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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

SEMANA GANDARELA




Boa parte de vocês já devem conhecer a Serra do Gandarela, pelo menos pelo blog pois já postamos sobre ela antes. Para quem não conhece, entre no link do post anterior.

Na luta que o Movimento Gandarela tem levando à frente, pressionando o poder público pela criação do Parque Nacional da Serra do Gandarela, destacamos que esta será a última oportunidade de criarmos uma unidade de conservação de relevância extrema, conforme já mapeado pelo Ministério do Meio Ambiente, e considerado o caminhar avassalador das atividades mineradoras nesta região de Minas Gerais. Boa parte das áreas mais significativas foram ou já estão condenadas pela expansão de empreendimentos altamente impactantes e com ações irreversíveis sobre o meio ambiente e os geossistemas ferruginosos, áreas mais significativas para a acumulação de água de qualidade nesta região central do Estado.

As áreas que ainda restam não têm o mesmo porte, as extensões contínuas de Mata Atlântica e de Campos Rupestres Ferruginosos, como tem a Serra do Gandarela.

 Ameaçada pela economia exportadora de minérios, a Serra do Gandarela tem hoje como principal adversária a Vale, que anunciou o interesse de fazer o projeto Apolo, guardando debaixo da manga um interesse de exploração realmente muito maior naquela localidade. Nas audiências públicas, os representantes da Vale diziam que o Projeto Apolo degradaria 2% da referida área. Hoje, falam nos gabinetes que querem mais, e que o projeto inicial não daria sustentabilidade econômica à empresa, que já domina quase todo o território da APA Sul da RMBH, e fatura bilhões de dólares trimestrais, ao nivelar o que um dia foi singular ao contexto da paisagem lunar que prevalece por onde a empresa passa.

 Assim, na realidade da atuação desta e outras empresas, uma operação de exploração desta proporção e a céu aberto vai detonando as matas de galeria, expulsando os bichos com suas explosões, e transformando água pura em água cheia de sedimentos de minério.

O Movimento Gandarela defende o inverso dessa perspectiva - propugnando por um desenvolvimento de fato sustentável, que não destrua mas valorize os atributos naturais e culturais situados a poucos kilômetros de Belo Horizonte. Estes atributos serão uma âncora que valorizará nosso potencial turístico e que assegurará aos presentes e às gerações futuras a oportunidade de conhecer e desfrutar de uma área, com traços e elementos preservados de muitos milhões de anos.

Para divulgar a Serra do Gandarela e a necessidade de protegê-la de forma eficaz, a sociedade deve ser conclamada a participar da sua defesa, e da promoção dela como lugar vital para o turismo, a educação ambiental, a preservação de processos naturais de filtragem e acumulação de águas subterrâneas que alimentam os córregos que proporcionam à coletividade cachoeiras belíssimas e que são uma característica marcante de uma região como a nossa.

Nos dias 16 a 20 de novembro de 2011 (quarta a domingo próximos) acontecerá a Semana Gandarela em Belo Horizonte, Caeté, Rio Acima e Raposos, alguns dos principais municípios que se beneficiarão da Serra do Gandarela preservada na bacia do Rio das Velhas.

No momento, temos a oportunidade de condenar a região ao mesmo cenário a que outras foram relegadas, ou de salvá-la com a criação do Parque Nacional, já formulado em proposta técnica do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio - confira em http://aguasdogandarela.ning.com/page/icmbio-proposta-do-parque).

Cabe a cada um de nós o dever de defendê-la e vencer o gigante que quer consumí-la. A Serra do Gandarela é afinal uma dádiva que temos para o turismo e o lazer, como pelo principal manancial aquífero de águas de qualidade na Região Metropolitana de BH e a segunda maior área contínua de Mata Atlântica (só inferior, em tamanho, ao Parque Estadual do Rio Doce) e as maiores de campos rupestres  ferruginosos de Minas Gerais.

As atrações da Semana Gandarela serão compostas por atividades artísticas e culturais, debates e palestras, educação ambiental, projeção de filmes e documentários e dois atos finais - de visita ao belo Ribeirão da Prata, no sábado, e de abraço da Serra do Gandarela no domingo que vem. 
www.aguasdogandarela.org. Aproveite para saber mais sobre a Serra, entender o caso e sua importância, a proposta do Parque e assinar a petição para a criação do Parque.



