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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Química dos oceanos está mudando




A química do oceano está mudando mais rápido do que o fez nos últimos milhares de anos por causa do dióxido de carbono absorvido da atmosfera, disse em estudo o Conselho Nacional de Pesquisa, dos EUA.

Dióxido de carbono e outros gases industriais são uma preocupação há alguns anos por causa de seu impacto no ar e aumento das temperaturas globais em um processo chamado de efeito estufa.


Um fator que amenizava esse aquecimento era a quantidade de CO2 absorvida pelos oceanos – mas isso também se tornou um problema para os cientistas porque os produtos químicos tornam a água mais ácida, o que afeta a vida marinha.

Desde o início da Revolução Industrial, no século 18, o pH do oceano declinou de 8,2 para 8,1 e uma queda de 0,2 a 0,3 unidades está prevista até o fim do século, de acordo com o Research Council, um braço da Academia Nacional de Ciências.

As taxas atuais de mudanças “ultrapassam qualquer mudança na química dos oceanos por pelo menos 800 mil anos”, diz o relatório.

O pH é uma medida de todas as coisas alcalinas ou ácidas. Um pH 7 é neutro, e quanto maior o número, mais alcalino; quanto menor, mais ácido.

Com o oceano se tornando mais ácido, cientistas aumentam os alertas sobre dissolução de corais e problemas com peixes e a vida marinha. Por exemplo, estudos mostraram que aumento na vida marinha afeta a fotossíntese, a aquisição de nutrientes, o crescimento, reprodução e sobrevivência de espécies. A Agência de Proteção (EPA) disse em março que consideraria formas de controlar a acidez no oceano.

A decisão da agência foi anunciada em conjunto com o Centro de Diversidade Biológica. O grupo ambiental processou a EPA no ano passado por não exigir do estado de Washington listasse suas águas como ameaçadas pelo aumento da acidez.

O relatório ressaltou que o governou federal dos EUA tomou medidas inicias com o projeto National Ocean Acidification Program.

Ele fez as seguintes recomendações:

Criar uma rede de monitoramento de acidificação do oceano, incluindo novas ferramentas, métodos e técnicas para melhorar as medidas.
Pesquisa para preencher lacunas de informações.
Criar um escritório de gerenciamento de dados para garantir qualidade, acesso e arquivamento dos dados.
Desenvolver pesquisa de qualidade e treinar pessoas
Criar um plano de dez anos que estabeleça metas chave, prioridades e tenha alcance na sociedade.

*Via Info.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Lançado projeto de turbina eólica capaz de gerar 870 trilhões de watts




Por: Redação EcoD

A turbina utilizaria os ventos das camadas mais altas da atmosfera

Pesquisadores americanos descobriram que é possível extrair energia das camadas mais altas da atmosfera. Segundo o grupo, esse ambiente é capaz de conter 870 terawatts (trilhões de watts).

O processo de pesquisa ainda está no começo, no entanto, os pesquisadores já vêem vantagens nesse novo modelo de energia. Com os ventos fortes das altas camadas, menos matérias-primas seriam usadas a cada watt de potência, o que pode ser traduzido por um menor custo por watt.


A empresa Joby Energy planeja lançar a turbina de 500 kW ainda em 2011. Eles afirmam que seriam necessárias apenas 20 toneladas de matéria prima por megawatt, o que é pouco se comparado as 96 mil toneladas da média industrial convencional.

A empresa não se pronunciou sobre a manutenção da turbina e nem sobre a questão do acúmulo de lixo nas camadas superiores da atmosfera. No final de setembro, o grupo de pesquisadores se juntará em uma reunião para discutir as ideias do projeto.

*Via EcoD.