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sábado, 6 de agosto de 2011

O descarte correto dos exames de Raios X e Homer Simpson



Homer Simpson é um idiota que amamos. O motivo é simples: Ele é um desenho que vive num mundo de ficção e ao fazer coisas erradas rimos, em verdade, de nossos próprios erros – ridendo castigat mores, diria Molière.
Nós não queremos conhecer ninguém que tenha atitudes parecidas com as dele no nosso mundo real, então façamos o seguinte exercício de imaginação: O que Homer faria com um Raio X que não tem mais utilidade?
Como um adorável idiota que é, ele provavelmente o jogaria no lixo comum junto com urânio enriquecido da usina nuclear. Uma das coisas mais erradas a se fazer já que a “fotografia” do Raio X contem um metal pesado que pode poluir solo e água: A prata.
Através do “descarte” correto, a chapa pode passar por um processo que retira o metal e o utiliza para confecção de jóias e talheres. Já o plástico que resta pode ser transformado em embalagens, fichários ou cadernos.
Super dá a dica de onde achar postos de coleta desse material. Em São Paulo você pode procurar o Hospital das Clínicas da USP. Lá existe um posto de coleta que funciona de segunda a sexta das 8 às 17 horas no Prédio dos Ambulatórios, perto da estação Metrô Clínicas.
Se você for cliente do laboratório Fleury a própria instituição recolhe as chapas. Procure a unidade mais próxima nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
A terceira alternativa é entrar no site e-cycle, ir na opção “diversos” e procurar os postos de coleta de chapas mais próximo.
Agora é só passar essa dica para aquele seu amigo “Homer” antes que ele jogue os exames de Raios X em qualquer lugar.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

É possível comprar com consciência. Veja dicas


Ecologia, RRR, Tecnologia



Um dos principais hábitos modernos do ser humano, o consumo, bate de frente com os hábitos mais novos baseados na sustentabilidade. Mas tem como equilibrar as duas coisas. A gente explica.
É claro que não estamos falando do consumismo doentio que, infelizmente, muitas pessoas fazem. Mas o ato de comprar coisas novas não precisa ser considerado uma traição ao meio ambiente, ideias simples sobre como escolher os novos itens e boas decisões sobre o que fazer com os itens antigos são a chave para o consumo equilibrado.
Você pode comprar móveis novos, por exemplo, que tenham o selo que garante o uso de madeira reflorestada. Dessa forma terá um móvel do seu gosto e contribuirá com uma empresa que renova nossas reservas florestais. O móvel antigo você pode vender em sites, ou ainda clicar aqui e se informar sobre doações para o exército da salvação. Só não pense em descartar móveis em qualquer lugar, lembre-se que um sofá velho é muito melhor do que dormir no chão, para quem não tem opção.
Quanto aos aparelhos que consomem energia elétrica, sempre é melhor escolher os que fazem mais usando menos. Com isso, além de ajudar o planeta você vai ter uma boa economia na conta no fim do mês. E a regra quanto ao descarte também vale, quase sempre é possível vender o aparelho antigo e quando o valor de mercado for baixo demais, doar ou enviar para reciclagem de eletrônicos é a melhor solução.
Existem também as pilhas e baterias. Nesse caso as melhores são as alcalinas, que não levam metais pesado em sua fórmula, e acima de tudo prefira as recarregáveis. E para o descarte procure sempre uma loja que faça a coleta (o fabricante deve passar a localização via SAC) – geralmente hipermercados e bancos tem recipientes para isso.
Essas precauções na hora de comprar (e descartar) produtos ajudam o ambiente e você não precisa parar de comprar, o que é preciso é consciência.
E então, você tem alguma outra dica?

terça-feira, 2 de agosto de 2011


Curiosidades, Economia, Reflexão

Governança Corporativa e Sustentabilidade. 