Postado por Danilo Siqueira - Sucupira em 14/11/2011. Colaborou Gustavo Gazinelli

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Belo Horizonte: Primeira capital sem sacolas plásticas

Dessa vez as notícias chegam direto da capital mineira: a partir do dia 28 de fevereiro, segunda-feira que vem, os estabelecimentos da cidade de Belo Horizonte serão obrigados a utilizar somente sacos de lixo ecológicos ou sacolas retornáveis.
A decisão refere-se a uma Lei Municipal de 2008, que dava um prazo de três anos para que os estabelecimentos se adaptassem a uma rotina sem sacolas plásticas, gradativamente. Esse prazo se esgotou em 2011 e a obrigatoriedade das sacolas ecológicas vai transformar Belo Horizonte na primeira capital brasileira sem sacolas plásticas em circulação.
Mas o que seriam essas sacolas ecológicas?
São as opções reaproveitáveis ou compostáveis, entre as quais estão as famosas ecobags (de lona, tecido, juta ou outro material de vida longa), as sacolas plásticas recicladas e as sacolas biodegradáveis.
E como vai funcionar na prática?
Para dar conta do recado em Belo Horizonte, entidades representantes do comércio varejista e da sociedade se uniram em apoio à lei e lançaram a campanha Sacola Plástica Nunca Mais, de responsabilidade socioambiental.
As ações da campanha iniciam em 13 de março. O objetivo é conscientizar empresas e consumidores da importância das embalagens retornáveis, fornecendo informações sobre as alternativas para a substituição das sacolas plásticas descartáveis e incentivando a mudança de comportamento.




Quem se interessa pelos detalhes jurídicos desse tipo de campanha pode ler este post do blog Econexos por Ecomeninas, que explica detalhadamente como se deu o processo.
Nossos leitores de BH poderão nos dar informações sobre como está sendo a reação da população a essa decisão. A iniciativa é louvável, mas para dar certo precisa da aceitação de todos.
Maiores detalhes da campanha clique aqui

O que acham desse exemplo ser expandido para as demais capitais  e cidades do Brasil?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Todos os olhos na Serra da Gandarela 

(ou Serra do Gandarela)


Ambientalistas e participantes de movimentos sociais apresentaram aos universitários da Faculdade de Ciências Biológicas da UFMG um dossiê sobre o andamento das atividades para futura exploração mineral da Serra da Gandarela (Ou Serra do Gandarela).

Anunciada como um investimento apoiado pelo então governador Aécio Neves, a exploração de minério de ferro na Serra da Gandarela pela Cia. Vale deve custar mais de 4 bilhões de reais. Os ambientalistas, integrantes do Conlutas e do Movimento pelas Serras e Águas de Minas, criticaram a postura do governo em apoiar o empreendimento, já que a obra nem sequer recebeu ainda aval do Copam (Conselho Estadual de Política Ambiental), não tendo sido realizados estudos aprofundados sobre os impactos ambientais, sociais, arqueológicos e históricos.

A Serra da Gandarela (Serra do Gandarela), localizada entre Rio Acima, Santa Bárbara, Caeté e Ouro Preto (próximo à Serra de Catas Altas – outro refúgio ecológico), é um dos últimos remanescentes intactos do Quadrilátero Ferrífero. Nela são encontradas biomas como Mata Atlântica, Cerrado e ainda a vegetação de canga, típica de locais onde há minério. Esse tipo de vegetação, por causa do interesse econômico na exploração do minério de ferro, corre risco de desaparecer sem que sua biodiversidade seja conhecida e mapeada.

 foto: Leandro Durães


Outra questão preocupante, repetida diversas vezes pelos ambientalistas que conduziram a palestra, é o fato de que “onde há minério, há água”. Na Serra da Gandarela nascem importantes mananciais que abastecem as bacias do Rio Doce e do São Francisco. Os impactos da mineração sobre esses mananciais serão irreversíveis e não se sabe o que pode acontecer até mesmo com o fornecimento de água para Belo Horizonte.

Segundo o jornalista Gustavo Gazzinelli, do Movimento pelas Serras de Águas de Minas, a Serra da Gandarela é a mais significativa fonte de água limpa do Alto rio das Velhas, especialmente a montante da captação de Bela Fama, isto é, antes ou acima dela. A margem esquerda, por causa das atividades das minas do Pico (de Itabirito), Tamanduá, Capitão do Mato, Mar Azul e Capão Xavier, sofre uma redução do número de nascentes. E são exatamente essas águas do Velhas, da captação de Bela Fama, a principal fonte de abastecimento da cidade: 60% da água que abastece Belo Horizonte e cerca de 45% da água que abastece a Região Metropolitana.

 foto: Leandro Durães


Com a exploração da Mina Apolo, haverá uma barragem de rejeitos e uma pilha de estéril que devem afetar permanentemente a Serra da Gandarela. São 1800 hectares de obra (1800 campos de futebol)! A informação ainda não é oficial; aliás muito pouco se sabe sobre a obra porque a empresa mantém sigilo e pouco se manifesta. Na edição 54 da Revista do Projeto Manuelzão há mais detalhes sobre a obra, mas também nenhum pronunciamento daVale, que se negou a dar esclarecimentos mais aprofundados.

