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domingo, 10 de abril de 2011

Amazonas registra aumento de 91% no ritmo da derrubada

Ministério do Meio Ambiente vai convocar os Governos Estaduais para avaliar a situação do avanço do desmatamento. Amazonas registrou aumento de 91% no ritmo da derrubada.

Manaus , 06 de Abril de 2011

Agência Brasil

Entre agosto de 2010 e fevereiro de 2011, os primeiros meses do calendário oficial de desmatamento, a Amazônia perdeu 1.255 quilômetros quadrados de floresta. Em relação ao mesmo período do ano anterior, de agosto de 2009 a fevereiro de 2010, houve redução de 7% no ritmo de derrubada.
Apesar da redução geral e da queda do desmate no Pará e em Mato Grosso, tradicionalmente líderes no ranking de derrubadas, os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que alguns estados estão na contramão da tendência de queda, tendo elevado as taxas de desmatamento.
O Estado do Amazonas, por exemplo, registrou aumento de 91% no ritmo da derrubada. “Há um crescimento que permanece em estados como Rondônia, Amazonas e Maranhão, que começaram a aparecer continuamente como regiões de aumento de desmatamento”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
O Acre e o Tocantins também registraram aumento, mas os números absolutos de desmatamento nesses estados são pequenos. Segundo a ministra, o ministério vai convocar os governos estaduais para avaliar a situação dos estados que registram avanço do desmatamento. 'Precisamos entender números, ser mais proativos e nos antecipar ao desmatamento'.
A antecipação das derrubadas também tem chamado a atenção do governo. Por causa do período de chuvas, a abertura de novas áreas geralmente começava em abril ou maio, início da estiagem na Amazônia, mas, este ano, esse processo foi antecipado, segundo a ministra. A novidade já levou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a mudar a estratégia de fiscalização.
“As ações de caráter preventivo começaram a virar ações de caráter repressivo. Percebemos que o desmatamento está acontecendo mesmo no período de chuvas. É inovador. Estamos discutindo que dinâmica é essa que está adiantando o desmatamento”, afirmou.

Pois é, aí não sabem a causa disso, esquecendo disso quando votam a favor de mudanças do código Florestal, a favor do desmatamento. Porque será que aumenta ein? porque será que aprovam anistia a desmatadores? porque será que o PAC faz o Brasil crescer de maneira "extraordinária", mas não sustentável, fazendo grandes empresas, indústrias, MINERADORAS, madeireiras, etc etc, crescerem abusurdamente, para que o PIB cresça e o Brasil fique "bonito na fita", às custas de Florestas inteiras, de rios inteiros, numa ganância e sede de consumo sem igual na história, que não deixa ver ou esconde, a realidade das coisas. 
 Como diz o comentário de um companheiro que se nomeia "Ze caboclo" no  no blog acritica:
"TUDO EM NOME DA LEGALIDADE. NESTA CIDADE TEM MAIS PONTOS DE VENDA DE MADEIRA Q POSTO DE GASOLINA. E TUDO "LEGAL" OU SEJA, ESTÃO PAGANDO. VIROU ESPECULAÇÃO ESSA POLÍTICA DO MANEJO DO AMAZONAS. ISSO PORQUE AS IMAGENS DE SATELITES NAO CONSEGUEM DETECTAR O TAMANHO DO ESTRAGO QUE FICA CAMUFLADO COM O DOSSEL.
ADEUS FLORESTA DO AMAZONAS SE CONTINUAR ASSIM, ISSO DEVERIA SER PELO MENOS COMENTADO NESSES ENCONTROS TIPO ESSE ULTIMO QUE HOUVE PARA DESCARAR ESSA POLITICA FANTASMAGORICA DO MANEJO EM NOSSO ESTADO. MAS SO FALAM DE MARAVILHAS E PEDEM RECURSOS...CHEGA. ELES MANDAM., TEMOS Q ACEITAR. AFINAL SAO AUTORIDADES CONSTITUIDAS ATRAVES DAS NOSSAS ESCOLHAS...
"

