundo tem por título Surplus, infelizmente não encontrei legendado em português, mas as legendas estão em inglês e são bem fáceis de entender. Só postei a primeira parte, mas o assistir de todo o filme é de grande importância. Foi o documentário mais imparcial que já assisti sobre propaganda e sustentabilidade.
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*Via Rapensando
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Poluição luminosa “apaga” as estrelas e desequilibra os ecossistemas das cidades
Criadores do Stellarium ranquearam os níveis de visibilidade de estrelas no céu/Foto: Divulgação
Com a evolução das cidades o homem tem se afastado do contato com a natureza e coisas banais, como olhar para o céu, se tornou algo distante da nossa rotina. Mas não pense que a culpa é exclusiva do nosso estilo de vida moderno. Além da correria do dia a dia e do excesso de espaços fechados, outro problema tem feito com que as pessoas não enxerguem mais tantas estrelas no céu: a poluição luminosa das grandes cidades.
Qualquer um pode perceber esse fenômeno. Basta olha de longe para um centro urbano para ver um clarão laranja envolvendo a cidade. Esse é um sinal do excesso de lâmpadas de vapor de sódio presentes por ali.
Esse brilho no céu, causado pelo excesso de luzes direcionadas para cima, é o grande responsável pelo ofuscamento das estrelas que estão mais próximas ou um pouco acima da linha do horizonte.
Os impactos desse excesso de luminosidade é sentido em todo o planeta, especialmente nas regiões ocupadas por grandes metrópoles. Segundo o engenheiro de energia Saulo Gargaglioni, uma estimativa aponta que cerca de 1/5 da população mundial, mais de 2/3 da população dos EUA e mais da metade da população da União Europeia perderam a visibilidade a olho nu da Via Láctea.
Uma avaliação feita em Madri, nas Espanha, revelou que a poluição luminosa causada pelas luzes da cidade poderia ser sentida em um raio de 100 km. Toda a área do sul da Inglaterra, Holanda, Bélgica, Alemanha Ocidental e norte da França têm um brilho noturno entre duas e quatro vezes acima do normal. O único lugar na Europa continental onde o céu pode alcançar sua escuridão natural é no norte da Escandinávia.
Com isso, o céu das cidades tem se tornado ambientes cada dia mais “apagados” e seus moradores, cada vez mais distantes da natureza.
Céu noturno na cidade do Novo México é exemplo do fenômeno
E quem pensa que o problema se restringe à perda da beleza de uma noite estrelada, se engana. O excesso de luz artificial pode trazer diversos problemas para a saúde dos seres humanos e ainda causar um desequilíbrio da flora a fauna local.
Estudos apontam que a exposição à luz durante a noite pode aumentar o risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como o de mama. Isso ocorre devido à supressão da luz noturna sobre glândula pineal, reduzindo a produção do hormônio melatonina.
Esse hormônio só é sintetizado no escuro e sua produção é inversamente proporcional às exposições ambientais de luz. Por isso, sua redução tem sido altamente correlacionada com o aumento do risco da doença.
A invasão de luz nas casas devido a locais com alta iluminação noturna, como lojas e shoppings, também pode prejudicar a qualidade do sono das pessoas, levando ao estresse, insônia e outros transtornos. Motoristas podem ter sua capacidade visual reduzida por alterações bruscas de ambientes claros para escuros e vice-versa.
A iluminação artificial nas praias também pode ocasionar a desorientação de filhotes de tartarugas marinhas ao saírem dos ninhos. Normalmente, os filhotes movem-se no sentido contrário aos ambientes escuros, em direção ao oceano. Com a presença de luzes artificiais na praia, os filhotes não conseguem diferenciar os ambientes e acabam desorientados.
Até as plantas sofrem com o fenômeno. Pesquisas mostram que algumas espécies não florescem se a duração da noite é mais curta do que o período normal, enquanto outras florescem prematuramente.
Para completar o quadro, ainda existem consequências econômicas para o fenômeno. Pesquisadores norte-americanos estimam um desperdício anual de dois bilhões de dólares com iluminação ineficiente. Outro estudo mostra que um aumento de 25% na iluminação noturna, ocasiona uma perda de quase 20 milhões de dólares para a astronomia.
Planejamento e controle são as soluções
Para Gargaglioni, todas essas consequências são resultado do mau planejamento dos sistemas de iluminação. “A visibilidade do céu noturno tem sido prejudicada não só pelas luminárias das vias públicas, mas também pela iluminação ineficiente de estádios de futebol, outdoors, monumentos e fachadas de prédios”, afirma.
E para evitar a poluição, bastam alguns cuidados simples. Segundo o arquiteto Eduardo Ribeiro dos Santos, o problema pode ser controlado pelo direcionamento correto das fontes de luz, controle do ofuscamento e utilização correta das lâmpadas que podem reduzir a poluição ao mínimo.
Políticas públicas voltadas para o combate ao problema também tem sido adotadas em diversos países. Em junho de 2009, a Associação Médica dos Estados Unidos desenvolveu uma política de apoio ao controle da poluição luminosa.
No Brasil, a legislação atual ainda é muito desconhecida e pouco abrangente. As poucas leis que tratam do assunto se referem apenas a áreas de desovas de tartarugas ou de observatórios espaciais.
“Iluminar bem não é iluminar em excesso, e sim, com eficiência, e os profissionais e a comunidade em geral devem ser alertados para isso”, conclui Gargaglioni. [EcoD]
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