Ou, como a transparência é verde




A competitividade dos negócios e da busca por investidores vem provocando ao longo dos últimos anos uma mudança significativa na forma de agir e pensar coletivamente dentro das organizações.
O modelo tradicional visando fortemente o lucro às custas do que quer que fosse deixa de ser aceito pelos diversos stakeholders:
  • Funcionários não se sentem confortáveis ao trabalharem em empresas cujas ações possam piorar a vida de outras pessoas ou prejudicar o meio ambiente;
  • Clientes se tornam avessos a produtos cujas fábricas provoquem danos ambientais ou se utilizem de mão de obra inadequada;
  • Fornecedores não querem suas marcas vinculadas a tais tipos de empresas;
  • Governos, preocupados com o futuro da população e da Natureza, exigem práticas adequadas, reparações e investimentos em ações sócio-ambientais;
  • Por essas e outras razões, acionistas passam a pressionar a administração das empresas, afinal, com funcionários desmotivados, clientes avessos, menos fornecedores e pressão governamental, não existe negócio que sobreviva.
Para que tais questões fossem solucionadas, tanto as práticas de Responsabilidade Sócio-Ambiental (RSA) quanto a Governança Corporativa se tornaram aliados da administração e, apesar de diferentes em forma, estão bastante correlacionados.

Transparência força boas ações

Enron e Worldcom quebraram em 2001 levantando a questão das fraudes contábeis e fiscais. Foi um dos aceleradores da Governança Corporativa. Foto: James Nielsen/Getty Images
Governança Corporativa vem justamente como forma de melhorar as relações entre os diversos atores que envolvem a organização e isso se dá, em grande parte, através da transparência e daprestação de contas.
Diversos relatórios, geralmente com formatos pré-estabelecidos, são gerados para que toda a sociedade tenha conhecimento das ações da empresa e seus planos para o futuro, e, se há transparência, é bom que o que será mostrado agrade aos que lerão, por isso, práticas antes limitadas aos bastidores, precisam ser alteradas para que sejam bem aceitas.
Outro aspecto importante da Governança Corporativa é a participação, seja de acionistas minoritários, seja de representantes de classe, do próprio governo, enfim, da sociedade.
Este fator também reforça a orientação às práticas de responsabilidade social e empresarial uma vez que são atores mais preocupados com o reflexo total da empresa na sociedadee menos à busca pelo retorno financeiro.

Foco no Individual 

vs Foco no Coletivo

É interessante notar como as pessoas, individualmente, vivenciaram nas últimas décadas umamudança drástica na estrutura familiar, base inegável de formação da consciência ética, dos valores, da moral e da cultura.
Cada vez em unidades menores e mais fechadas, e atualmente em núcleos muitas vezes restritos a pais com filhos, apenas casais ou mesmo pessoas solteiras, o que antes servia para a formação de um pensamento coletivo foi se transformando em foco no individual e nas conquistas pessoais.
Tal elemento se torna relevante a partir do momento em que essas pessoas tomam decisões em empresas e passam a pensar apenas no retorno imediato e individual e não nos reflexos a todos aqueles que o rodeiam e ao meio ambiente. É aí que a Governança Corporativa se mostra positiva, pois com mais pessoas e grupos participando, torna-se mais plausível o foco na coletividade, o pensamento para além das fronteiras da organização.

Bom para nós, 

bom para os negócios

Notando, portanto, o ganho gerado por ações positivas que compreendam desde o uso do papel reciclado à logística reversa dos produtos, passando pela exploração correta dos recursos naturais e respeito pela sociedade, é imperativo às empresas que trabalhem com Responsabilidade Sócio-Ambiental.
Além disso é extremamente justo que divulguem suas ações ao público, o que em nada diminui seus feitos, pois quanto mais as pessoas se utilizarem disso como fator decisivo para a compra, mais as empresas se verão obrigadas a adequar-se aos melhores padrões.
O que se pode notar é uma inicial preocupação financeira como motor da Governança Corporativa, tentando dar voz aos acionistas minoritários, inibir fraudes, evitar conflitos com órgãos governamentais e reguladores ou desrespeito às leis, mas que acaba por refletir em uma administração voltada para o coletivo, para a igualdade entre as pessoas, para o compromisso com o futuro, notadamente característicos da RSA.
[Imagem inicial por Sprout-Foundation.org]
Por  em 26.07.2011 via  ecoplanet