Água
O que se colhe aqui e acolá é que, com a Mina Apolo, a Vale quer garantir a continuidade de sua produção de minério de ferro, substituindo suas outras minas em Minas Gerais que já estão se esgotando: duas em Itabirito e a mina de Brucutu, em Barão de Cocais. O problema, segundo os ambientalistas, é garantir investimentos às custas de destruir fontes de recarga de água que já foram classificadas como “água tipo especial” e “água tipo 1”, ou seja, a água mais pura e limpa que existe.


O risco que se corre com a exploração do Quadrilátero Ferrífero até a sua exaustão é acabar com esses mananciais, que podem ser considerados patrimônios das "Minas de Águas Gerais", apelido que tem sido dado ao Estado pelos amantes de sua natureza .









 1 - Cristal de Água de um rio poluído.

 





 2 - Cristal de Água da nascente do último rio limpo do Japão

A água que se bebe na cidade já se encontra altamente clorada. Alguns abastecimentos de Minas já vem de parte poluída do Rio das Velhas que é submetido a um processo de desinfecção. Outros, que bebem água mineral, mal sabem como é o processo de retirada e envase dessa água. Aquela “água direto da fonte”, é muitas vezes uma fonte subterrânea, que é perfurada. Ali sai uma água quente que é resfriada. Que tipo de vida há nessa água que se bebe? (ou falta de vida?)

Essa água, como a água da Serra da Gandarela, que sai diretamente de nascentes, pura das raízes das plantas, filtrada pela terra, é um tipo de água incomum, que poucos hoje em dia tem a oportunidade de beber.








1- Cristal de água de lago poluído.    



 






 2- Cristal de água do gelo da Antártida










  
  1 - Água de torneira.

 




  2 - Água da Fonte.



  (A palestra mostrou ainda as ruínas que são encontradas na Gandarela. Ali era caminho de tropeiros que iam de Ouro Preto a Santa Bárbara, num dos trechos mais importantes da Estrada Real, único local de passagem da Serra do Espinhaço, conhecido como Bocaina. Animais como lobo-guará e pássaros silvestres também são encontrados. Enfim, um patrimônio não mapeado que corre risco, já que a obra da Mina Apolo já foi abraçada praticamente como coisa garantida pelo Governo do Estado, sem ter sequer ainda passado pelo processo regular de licenciamento. No ano passado, a Vale tentou licenciar a obra de forma fracionada para facilitar o processo, pleiteando um tipo de licença simplificado, a AAF- Autorização Ambiental de Funcionamento. Só que isso é ilegal. Uma obra desse porte precisa obter a licença nos moldes regulares: licença prévia, licença de operação, licença de instalação. A sociedade precisa ficar de olho.)

A questão do emprego

Sempre que se fala em investimentos, o que mais conta para a adesão popular a uma obra com impactos ambientais graves é a geração de empregos e o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) do Estado.

O que está cada vez mais claro em Minas Gerais, segundo alguns estudiosos do assunto, é que nem sempre o desenvolvimento que a mineração traz é um desenvolvimento sustentável. Cidades inteiras como Itabira são dependentes da exploração mineral, e quando a mina se esgota, a cidade, que se tornou mono-industrial, não tem alternativa de sobrevivência.

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Impactos sociais: 
inchaço de gente, de homens, o que aumenta violência e criminalidade;

 foto: Leandro Durães


Impactos ambientais: 
exaustão do lençol freático, poluição com a criação de uma barragem de rejeitos repleta de metais tóxicos, supressão da vegetação tanto na área da mina como em áreas do entorn. As siderúrgicas usam carvão, muitas vezes de mata nativa ou de plantações de eucalipto, para aquecer os auto-fornos. O fornecimento de lenha para siderúrgicas é a principal causa do desmatamento no Estado de Minas Gerais (e também do efeito estufa que acontece por causa da queima desse carvão);


 foto: Leandro Durães


 Impactos estruturais: 
Dependência permanente da empresa que depois sai e deixa a cidade sem rumo.
Ao problema das cidades mono-industriais, dependentes de uma empresa apenas, segue-se portanto a poluição e o baixo retorno em termos financeiros para a cidae que abriga a indústria minerária. O repasse do royaltie que é cobrado das empresas para beneficiar os municípios é ridículo se comparado aos impactos ambientais e sociais gerados pela mineração na cidade.

