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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

China alerta que falta de água ameaça sua economia

Por Leslie Hook | Financial Times, de Pequim


As autoridades chinesas emitiram um grave aviso em relação à escassez de água. No alerta, elas advertem que a situação piora a cada dia que passa e que mais de dois terços das cidades do país estão afetados.
A segunda maior economia do mundo está lutando para enfrentar os custos da degradação ambiental que vem acompanhando o crescimento econômico. O agravamento da escassez e da poluição da água representa uma crescente ameaça ao desenvolvimento econômico e social, disse ontem Hu Siyi, vice-ministro de Recursos Hídricos.
"As restrições das nossas fontes de água disponíveis ficam mais aparente a cada dia", disse Hu. "A situação é extremamente séria em diversas áreas. Com o excesso de desenvolvimento, o uso da água ultrapassou a capacidade de nossos recursos naturais."
"Se não adotarmos medidas fortes e firmes, será difícil reverter as graves escassezes e o agravamento diário da situação da água", acrescentou.
Pequim tentou lidar com a questão por meio de políticas que limitam o consumo, controlam a poluição e aumentam a monitoração de canais remotos. O governo também investiu enormes somas de dinheiro em conservação de água e sistemas de irrigação e gerenciamento, e planeja gastar 4 trilhões de yuans (US$ 638 bilhões) no setor ao longo dos próximos dez anos.
Ma Jun, um ativista ambiental e especialista em água, afirma que as políticas do governo têm ido na direção certa, mas fracassaram em contar a crescente demanda. "Nós construímos todas essas represas, estamos perfurando cada vez mais fundo para atingir aquíferos, muitas cidades estão construindo projetos de desvio de água. Sob certos aspectos, estamos atingindo nossos limites em termos de suprimento de água", disse Ma.
Um derramamento de metais pesados no rio Longjiang, no sul, recentemente pôs em evidência os desafios que o governo tem diante de si enquanto tenta resolver os problemas de poluição da água.
O derramamento de cádmio, que foi encoberto pelas autoridades locais, contaminou mais de 320 quilômetros do rio e tornou-se um grande assunto da mídia. Dois terços das cidades da China têm falta de água, quase 300 milhões de habitantes rurais não dispõem de acesso a água potável e dois terços dos lagos do país apresentam deficiências químicas causadas por poluição, de acordo com estimativas governamentais.
Ambientalistas afirmam que muitas das políticas para a água tiveram impacto limitado, devido à dificuldade em fazer a lei ser cumprida no interior, onde autoridades locais podem dar preferência ao crescimento do produto interno bruto - algo que há muito tempo é levado em consideração para promoções oficiais - em detrimento do respeito às diretrizes ambientais.
Num gesto raro para uma autoridade chinesa, Hu reconheceu algumas dessas limitações. "Se as nossas fracas políticas originais de administração de recursos hídricos forem mantidas, será difícil cumprir as urgentes demandas por água que são necessárias para melhorar a condição de vida das pessoas e para o desenvolvimento econômico", ele disse.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Custo de energia eólica caiu no Brasil



Agência Brasil – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) 
confirmou que desde maio – quando o Brasil atingiu pela primeira vez 
1 gigawatt por hora (GWh) de energia eólica – a geração só vem 
crescendo e atualmente os ventos estão produzindo 1,073 GWh.