terça-feira, 19 de julho de 2011

Custo de energia eólica caiu no Brasil



Agência Brasil – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) 
confirmou que desde maio – quando o Brasil atingiu pela primeira vez 
1 gigawatt por hora (GWh) de energia eólica – a geração só vem 
crescendo e atualmente os ventos estão produzindo 1,073 GWh.

O volume se aproxima do potencial da Usina Angra 2 (que tem 
capacidade de 1,35 GWh), e pode abastecer uma cidade com 
1,5 milhão de habitantes.
Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), 
o aumento reflete a procura dos últimos anos por energia limpa, 
já que a força dos ventos é menos poluente que outras fontes. 
Isso fez com que os custos de geração, como a instalação e a 
compra de equipamentos diminuíssem, tornando a alternativa 
mais competitiva, 
segundo o diretor executivo da associação, Pedro Perrelli.
“A energia eólica não emite gás [do efeito estufa], não usa água doce
 nem para limpeza, nem para resfriamento, e a instalação de uma 
usina
causa um impacto ambiental muito pequeno, que em dois ou três anos, 
é recuperado”, disse. “Essas preocupações se refletiram no aumento 
da procura, que barateou os preços, como ocorre com produtos 
eletrônicos”, completou.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estima que a comerciali-
zação de energia eólica nos leilões nos dois últimos anos, impulsionou 
o setor, que hoje é responsável por 1% da matriz energética brasileira. 
Segundo a EPE, as contratações fizeram com que a produção de 
energia gerada dos ventos saltasse de cerca de 30 megawatt por hora (MWh) 
para os atuais 1 GWh, entre 2005 e 2010.
Com a meta de ampliar ainda mais o percentual de fontes limpas 
na matriz, o governo aposta no crescimento do setor nos próximos 
dez anos. 
A meta do Plano Decenal de Expansão de Energia é que até 2020, 
quando o país deverá gerar cerca de 171 GWh, a participação da 
energia eólica na matriz suba para 7%, 
enquanto a oferta de energia hidráulica diminua de 76% para 67%.
Embora o preço da energia eólica vem se tornando mais competitivo 
ao longo dos anos, passando de uma média de R$ 160 para R$ 147 
por MWh entre 2009 e 2010, o diretor da Abeeólica disse que, 
nos dias de hoje, a energia eólica só não é tão competitiva em termos 
de preço com o que é gerado nas hidrelétricas (R$ 95 por MWh). 
E defende que os sistemas sejam usados de forma complementar.
“É necessário [ter hidrelétricas] porque na época de mais chuva, 
é quando venta menos. E quando os rios estão mais vazios, 
é quando venta mais “, explicou Perreli. Porém, ressaltou que o 
impacto da instalação de uma usina eólica poder ser menor dentro 
de um terreno do que o de uma grande hidrelétrica, apontada também 
como fonte de energia limpa e renovável.
“Na área onde se explora o potencial eólico, a usina utiliza 3% da área, 
que não é desapropriada. Normalmente, é feito um contrato de aluguel 
com os donos, sejam índios, pescadores, quilombolas ou fazendeiros. 
Traz uma renda adicional que permite implementar o negócio”, disse.
Como crescimento do setor, para que os preços se tornem ainda mais 
competitivos, a associação defende que seja investido mais em linhas 
de transmissão adequadas.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Filhotes de cães são cozinhados vivos na China.

Foto angustiante que circula na Internet
Não é a primeira vez que ouvimos falar sobre animais “domésticos”, como cães e gatos, sendo servidos como alimento na China, ou mesmo em outros países. Sim, isso infelizmente acontece de verdade, mas também é errado acreditar que seja uma prática comum e aprovada por todos, se restringindo à algumas regiões muitos pobres.
Ocorre que nos últimos dias uma enxurrada de e-mails e sites tem divulgado fotos que mostram uma mulher cozinhando um cachorro de rua que, como se não bastasse, ainda estaria vivo.

