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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Belo Horizonte: Primeira capital sem sacolas plásticas

Dessa vez as notícias chegam direto da capital mineira: a partir do dia 28 de fevereiro, segunda-feira que vem, os estabelecimentos da cidade de Belo Horizonte serão obrigados a utilizar somente sacos de lixo ecológicos ou sacolas retornáveis.
A decisão refere-se a uma Lei Municipal de 2008, que dava um prazo de três anos para que os estabelecimentos se adaptassem a uma rotina sem sacolas plásticas, gradativamente. Esse prazo se esgotou em 2011 e a obrigatoriedade das sacolas ecológicas vai transformar Belo Horizonte na primeira capital brasileira sem sacolas plásticas em circulação.
Mas o que seriam essas sacolas ecológicas?
São as opções reaproveitáveis ou compostáveis, entre as quais estão as famosas ecobags (de lona, tecido, juta ou outro material de vida longa), as sacolas plásticas recicladas e as sacolas biodegradáveis.
E como vai funcionar na prática?
Para dar conta do recado em Belo Horizonte, entidades representantes do comércio varejista e da sociedade se uniram em apoio à lei e lançaram a campanha Sacola Plástica Nunca Mais, de responsabilidade socioambiental.
As ações da campanha iniciam em 13 de março. O objetivo é conscientizar empresas e consumidores da importância das embalagens retornáveis, fornecendo informações sobre as alternativas para a substituição das sacolas plásticas descartáveis e incentivando a mudança de comportamento.




Quem se interessa pelos detalhes jurídicos desse tipo de campanha pode ler este post do blog Econexos por Ecomeninas, que explica detalhadamente como se deu o processo.
Nossos leitores de BH poderão nos dar informações sobre como está sendo a reação da população a essa decisão. A iniciativa é louvável, mas para dar certo precisa da aceitação de todos.
Maiores detalhes da campanha clique aqui

O que acham desse exemplo ser expandido para as demais capitais  e cidades do Brasil?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

População aprova proibir sacolas plásticas

A proibição do uso de sacolas plásticas para carregar compras é aprovada por 60% da população, segundo a pesquisa Sustentabilidade Aqui e Agora, feita pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Supermercado Walmart.
O levantamento, que ouviu 1.100 pessoas em 11 capitais, constatou também que 21% não saberiam como descartar o lixo doméstico sem os saquinhos, 40% acreditam que limpeza pública é o principal problema ambiental nas suas cidades ou bairros, 61% acham que a responsabilidade é dos órgãos públicos e 18% que o meio ambiente é responsabilidade dos indivíduos.

Ainda de acordo com a pesquisa, 82% dos cidadãos se dispõem a participar de abaixo-assinados para responder a questões ambientais, mas sem atuar diretamente na solução dos problemas. A pesquisa mostrou que 70% das pessoas jogam pilhas e baterias em lixo comum, 66% descartam remédios em lixo doméstico, 33% não dão a destinação correta para sobra de tintas e solventes. Além disso, 39% descartam óleo usado na pia da cozinha e 17% têm lixo eletrônico em casa. Mesmo assim, a pesquisa apontou que 59% dos entrevistados disseram que o meio ambiente deve ter prioridade sobre o crescimento econômico.
Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, os dados da pesquisa são importantes porque sinalizam que a questão ambiental está no dia a dia do cidadão brasileiro, mostra mudanças de comportamento e que não é preciso gerar produtos que vão parar no lixo causando danos ambientais. “O número de pessoas que aprovam a proibição das sacolas plásticas é bastante promissor”.
Izabella ressaltou que para mudar o comportamento das pessoas que acham a sacola essencial para o descarte do lixo doméstico é preciso informar sobre o que fazer para eliminar o lixo e ter estrutura para recepcionar os resíduos. “Isso tem a ver com nossa capacidade de gerar menos resíduo, ou seja, nós temos que exigir embalagens práticas, mais eficientes e coleta seletiva. Nós precisamos informar mais, dotar as cidades de maior infraestrutura para tratar do resíduo, mobilizar outros atores, como os catadores de lixo estruturando cooperativas para agregar valor a essa atividade”.
O presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), João Sanzovo, usou como exemplo um projeto implantado em Jundiaí, interior de São Paulo, onde a prefeitura fez um acordo com os mercados que tiraram de circulação as sacolinhas desde o mês de setembro. Reduzindo em 80 mil sacolas por mês o consumo. “Estamos agora fazendo o passo a passo para implantar o projeto em outras cidades”. Ele sugere que seja elaborada uma lei para implantar o projeto em outras localidades e disse que no estado de São Paulo os supermercados já estão preparados para atender a exigência.
O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda, disse que a entidade tem um plano de redução das sacolas em 30% até 2013 e 40% até 2015. Segundo ele, de 2007 a 2009 o consumo desse tipo de embalagem caiu 30%. “Cobrar pelas sacolas é um caminho para reduzir o uso. A sociedade está preparada para esse trabalho. Mas é preciso trabalhar ainda a questão da educação e implantar novas tecnologias de plástico verde”. [Info]