O volume se aproxima do potencial da Usina Angra 2 (que tem 
capacidade de 1,35 GWh), e pode abastecer uma cidade com 
1,5 milhão de habitantes.
Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), 
o aumento reflete a procura dos últimos anos por energia limpa, 
já que a força dos ventos é menos poluente que outras fontes. 
Isso fez com que os custos de geração, como a instalação e a 
compra de equipamentos diminuíssem, tornando a alternativa 
mais competitiva, 
segundo o diretor executivo da associação, Pedro Perrelli.
“A energia eólica não emite gás [do efeito estufa], não usa água doce
 nem para limpeza, nem para resfriamento, e a instalação de uma 
usina
causa um impacto ambiental muito pequeno, que em dois ou três anos, 
é recuperado”, disse. “Essas preocupações se refletiram no aumento 
da procura, que barateou os preços, como ocorre com produtos 
eletrônicos”, completou.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estima que a comerciali-
zação de energia eólica nos leilões nos dois últimos anos, impulsionou 
o setor, que hoje é responsável por 1% da matriz energética brasileira. 
Segundo a EPE, as contratações fizeram com que a produção de 
energia gerada dos ventos saltasse de cerca de 30 megawatt por hora (MWh) 
para os atuais 1 GWh, entre 2005 e 2010.
Com a meta de ampliar ainda mais o percentual de fontes limpas 
na matriz, o governo aposta no crescimento do setor nos próximos 
dez anos. 
A meta do Plano Decenal de Expansão de Energia é que até 2020, 
quando o país deverá gerar cerca de 171 GWh, a participação da 
energia eólica na matriz suba para 7%, 
enquanto a oferta de energia hidráulica diminua de 76% para 67%.
Embora o preço da energia eólica vem se tornando mais competitivo 
ao longo dos anos, passando de uma média de R$ 160 para R$ 147 
por MWh entre 2009 e 2010, o diretor da Abeeólica disse que, 
nos dias de hoje, a energia eólica só não é tão competitiva em termos 
de preço com o que é gerado nas hidrelétricas (R$ 95 por MWh). 
E defende que os sistemas sejam usados de forma complementar.
“É necessário [ter hidrelétricas] porque na época de mais chuva, 
é quando venta menos. E quando os rios estão mais vazios, 
é quando venta mais “, explicou Perreli. Porém, ressaltou que o 
impacto da instalação de uma usina eólica poder ser menor dentro 
de um terreno do que o de uma grande hidrelétrica, apontada também 
como fonte de energia limpa e renovável.
“Na área onde se explora o potencial eólico, a usina utiliza 3% da área, 
que não é desapropriada. Normalmente, é feito um contrato de aluguel 
com os donos, sejam índios, pescadores, quilombolas ou fazendeiros. 
Traz uma renda adicional que permite implementar o negócio”, disse.
Como crescimento do setor, para que os preços se tornem ainda mais 
competitivos, a associação defende que seja investido mais em linhas 
de transmissão adequadas.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

É possível comprar com consciência. Veja dicas


 
Um dos principais hábitos modernos do ser humano, o consumo, bate de frente com os hábitos mais novos baseados na sustentabilidade. Mas tem como equilibrar as duas coisas. A gente explica.

É claro que não estamos falando do consumismo doentio que, infelizmente, muitas pessoas fazem. Mas o ato de comprar coisas novas não precisa ser considerado uma traição ao meio ambiente, ideias simples sobre como escolher os novos itens e boas decisões sobre o que fazer com os itens antigos são a chave para o consumo equilibrado.
Você pode comprar móveis novos, por exemplo, que tenham o selo que garante o uso de madeira reflorestada. Dessa forma terá um móvel do seu gosto e contribuirá com uma empresa que renova nossas reservas florestais. O móvel antigo você pode vender em sites, ou ainda clicar aqui e se informar sobre doações para o exército da salvação. Só não pense em descartar móveis em qualquer lugar, lembre-se que um sofá velho é muito melhor do que dormir no chão, para quem não tem opção.
Quanto aos aparelhos que consomem energia elétrica, sempre é melhor escolher os que fazem mais usando menos. Com isso, além de ajudar o planeta você vai ter uma boa economia na conta no fim do mês. E a regra quanto ao descarte também vale, quase sempre é possível vender o aparelho antigo e quando o valor de mercado for baixo demais, doar ou enviar para reciclagem de eletrônicos é a melhor solução.
Existem também as pilhas e baterias. Nesse caso as melhores são as alcalinas, que não levam metais pesado em sua fórmula, e acima de tudo prefira as recarregáveis. E para o descarte procure sempre uma loja que faça a coleta (o fabricante deve passar a localização via SAC) – geralmente hipermercados e bancos tem recipientes para isso.
Essas precauções na hora de comprar (e descartar) produtos ajudam o ambiente e você não precisa parar de comprar, o que é preciso é consciência. 
E então, você tem alguma outra dica? Comente:


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Medidas simples reduziriam até 73% do consumo de energia do mundo