 A notícia costuma trazer como fonte o site belga 7SUR7, datado de 16/junho/2011. Em pesquisa pela origem da imagem, centenas de sites são encontradas, mas fomos a fundo até localizar a primeira referência às tais fotos, e ela data de 06/agosto/2007 no fórum chinês Fowang.
Note que o endereço do site chinês estava no topo das imagens originais (como esta à esquerda), mas as que circularam nas últimas semanas tiveram essa parte cortada. Todas as fotos podem ser vistas no tal fórum, apesar de não ser nada agradável…
Como outras tantas correntes na Internet, essa ressurgiu do armário anos depois. A origem é, portanto, uma postagem em fórum, deixando incerta até mesmo a veracidade das imagens, que, de todo modo, nos parecem reais.
A parte mais assustadora, o fato do animal ainda estar vivo, felizmente não se confirma na origem das fotos: meu Chinês não é dos melhores, quero dizer, não entendo uma palavra do idioma, mas verificando a tradução automática para inglês, português, espanhol, italiano e até francês, para garantir que não houvesse interpretação errada pelo sistema automatizado, nenhuma referência ao animal ainda estar vivo foi encontrada.
Em resumo: são fotos “antigas” e sem garantia de veracidade, não há referências sobre o animal estar vivo como tem sido veiculado, não é uma prática de toda a China, então nada de generalizar, e, em verdade, pode ser que aconteça em algum canto de qualquer país, incluindo o nosso.
Então a dica é sempre verificar antes de repassar algo tão absurdo ou estranho, como esta história ou e-mails que prometem “doar um centavo para caridade por cada cada pessoa a quem você repassar a mensagem” e outras tantas correntes e falsas denúncias. Uma forma fácil de fazer isso é pesquisar no site quatrocantos, um repositório de hoax devidamente investigados.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Desenvolvimento e conservação

Gerd Sparovek, professor da USP e referência em conservação do solo e planejamento do uso da terra, afirma que é possivel desenvolver a agropecuária preservando nossas florestas, ao contrário do que dizem os ruralistas que tentam alterar o Código Florestal.





http://www.youtube.com/watch?v=cWjTtGMxqBg

Greenpeace usa a Força contra a Volks




O Greenpeace começou a atuar numa campanha contra a fabricante alemã de veículos Volks Wagen. Segundo a ONG a empresa está sem vangloriando de ser ecológica, quando na verdade faz todo um lobby contra leis ambientais europeias. Para isso eles fizeram um vídeo-sátira de um comercial da fabricante.
O comercial original foi transmitido num dos maiores eventos televisivos do mundo, a final do Superbowl, e ainda contou com mais de 40 milhões de visualizações no Youtube.
Mais do que fazer lobby contra leis ambientais, a ONG também aponta para o funcionamento dos veículos da alemã. Segundo o Greenpeace, os carros da VW são os que mais fazem uso de petróleo em seus carros.
Mas a ONG quer que, por meio de uma “rebelião”, a gigante não fique no lado negro da força e desista de seus planos maléficos. Sobre a campanha, Robin Oakley, do Greenpeace inglês falou:
A Volkswagem gastou milhões nesta propaganda, que usa crianças e o misticismo do Start Wars para persuadir o público a comprar seus produtos. Estamos usando sua mesma técnica publicitária para mostrar que ela é capaz de operar grandes mudanças na indústria de veículos se apresentar ao mercado carros mais limpos e mudar sua estratégia política, pedindo por mais energias renováveis no mundo
Você pode conferir (e baixar) os vídeos aqui. E aqui você pode ver o site da campanha e até se tornar um Jedi paladino do meio ambiente!
Que a força esteja com você, sempre.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Colosso Eólico