Ninguém está percebendo a cova que estamos cavando dia a dia, para nós mesmos. No dia em que não restarem mais florestas, não tivermos mais madeira, água para beber, se alimentar e se limpar (esquecendo que nada é só matéria e portanto água pura e natural é muito mais que  simples moléculas), sem ar para se respirar (idem), vamos viver de quê? vamos inventar uma forma de comer minério? sem ainda restar algum, ou vamos picar dinheiro, pra comer numa nova receita do Chef que vende suas receitas na TV? isso se ainda tiver papel no mundo, pois papel vem da onde? Ou vamos simplesmente fritar no deserto em que vamos viver, consumindo novos carros e aparelhos de ar condicionados, já com um respirador de oxigênio instalados.
Se não pararmos agora essa onda desenfreada de consumo ignorante, ESSE CRESCIMENTO NÃO SUSTENTÁVEL, não só vamos deixar nada para os nossos netos, mas para nós mesmo na velhice.
Quando o homem vai tirar o véu que ofusca sua visão com o brilho da matéria, seja ela dourada, avermelhada, cinza ou verde... e aprender a crescer, ao invés de estagnar, construir ao invés de destruir e evoluir ao invés de retroceder...

Sucupira, semeando idéias...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

População aprova proibir sacolas plásticas

A proibição do uso de sacolas plásticas para carregar compras é aprovada por 60% da população, segundo a pesquisa Sustentabilidade Aqui e Agora, feita pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Supermercado Walmart.
O levantamento, que ouviu 1.100 pessoas em 11 capitais, constatou também que 21% não saberiam como descartar o lixo doméstico sem os saquinhos, 40% acreditam que limpeza pública é o principal problema ambiental nas suas cidades ou bairros, 61% acham que a responsabilidade é dos órgãos públicos e 18% que o meio ambiente é responsabilidade dos indivíduos.

Ainda de acordo com a pesquisa, 82% dos cidadãos se dispõem a participar de abaixo-assinados para responder a questões ambientais, mas sem atuar diretamente na solução dos problemas. A pesquisa mostrou que 70% das pessoas jogam pilhas e baterias em lixo comum, 66% descartam remédios em lixo doméstico, 33% não dão a destinação correta para sobra de tintas e solventes. Além disso, 39% descartam óleo usado na pia da cozinha e 17% têm lixo eletrônico em casa. Mesmo assim, a pesquisa apontou que 59% dos entrevistados disseram que o meio ambiente deve ter prioridade sobre o crescimento econômico.
Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, os dados da pesquisa são importantes porque sinalizam que a questão ambiental está no dia a dia do cidadão brasileiro, mostra mudanças de comportamento e que não é preciso gerar produtos que vão parar no lixo causando danos ambientais. “O número de pessoas que aprovam a proibição das sacolas plásticas é bastante promissor”.
Izabella ressaltou que para mudar o comportamento das pessoas que acham a sacola essencial para o descarte do lixo doméstico é preciso informar sobre o que fazer para eliminar o lixo e ter estrutura para recepcionar os resíduos. “Isso tem a ver com nossa capacidade de gerar menos resíduo, ou seja, nós temos que exigir embalagens práticas, mais eficientes e coleta seletiva. Nós precisamos informar mais, dotar as cidades de maior infraestrutura para tratar do resíduo, mobilizar outros atores, como os catadores de lixo estruturando cooperativas para agregar valor a essa atividade”.
O presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), João Sanzovo, usou como exemplo um projeto implantado em Jundiaí, interior de São Paulo, onde a prefeitura fez um acordo com os mercados que tiraram de circulação as sacolinhas desde o mês de setembro. Reduzindo em 80 mil sacolas por mês o consumo. “Estamos agora fazendo o passo a passo para implantar o projeto em outras cidades”. Ele sugere que seja elaborada uma lei para implantar o projeto em outras localidades e disse que no estado de São Paulo os supermercados já estão preparados para atender a exigência.
O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda, disse que a entidade tem um plano de redução das sacolas em 30% até 2013 e 40% até 2015. Segundo ele, de 2007 a 2009 o consumo desse tipo de embalagem caiu 30%. “Cobrar pelas sacolas é um caminho para reduzir o uso. A sociedade está preparada para esse trabalho. Mas é preciso trabalhar ainda a questão da educação e implantar novas tecnologias de plástico verde”. [Info]