Com adoção de medidas simples e o uso de tecnologias já existentes o mundo todo poderia economizar 73% da energia que gasta, é o que diz o estudo feito pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
Julian Allwood e seus colegas da Universidade analisaram prédios, veículos e indústrias e dizem que, se aplicada uma política de como aproveitar melhor cada uma dessas coisas, o mundo poderia consumir pouco mais de um quarto da energia consumida atualmente.
As medidas são simples como, por exemplo, instalar vidros triplos em casas e edifícios para melhorar o isolamento térmico, tampar as panelas enquanto está cozinhando, reduzir a temperatura da máquinas de lavar roupa e louça. Também recomendam, na área de transportes, que os carros tenham limite de peso em 300 quilos.
Allwood diz que “Se podemos promover uma redução séria de nossa demanda por energia, todas as opções [de fornecimento de energia] vão parecer mais realísticas”.
Algumas são fácil, outras mais ainda. Então que tal lembrar isso para seus parentes e amigos? E você, tem alguma outra dica?
Via Folha

sábado, 8 de janeiro de 2011

Mundo sofrerá escassez de alimentos em 2011, projeta ONU


produ��o mundial de alimentos registra queda recorde
Mundo deverá ter déficit de 32 milhões de toneladas de cereais em 2011/Foto: Ruth Massey/UN
Um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) divulgado na quarta-feira, 5 de janeiro, indica que a relação entre a oferta e a demanda mundial por cereais vai continuar apertada na safra de 2011. A agência projeta uma redução de 6% dos estoques globais de cereais em relação a 2010 (o equivalente a 32 milhões de toneladas) para atender às necessidades de consumo.
Segundo o comunicado da FAO, a oferta escassa tem provocado um aumento dos preços mundiais dos alimentos nos últimos meses. Na primeira quinzena de dezembro de 2010, o preço do trigo nos Estados Unidos subiu 47%, na comparação com o mesmo período do ano passado.
As causas para a alta dos preços são atribuídas a vários fatores, inclusive as condições climáticas adversas – estiagem ou chuva intensa. Áreas de produção tradicionais foram atingidas, como a Rússia, a Ucrânia, o Canadá, os Estados Unidos, a Alemanha, a Austrália, o Paquistão e a Argentina, além de países do Sudeste Asiático.
Em 2010, a produção mundial de cereais mostrou queda de 1,4% em relação à safra de 2009, para 2,22 bilhões de toneladas. O maior declínio foi registrado em países exportadores. De acordo com a FAO, a oferta de cereais deve subir 2,5% este ano, em países de baixa renda e com déficit de alimentação. O maior aumento será na África, onde a agência prevê colheitas recordes. Contudo, a projeção exclui o Norte do continente africano.
Ano de 2010 registrou recorde no preço de alimentos
O ano de 2010 registrou recorde na elevação de preços dos alimentos em comparação com o período de 2007 a 2009. Para os especialistas da FAO, os dados geram preocupação, mas não há indícios de crise à vista.
A responsável pelo Escritório Regional para América Latina e Caribe na área de Comércio e Marketing, Ekaterina Krivonos, afirmou que a conclusão deve servir de alerta às autoridades para que adotem medidas que evitem o agravamento da situação como um todo. De acordo com ela, se não forem adotadas medidas urgentes, o risco é de surgimento de um clima de nervosismo e tensão na população dos países mais pobres.
“Os governos da América Latina e do Caribe têm de se preparar e adotar ações relacionadas ao aumento do nível das reservas de emergência, no caso dos grãos, por exemplo. [Isso] fortalece as redes de segurança social e incentiva o aumento da produtividade e dos investimentos na agricultura”, sugeriu Ekaterina.
Em 2008, o escritório da FAO para a América Latina e o Caribe orientou os líderes políticos a estimular os investimentos em agricultura na região ante a possibilidade de ocorrência de alta de preços dos alimentos na década seguinte. Os dados do estudo divulgado na quarta-feira apontam que o açúcar e o milho puxaram os preços para cima. [EcoD]

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Uma década de tragédias ambientais

Além de estarmos chegando ao fim do ano, chegamos também ao final da década. Uma década marcada por diversas tragédias ambientais.
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2001 – O ano testemunhou uma dura batalha da guerra que vem sendo travada há cerca de meio século entre ecologia e economia: em março, os Estados Unidos se recusaram a ratificar o Protocolo de Kyoto – o tratado internacional para limitar a emissão de gases que agravam o efeito estufa. Na foto, manifestação de estudantes americanos a favor da decisão do presidente George W. Bush.