Uma turbina eólica de duzentos metros é grande demais? Imagine 24 delas funcionando e, até 2020, mais de 150 unidades. Conheça as gigantes turbinas E-126.
Elas estão instaladas em Emdem, na Alemanha, desde 2007. Mas há projeto para construção de 150 novas gigantes na usina eólica Markbygden da Suécia, em 2020.
A obra trás grandes soluções para problemas comuns em turbinas eólicas. Começando pelos valores, que poderiam construir esse gigante de 7.5MW ou três turbinas de 2MW que teriam manutenção bem maior. Os engenheiros da Enercom também pensaram muito para desenvolver a hélice de 126 metros de diâmetro: suas pás usam uma tecnologia especial que gera menos barulho e quase nada de turbulência.
Com 6 mil toneladas de peso, a E-126 também conta com um gerador bem no nariz da turbina. Ele utiliza dois rolamentos de movimento lento para regular a velocidade das pás. Com isso, o número de peças diminui e o custo de manutenção cai mais ainda. As pás tem um limite de 12 RPM (ou seja, uma volta a cada cinco segundos) o que reduz fortemente as chances de um pássaro ou morcego morrer ao ser atingido por ela.
Para comparação de potência, o Gizmodo  fez a conta: Angra 1 e Angra 2 geram 657 MW e 1300 MW, respectivamente. Já a futura usina eólica da Suécia vai gerar 4.000 MW limpinhos. Bem, Ministro, o Sr. queria rever essas obras não é? ou quem sabe também a real necessidade de construção de Belo Monte...


via Gizmodo

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Querem mudar a cor das nuvens


O branco das nuvens saiu de moda? Isso é o que um grupo de cientistas está analisando, sob outro aspecto que não a moda, claro.
Para o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) da ONU, nós poderíamos injetar aerossóis nas camadas altas da atmosfera para que as mudanças climáticas sejam amenizadas e até reduzir a radiação solar no nosso planeta.
Christopher Field, do Instituto Carnegie para a Ciência, disse que “tecnologias complexas” podem ser usadas para mudar a cor do brilho das nuvens e que outras, bem mais simples, incluiriam a semeadura de árvores. Mas ele fez questão de lembrar que ainda é preciso analisar o impacto que isso teria sobre o clima, os oceanos, as pessoas e todo o Planeta.
“Estamos nas etapas iniciais de um estudo sobre novas tecnologias, que poderiam ser úteis ou não para responder às mudanças climáticas”, disse Field para explicar algo como ‘parece loucura, mas por enquanto é só isso mesmo’.
Por enquanto são só ideias sendo discutidas. Não acredito que isso vá pra frente, e você?

terça-feira, 21 de junho de 2011

Cresce o desmatamento na Amazônia


A ONG Imazon fez um monitoramento independente do desmatamento na Amazônia e constatou um aumento de 72% em mai0 de 2011, em relação ao mesmo período do ano passado.
Só em maio foram 165 quilômetros quadrados que foram embora – isso é quase o tamanho de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Mas a coisa ainda fica pior se for contar desde agosto de 2012 a maio de 2011, os 10 primeiros meses do ano fiscal de desmatamento, nesse caso já foram mais de 1.435 quilômetros, ou seja, uma área que tem quase o tamanho da maior metrópole do país: São Paulo. O aumento nesse período foi de 24%.
Os estados mais afetados são Mato Grosso, com 39%, depois vem o Pará, com 24% e com o ainda preocupante terceiro lugar, Rondônia, com 22%.
Segundo O Estado de S. Paulo, o sistema de alerta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, conhecido como Deter, mostrou que houve uma alta de 27% no desmatamento na mesma faixa de tempo.


Agora que todo mundo está vendo o problema, quanto mais vão esperar por alguma solução?