 foto: Leandro Durães


Esse royaltie (uma espécie de imposto de nome Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais - CFEM) - cai num fundo único, demora pra chegar na cidade e é a menor taxa sobre mineração do mundo. As empresas pagam menos de 3% sobre o valor do seu faturamento líquido (ou seja, menos de 3% de seu lucro). Austrália, Canadá, todos os países onde se minera tem taxas maiores. Não é a toa que as grandes empresas continuam querendo investir no Brasil, mesmo com as jazidas mais ricas de minério se acabando (hematita) e sobrando só um tipo de minério menos concentrado.
Mais uma vez o setor minerário vem com o antigo argumento que a mineração traz a redenção financeira para os pequenos municípios.
Um exemplo é Sarzedo, um pequeno município que vive da atividade mineradora, cujo o benefício foi mínimo para a cidade, que continua empobrecida e dependende de ajuda econômica federal.
Brumadinho também tem uma vocação de mineração, mas hoje tem diversificado entre o turismo ecológico, lá em Inhotim, visitado por turistas do mundo inteiro.
Outras cidades que viveram da mineração, como Igarapé, entre outras, as quais continuam empobrecidas e vendo os seus jovens buscando alternativa em Belo Horizonte.

 foto: Leandro Durães

E colabore com o movimento assinando a petição para a criação do Parque Nacional Serra Gandarela em: http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dFo1RHpPSGxncTUzR0p4eFd4NlBXOVE6MA


via Coluna Meio Ambiente

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Post filosófico e poético...

Fugindo um pouco da linha de publicações anteriores, resolvi escrever o que me veio na inspiração...


liberdade. 
Estou me sentido feliz. Podendo curtir uma tarde dessas mesmo trabalhando. Apesar de nem tudo ser como e quando queremos, mas se a gente acredita na gente, elas se tornam realidade pouco a pouco, se a gente tiver olhos de perceber. Quero desejar a todos os meus amigos que estão trabalhando em seus escritórios, com seus afazeres, jobs, campanhas, vendas etc, que possam sentir a sensação que tenho agora, trabalhando também, mas podendo também sentir o vento, ver o céu lindo que está abrindo agora.
Porque a vida não é só o trabalho dentro desta caixa eletrônica ou no papel em branco, ou sei lá o que. Ela precisa que a gente se conecte a ela pra que as coisas fluam...
A vida não é só ganhar dinheiro ou consumir ou se conectar nisso ou naquilo, aqui virtualmente, embora a gente muitas vezes parece estar mais conectado ao virtual do que o real.E que mesmo que a gente faça escolhas, sejam elas questões da vida ou de um trabalho, ou no processo de criação de algo, do fazer assim ou daquele outro jeito.
No fundo, as coisas realmente só fluem da melhor maneira, se a gente consegue perceber a grandeza do que está por trás de tudo isso. A gente só precisa ter olhos de ver e de perceber, que a vida, tá aí, tá lá fora, acontecendo, enquanto a gente trabalha, se preocupa, corre de um lado pro outro. 
A vida tem um curso, independente das nossas decisões. A gente escolhe, entrar no ritmo da vida ou nadar noutro sentido, que parece ser o dela, mas que na verdade é o que construímos. A vida flue, mas noutro ritmo, outra coisa, que a gente só percebe se parar um pouco, respirar, olhar pela janela, olhar pro céu, ou mesmo nas pessoas em seus fluxos de vida lá fora. É perceber o momento, sentir ele, sentir e ter a lucidez de de perceber o exato instante. Aprendi isso hoje na minha primeira aula de Yoga, ter a percepção do momento.
Acho que as coisas só estão "desorientadas"ou desequilibradas como estão porque o homem se distanciou "deste mundo", que não é o virtual, mas que passa na nossa frente quase que imperceptível.
A vida tá aqui na internet, tá no nosso real da nossa rotina, mas também tá lá fora, pulsando também, a nos envolver mesmo que a gente não perceba. É como a natureza e seu ritmo. Ela tá sempre a mudar, mesmo que lentamente sem a gente perceber.
A gente só precisa parar uns minutos e sentí-la. Depois desses instantes, garanto que você vai resolver melhor as coisas...

Bom final de tarde a todos e bom trabalho. Afinal, apesar de estar aqui filosofando ao ver essa tarde linda, também estou trabalhando...