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2002 – Dez anos após a realização da ECO 92, no Rio de Janeiro, novo fórum internacional se reuniu na Rio + 10m, em Johanesburgo, na África do Sul, para tentar chegar a um acordo sobre a interferência do ser humano sobre o meio ambiente, de modo a evitar uma catástrofe. Na foto, ativistas do Greenpeace estendem uma faixa na estátua do Cristo Redentor em protesto contra o fracasso da cúpula.
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2003 – Nas duas primeiras semanas de agosto, uma onda de calor assolou a Europa, com temperaturas superiores a 40 graus C em países onde a média é bem menor do que essa. O fenômeno teve graves consequências, especialmente para a França, a Itália e Portugal. Na foto, idosos franceses são atendidos em hospital parisiense
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2004 – No último fim de semana do ano, a natureza deu uma demonstração de seu poder de destruição no Sudeste Asiático. Um terremoto de mais de 8 graus na escala Richter ocorrido a 10 km abaixo do nível do mar, provocou um tsunami com ondas gigantes (entre 15 e 30 metros de altura). A tragédia atingiu oito países da Ásia: Bangladesh, Índia, Indonésia, Malásia, Maldivas, Mianmar, Sri Lanka e Tailândia, além da costa nordeste da África. Na foto, onda atinge resort na Tailândia.
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2005 – O ano em que o Protocolo de Kyoto entrou em vigor foi marcado por uma catástrofe: o furacão Katrina, que se deslocou pelo Caribe e região sudeste dos Estados Unidos, em agosto. Em virtude da falha de seus sistemas de proteção contra enchentes, 80% da cidade de Nova Orleans foram inundados, com a consequência de seis mortes diretas, a evacuação de 1 milhão de pessoas.
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2006 – Um alerta sobre a gravidade do aquecimento global ganhou as telas de todo o mundo com o documentário ?Uma verdade inconveniente?, dirigido por Davis Guggenheim, que aborda a campanha do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore para conscientizar os cidadãos sobre o problema. No ano seguinte, Gore recebeu o Nobel da Paz.
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2007 – A divulgação de novo relatório do IPCC (sigla em Inglês de Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) trouxe previsões assustadoras. Informou, por exemplo, que mais de 1 bilhão de pessoas podem vir a sofrer com a falta de água a partir de 2020 e alertou para a devastação da Amazônia. Na foto, Rajendra Pachauri, climatologista-chefe do IPCC.
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2008: O Brasil foi alvo de catástrofes ambientais: em abril, as chuvas torrenciais provocaram transbordamento de rios e inundações no Nordeste e, em novembro, foi a vez de Santa Catarina, onde as enchentes causaram mortes e deixaram milhares de desabrigados. Na foto, a comunidade de Volta por Cima, entre Ilhota e Itajaí (SC).
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2009 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante sessão plenária na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague (Dinamarca). A reunião, que começou sob a alcunha de “Hopenhagen”, terminou em clima de fracasso. O Brasil, porém, anunciou o compromisso de reduzir suas emissões de 36% a 39% até 2020.
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2010- A explosão de uma plataforma petrolífera da British Petroleum, em abril, no Golfo do México, produziu uma mancha negra 11 vezes maior do que a cidade do Rio de Janeiro e afetou milhares de animais, como esta gaivota na Louisiana. O ano terminou com duas conferências sobre meio ambiente. Uma foi a de Nagoia, que resultou em um acordo bem-sucedido sobre biodiversidade.
A outra foi a COP-16, em Cancún, que termina com a esperança de um final feliz em 2011. Quem viver, verá. [EnergiaEficiente]

Dalai Lama afirma que meio ambiente é mais urgente que a crise política

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Segundo o documento, o Lama acredita que os tibetanos pode esperar alguns anos, a natureza não / Foto: kris krüg
Um documento publicado no site WikiLeaks e divulgados na última sexta-feira, 17 de dezembro, pelo jornal britânico The Guardian, revela que o Dalai Lama afirmou a diplomatas norte-americanos que a comunidade internacional deveria focar nas mudanças climáticas, em vez de nos problemas políticos do Tibet.
Na declaração feita em 2009, o líder espiritual diz que os problemas ambientais são mais urgentes.