Designer cria “sofá” com pneus




Pneus são um grande problema para o planeta. Por serem feitos para resistir a condições mais fortes possíveis, eles acabam sendo pouco práticos na hora do descarte. A reciclagem não é tão efetiva também, então os designers precisam pensar em novas formas de usar um pneu sem uso. Foi isso que o americano Carl Menary fez.
Um pneu para você fazer de banco no seu jardim, quintal, sítio ou chácara. Lindo, não? O nome da peça é “Re-Tyre” e é feito com um pneu de caminhão e dois conjuntos de parafusos de roda reciclados para deixar o pneu torto fazendo com que fique mais ergonômico. O designer também passa cera de carbaúba para o pneu não se degrade por conta dos raios UV.

Depois de pronto o “Re-Tyre” pode ficar em três posições diferentes: Uma mais simples, só como um apoio para as pernas; outras duas para você ficar sentado, mais ou menos relaxado.
O projeto é mais um conceito que precisa sair do papel o quanto antes, pois esses bancos deveriam se tornar obrigatórios em parques públicos.




via Aline



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Como a energia chega na sua tomada




Não, esse não é um post técnico sobre como a energia é levada através de cabos atravessando o país até chegar nesse computador que você está usando. O post vai mostrar os adesivos do pessoal da Hu2 Design, que mostram de forma divertida as diversas fontes reais e algumas bem criativas de se fazer energia elétrica.
Os adesivos são feitos num material chamado de “PVC-FREE” que, segundo os designers, apresenta a mesma durabilidade do PVC só que é totalmente livre de cloro e plastificantes.



Os adesivos são vendidos no site da empresa e, pra felicidade de todos, eles entregam aqui no Brasil.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

MPF pede suspensão de licença para Belo Monte


O Ministério Público Federal no Pará ajuizou hoje a 11ª ação civil pública por problemas no licenciamento da usina hidrelétrica de Belo Monte. O processo pede a suspensão da Licença de Instalação (LI), concedida para o início das obras, e aponta o descumprimento das condições prévias.
Segundo parecer técnico do Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre as obras preparatórias, 40% das condicionantes não foram cumpridas pela Norte Energia S.A., responsável pela construção. Entre as condicionantes estavam investimentos nas áreas de saúde, educação, saneamento, levantamentos das famílias atingidas e navegabilidade. Os técnicos do Ibama constataram ainda que obras para saúde e educação declaradas pelo empreendedor não foram encontradas.
O MPF não aceita que o Ibama tenha concedido a licença, justificando que há condições "em cumprimento" ou "parcialmente atendidas". Ao não cumprir suas próprias exigências para Belo Monte, o órgão teria atingido o "limite da irresponsabilidade".
Clique para ampliar e visualizar o problema: Áreas de influência do projeto de Belo Monte. areas-influencia-belo-monte-hidreletrica.jpg


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mais uma vez, incêndio na Serra do Rola Moça em BH

A Serra do Rola Moça na região da grande BH, pega fogo desde terça-feira. Ao entrar em contato com os Bombeiros, disseram que só agora puderam enviar viaturas, que segundo eles, estavam todas ocupadas (divergência entre as notícias e o atendimento do 193)
Do bairro Buritis a gente podia avistar uma enorme coluna de fumaça vindo de trás do pico do Rola Moça, que se espalhava pela atmosfera, já esfumaçada por causa da poluição, tornando o horizonte de BH ainda mais turvo.




Patrimônio Natural
O Parque Estadual da Serra do Rola-Moça é uma das mais importantes áreas verdes de Minas. Ele é o terceiro maior parque em área urbana do país e abriga alguns dos mananciais que abastecem a região metropolitana de Belo Horizonte.
Os 3,9 mil hectares do parque são habitat natural de espécies da fauna ameaçadas de extinção como a onça parda, a jaguatirica, lobo-guará, o gato-do-mato, o macuco e o veado campeiro. Além da fauna, sua flora, possui espécies raras e em extinção, também possui um dos últimos resquícios de Canga, uma camada rochosa que funciona como uma esponja na absorção da água da chuva, infiltrando até formar grandes lençóis freáticos, semelhante ao que ocorre na Serra da Gandarela, ameaçada pela mineração. Muitos rios e nascentes na região, antes rica em mananciais hídricos, mas que devido ao crescimento desenfreado da construção civil e mineração na região, que poluem as nascentes, além dos próprios Incêndios nas matas, estão secando. Rios estes, que abastecem importantes bacias responsável pelo abastecimento da região metropolitana de BH.