Forte abraço a todos...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Arcade Fire´s lança clipe interativo com imagens da rua onde você morou

Você coloca o endereço da casa onde passou a infância e ele mescla imagens de lá (via google maps) com as imagens do clipe. O melhor de tudo é ver o lugar que antes não tinha tantos prédios como agora, sendo invadido por árvores interativas que brotam do chão... 
A prefeitura de Belo Horizonte tinha que ver isso, quem sabe ela anima a plantar mais árvores na cidade (ao invés de cortá-las como tem acontecido pra todo lado na cidade), neutralizando o impacto gerado pela devastação imobiliária que vivemos atualmente na capital? 



terça-feira, 21 de setembro de 2010

21 de Setembro dia da árvore e da Sucupira



Hoje é o dia da árvore. Pouca gente sabe ou nem quer saber deste assunto, a não ser as escolas de ensino médio que devem ter abordado o assunto com as crianças, talvez com alguma atividade relacionada.
As pessoas ignoram até mesmo no dia comemorativo desta importante aliada do meio ambiente. E assim se esquecem também da importância delas em nossas vidas, dando sombra que refresca o clima, abriga pássaros que descançam, se alimentam ou dormem nelas. Mais do que isso, elas funcionam como filtros de ar, imprescindível para vivermos em meio a cidades cada vez mais poluídas como as de hoje.
Mas o que é pior do que o esquecimento de sua importância, é a falta de consciência e interesse público em cuidar delas com a devida importância, pois o que vemos por toda a parte são árvores sendo cortadas a cada dia nas grandes cidades, onde mais do que nunca, o que se deveria fazer é plantar novas mudas. Árvores centenárias, nativas, muitas vezes em perigo de extinção devido aos desmatamentos constantes e queimadas, dando lugar a construções, minerações ou até mesmo para pastos nas áreas rurais, atendendo a uma demanda crescente de carne para uma população cada vez maior.
Nas cidades, como é o exemplo (ou mal exemplo) de Belo Horizonte, que um dia já foi considerada cidade com melhor qualidade de vida no passado e apelidada de "Cidade Jardim" justamente por causa de sua arborização, ou que já foi referência no tratamento de doenças respiratórias, está diminuindo consideravelmente o número de árvores para também dar lugar a construções de concreto nada sustentáveis, de lages cobertas de cimento e pisos de cerâmica, ou invés de jardins ou árvores... vamos assim, a cada dia, pavimentando e impermebilizando o solo, cortando árvores que demoraram 100 anos para nos dar sombra. E Muitas vezes cortamos por bobagens, seja por causa de um fio elétrico, para dar vaga a mais um carro ou porque algum infeliz ignorante, que não deve gostar de verde, manda cortar porque o incomoda as folhas que sujam seu passeio...
E assim, onde antes era uma floresta, vira uma cidade. Onde era uma cidade arborizada e de clima ameno, úmido, se torna uma selva de concreto, seca, quente e poluída de gases tóxicos e poeira. Suas árvores de copas cheia de folhas que antes filtravam o ar, dão lugar a prédios com lages de cimento, ao invés de prédios sustentáveis com "telhado verde" coberto de plantas que neutralizam parte desses danos.
Os cidadãos das grandes cidades vão construindo, destruindo, vivendo (ou sobrevivendo) em suas vidas cada vez mais individualista, morrendo pouco a pouco, sem perceber que eles próprios estão causando essa morte, com sua ignorância, individualismo e ganância.
Mesmo que se comece a plantar hoje novas mudas, elas demorarão pelo menos 10 anos para começar a neutralizar todo esse dado. Mas mesmo assim, ao invés de plantar, o que fazemos é o contrário, é corta, e desmatar.
Enquanto no primeiro mundo, eles se preocupam e tomam medidas emergenciais no sentido de combater o aquecimento global, com a neutralização de carbono na atmosfera do planeta, aqui no Brasil, principalmente em BH, o que se faz é colaborar com a sua crescente desertificação, por especulações imobiliárias burras e transformando árvores em "sexto de lixo" ou um toco no meio do caminho.




Temos que fazer a nossa parte, cobrando dos órgãos públicos, das empresas, dos nossos condomínios, e na nossa própria casa, preenchendo cada vez mais a cidade de verde, para o bem de nossa própria existência, ou então sofreremos cada vez mais as consequências climáticas, seja com a seca ou chuvas cada vez mais tempestivas ou mesmo consequências de saúde, tudo que essa ignorância geral está causando, num falso "progresso" que deveria ser chamado de "regresso".