O budista falou ao embaixador americano na Índia, Timothy Roemer, que “agenda política deveria ficar à margem por cinco ou dez anos e a comunidade internacional deveria mudar seu foco para a mudança climática no planalto tibetano”.
“A fusão das geleiras, o desmatamento e o aumento dos casos de água contaminada pelas mineradoras são problemas que não podem esperar. No entanto, os tibetanos podem aguardar cinco ou dez anos por uma solução política”, diz a mensagem diplomática.
Apesar de já ter levantado a bandeira ambiental diversas vezes, Dalai Lama nunca havia sugerido que as questões políticas poderiam ficar em segundo lugar, nem falou de qualquer escala de tempo com tanta precisão.
Ainda de acordo com o The Guardian, durante o encontro com o embaixador americano, o Lama criticou a política energética da China ao lembrar que a construção de uma represa no Tibete deslocou milhares de pessoas e deixou templos e mosteiros embaixo d’água.
Ao final do encontro, o monge ainda fez um apelo a Roemer, afirmando que o Tibet é uma nação que está morrendo, e que precisa da ajuda dos Estados Unidos. [EcoD]

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Projeto quer Postos de Gasolina e Lava-Rápidos captando água da chuva


Lava-Rápidos e Postos de Gasolina podem ser obrigados a captar água da chuva - Foto: Monica Di Blasio
Se o Projeto de Lei 7849/10 do deputado Francisco Rossi (PMDB-SP) for aprovado, postos de combustíveis e estabelecimentos de lavagem de veículos serão obrigados a captar água da chuva para reaproveitar, o que seria uma ótima forma de economizar água limpa.
Segundo a proposta, o sistema deverá ser instalado em até 180 dias após a publicação da lei. Rossi ressalta que o objetivo é evitar o desperdício. “A lavagem de veículos com água tratada é um exemplo de despreocupação com a escassez desse recurso natural”, afirma para a Câmara dos Deputados.
Tramitação
O projeto tramita em conjunto com o PL 1616/99, do Executivo, que regulamenta o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, previsto na Constituição. As duas propostas serão analisadas por uma comissão especial, juntamente com outros nove projetos que tratam de assunto semelhante.


    segunda-feira, 8 de novembro de 2010

    Brasil recicla 98,2% das latas de alumínio

    O Brasil atingiu no ano passado mais um recorde de reciclagem de latas de alumínio. Foram reutilizadas 98,2% das latas vendidas.
    Ao todo, 198,8 mil toneladas de alumínio, das 202,5 mil toneladas vendidas, foram recicladas.
    Os dados constam do balanço da coleta do material divulgado ontem pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas). Com o resultado, segundo as entidades, o Brasil conquista pela nona vez consecutiva o posto do país com maior índice de reciclagem de latas do mundo.
    Na comparação entre 2009 com o ano anterior, a quantidade de latas recicladas aumentou 19,9%. Em 2008, foram reutilizadas 91,6% das latas vendidas pela indústria, o que representa cerca de 165 mil toneladas.
    Em 2009, a reciclagem das latas de alumínio movimentou R$ 1,3 bilhão. Deste total, R$ 382 milhões foram gerados só com trabalho de coleta do material.
    “Se toda coleta de latas fosse feita por uma empresa só, ela estaria entre as mil maiores do país”, complementou Henio de Nicola, presidente da Abal, em entrevista coletiva em São Paulo.
    Com a reciclagem do alumínio das latas, também foram economizados 2,9 mil gigawatts-hora (GWh). Com esta energia, seria possível atender à demanda anual de uma cidade como Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, que tem 1,2 milhão de habitantes. [Info]

    quarta-feira, 6 de outubro de 2010

    Conheça a impressora que pode apagar o que imprime

    E se a sua impressora não utilizasse cartuchos de tinta e de quebra você ainda pudesse reutilizar todos aqueles papéis de rascunho que você jogaria fora? Essa tecnologia inovadora está na Sanwa PrePeat RP-3100, uma impressora que apaga a tinta e permite que os papéis sejam reutilizados.
    A impressora possui um cabeçote térmico e folhas feitas de garrafas PET recicladas. Esses papéis especiais são termoplásticos e podem ser apagados e usados novamente por até mil vezes. Segundo o fabricante, a impressão pode ser apenas em preto e branco.
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    A impressora permite que o papel seja reutilizado por até mil vezes

    A ideia do produto pode ser útil para aqueles que estão acostumados a gastar com novos cartuchos de tinta e possuem pilhas de impressões erradas que acabaram virando rascunho ou indo diretamente para o lixo. O custo inicial da impressora é de cerca de U$ 5 mil e cada folha sai por U$ 3,00.
    Alternativas mais simples e  baratas
    Ainda não existem informações sobre a venda do produto, mas, há de se convir que o preço não é dos mais acessíveis. Se você quer evitar o desperdício quando for imprimir algum documento, mas não tem a Sanwa PrePear RP-3100 em casa, pode utilizar aEcoFont e prestar atenção antes de ativar a impressão. Assim você evita gastos desnecessários de papel e ainda poupa dinheiro comprando mais cartuchos.