Não é a primeira vez que chamas ameaçam o patrimônio natural da Serra do Rola-Moça , que quase todos os anos no período de seca é castigada por incêndios . Este período de seca mal começou e já temos incêndio na Serra. Segundo os bombeiros, o incêndio começou na Fazenda do Varjão perto de um lixão, em uma área que fica entre Ibirité e Brumadinho, na Grande BH.  A região também é cheia de condomínios de alto luxo, grandes mineradoras e alvo de especuladores imobiliários, que geram um trânsito diário na região de helicópteros e pequenos aviões, o que também pode causar tais incêndios em áreas de difícil acesso. Acredita-se que guimbas de cigarro, atiradas de pequenos aviões e helicópteros, em sobrevôo nesta região, ao cair na vegetação seca, pode causar tais incêndios como o ocorrido na RPPN do Vale dos Cristais ano passado. O incêndio que começou no pico e se espalhou montanha abaixo, até atingir as florestas de Mata Atlântica no pé da montanha, que é circundada por rios e nascentes. O incêndio consumiu cerca de 20 hectares de vegetação da reserva. Os dias secos, provocados pela baixa umidade do ar, ajudaram na proliferação das chamas, dificultando o trabalho dos brigadistas. 


É necessário, urgentemente de ações mais efetivas de educação ambiental e de prevenção a incêndios junto à população em geral, mas principalmente nas comunidades que vivem no entorno das cidades, mais próximos às áreas verdes e rurais, para mudar o péssimo hábito de colocar fogo em lixos e matos, que constantemente resultam em incêndios como esses, causando danos irreparáveis ao meio ambiente, além de colaborar consideravelmente para o aumento do aquecimento global com a emissão em grande quantidade de CO2 pela fumaça, na atmosfera.
Agora torcemos para que o Corpo de Bombeiros consiga conter logo este grande incêndio na Serra do Rola Moça, já tão castigada.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Texto-base do novo Código Florestal foi aprovado




O Código Florestal já deu muita conversa mas, enfim, a votação aconteceu. O resultado foi positivo? Ainda não sabemos ao certo, já que algumas emendas podem sofrer alteração.
A votação teve um placar de 410 votos a favor, 63 foram contra e 1 se absteve. Agora vão ser votadas as emendas que cada partido apresentou.
E aí tem mais uma bela conversa: A emenda apresentada pelo PMDB quer fazer com que seja possível plantar qualquer coisa dentro das APPs (Área de Preservação Permanente).  Porém, o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), já declarou que vai orientar a base para derrubar essa emenda.
“O governo não admitirá nenhuma emenda ou nenhum artigo que transfira para os Estados a legislação ambiental, anistie desmatadores, consolide o que foi desmatado. Nós somos contra qualquer política que não coíba o desmatamento, somos contra as duas emendas que apareceram. Em relação ao texto do Aldo, são itens que temos divergências e queremos estabelecer punição maior para quem reincidir em desrespeito ao ambiente”, disse o deputado também se referindo a segunda parte da emenda do PMDB que faz com que a regularização ambiental seja feita pelos governos dos Estados da União.
“Vamos encaminhar para a pequena agricultura uma política nas APPs que não comprometa 100% das propriedades, mas isso vamos ver no Senado. Vamos incluir no Senado”, completou o Deputado que, mais cedo, já tinha dito que iria pedir ajustes no texto de Rebelo para ter uma punição maior aos reincidentes em crimes ambientais.
Só esperamos que esse pessoal tente mesmo mudar essas emendas para a coisa não ficar ainda pior do que já é.


via ecoplanet