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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Círculos misteriosos



De acordo com National Oceanic and Atmospheric Administration, menos de 5% dos oceanos do mundo foram explorados, o que significa que existe cerca de 95% que nunca foram vistos por olhos humanos.O fotógrafo japonês Yoji Ookata obteve sua licença de mergulho aos 21 anos e tem explorado e documentado a costa japonesa nos últimos 50 anos. Recentemente, durante um mergulho perto de Amami Oshima, no extremo sul do país, Ookata viu algo que chamou sua atenção: ondulações seguindo padrões geométricos com quase seis metros de diâmetro, a 80 metros abaixo do nível do mar.


Ele logo voltou com os colegas e uma equipe de um programa de TV para documentar a origem do que chamou de “círculo de mistério.” E sabe o que encontraram?


Usando câmeras a subaquáticas, descobriram que o artista é um pequeno baiacu que nada incansavelmente durante dia e noite para fazer as suas esculturas na areia, utilizando-se do gesto de apenas uma barbatana.



Através de uma observação cuidadosa, a equipe descobriu que os círculos tem várias funções ecológicas, e a mais importante delas é a de atrair parceiros. Os peixes fêmeas são atraídas pelas esculturas, onde procuram o macho responsável pela obra de arte. Os ovos são depositados no centro do círculo, e os sulcos mais tarde servem como tampão natural para proteger a delicada prole .

via idea fixa

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Química dos oceanos está mudando




A química do oceano está mudando mais rápido do que o fez nos últimos milhares de anos por causa do dióxido de carbono absorvido da atmosfera, disse em estudo o Conselho Nacional de Pesquisa, dos EUA.

Dióxido de carbono e outros gases industriais são uma preocupação há alguns anos por causa de seu impacto no ar e aumento das temperaturas globais em um processo chamado de efeito estufa.


Um fator que amenizava esse aquecimento era a quantidade de CO2 absorvida pelos oceanos – mas isso também se tornou um problema para os cientistas porque os produtos químicos tornam a água mais ácida, o que afeta a vida marinha.

Desde o início da Revolução Industrial, no século 18, o pH do oceano declinou de 8,2 para 8,1 e uma queda de 0,2 a 0,3 unidades está prevista até o fim do século, de acordo com o Research Council, um braço da Academia Nacional de Ciências.

As taxas atuais de mudanças “ultrapassam qualquer mudança na química dos oceanos por pelo menos 800 mil anos”, diz o relatório.

O pH é uma medida de todas as coisas alcalinas ou ácidas. Um pH 7 é neutro, e quanto maior o número, mais alcalino; quanto menor, mais ácido.

Com o oceano se tornando mais ácido, cientistas aumentam os alertas sobre dissolução de corais e problemas com peixes e a vida marinha. Por exemplo, estudos mostraram que aumento na vida marinha afeta a fotossíntese, a aquisição de nutrientes, o crescimento, reprodução e sobrevivência de espécies. A Agência de Proteção (EPA) disse em março que consideraria formas de controlar a acidez no oceano.

A decisão da agência foi anunciada em conjunto com o Centro de Diversidade Biológica. O grupo ambiental processou a EPA no ano passado por não exigir do estado de Washington listasse suas águas como ameaçadas pelo aumento da acidez.

O relatório ressaltou que o governou federal dos EUA tomou medidas inicias com o projeto National Ocean Acidification Program.

Ele fez as seguintes recomendações:

Criar uma rede de monitoramento de acidificação do oceano, incluindo novas ferramentas, métodos e técnicas para melhorar as medidas.
Pesquisa para preencher lacunas de informações.
Criar um escritório de gerenciamento de dados para garantir qualidade, acesso e arquivamento dos dados.
Desenvolver pesquisa de qualidade e treinar pessoas
Criar um plano de dez anos que estabeleça metas chave, prioridades e tenha alcance na sociedade.

*Via Info.