    Via EcoD.

    quarta-feira, 22 de setembro de 2010

    Estocolmo mostra uma forma mais sustentável de lidar com o lixo


    Envac revolucionou a coleta seletiva de resíduos na capital sueca/Foto: Spacing Magazine

    Em Estocolmo, capital da Suécia, o poder público e a população de 807 mil habitantes (dados de 2009) contam com uma alternativa ao método tradicional de coleta de resíduos sólidos. Trata-se do sistema Envac, no qual as lixeiras são conectadas a tubos ligados a uma área de coleta, localizada na periferia. O objetivo é facilitar e tornar menos custoso o recolhimento de lixo.

    Um sensor instalado percebe quando a lixeira está cheia, e o sistema de tubos cria um vácuo que suga os resíduos, transportando-os para o local de coleta. Existem sistemas para residências, prédios comerciais e áreas públicas. Funciona da seguinte forma: os sacos de resíduos são depositados nos pontos de coleta, a qualquer momento do dia, por meio de coletores instalados nas vias e/ou edifícios.


    A partir de então, os sacos são transportados por sucção e conduzidos por uma rede de tubulações subterrâneas até a central de coleta de resíduos a uma velocidade entre 60 e 80 km/h. Na central os resíduos são coletados, separados e compactados em contêineres estanques, para posterior envio ao destino final. É lá também que o ar de transporte é separado do resíduo para ser tratado por um sistema de filtros antes de ser devolvido à atmosfera.

    Resultados

    A coleta seletiva se torna mais fácil com o Envac, uma vez que os diferentes tipos de resíduos não são misturados durante o processo, como é feito no método tradicional. As áreas de coleta possibilitam uma diminuição do número de caminhões de lixo circulando, já que há um uso mais racional do espaço.

    Em vez dos resíduos serem simplesmente colocados na calçada, na frente de cada prédio, o caminhão de coleta se dirige somente à área onde ficam acumulados os sacos de lixo. Consequentemente, a poluição sonora e ambiental também diminui. Outro ponto importante é a redução de 30% a 40% no custo de coleta. Em Estocolmo, o Envac foi implementado nos seguintes locais:

    Södra station (2800 residências);
    Norra Hammarbyhamnen (2050 residências);
    Essinge Udde (900 residências);
    Hammarby Sjöstad (2400 residências).
    Em 2010, foi ultrapassada a barreira de 600 destes sistemas instalados pelo mundo.

    Fonte: pesquisadores da Plataforma de Cidades Sustentáveis. Via EcoD.


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    sexta-feira, 17 de setembro de 2010

    Lançado projeto de turbina eólica capaz de gerar 870 trilhões de watts




    Por: Redação EcoD

    A turbina utilizaria os ventos das camadas mais altas da atmosfera

    Pesquisadores americanos descobriram que é possível extrair energia das camadas mais altas da atmosfera. Segundo o grupo, esse ambiente é capaz de conter 870 terawatts (trilhões de watts).

    O processo de pesquisa ainda está no começo, no entanto, os pesquisadores já vêem vantagens nesse novo modelo de energia. Com os ventos fortes das altas camadas, menos matérias-primas seriam usadas a cada watt de potência, o que pode ser traduzido por um menor custo por watt.


    A empresa Joby Energy planeja lançar a turbina de 500 kW ainda em 2011. Eles afirmam que seriam necessárias apenas 20 toneladas de matéria prima por megawatt, o que é pouco se comparado as 96 mil toneladas da média industrial convencional.

    A empresa não se pronunciou sobre a manutenção da turbina e nem sobre a questão do acúmulo de lixo nas camadas superiores da atmosfera. No final de setembro, o grupo de pesquisadores se juntará em uma reunião para discutir as ideias do projeto.

    *Via EcoD.