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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

É possível comprar com consciência. Veja dicas


Ecologia, RRR, Tecnologia



Um dos principais hábitos modernos do ser humano, o consumo, bate de frente com os hábitos mais novos baseados na sustentabilidade. Mas tem como equilibrar as duas coisas. A gente explica.
É claro que não estamos falando do consumismo doentio que, infelizmente, muitas pessoas fazem. Mas o ato de comprar coisas novas não precisa ser considerado uma traição ao meio ambiente, ideias simples sobre como escolher os novos itens e boas decisões sobre o que fazer com os itens antigos são a chave para o consumo equilibrado.
Você pode comprar móveis novos, por exemplo, que tenham o selo que garante o uso de madeira reflorestada. Dessa forma terá um móvel do seu gosto e contribuirá com uma empresa que renova nossas reservas florestais. O móvel antigo você pode vender em sites, ou ainda clicar aqui e se informar sobre doações para o exército da salvação. Só não pense em descartar móveis em qualquer lugar, lembre-se que um sofá velho é muito melhor do que dormir no chão, para quem não tem opção.
Quanto aos aparelhos que consomem energia elétrica, sempre é melhor escolher os que fazem mais usando menos. Com isso, além de ajudar o planeta você vai ter uma boa economia na conta no fim do mês. E a regra quanto ao descarte também vale, quase sempre é possível vender o aparelho antigo e quando o valor de mercado for baixo demais, doar ou enviar para reciclagem de eletrônicos é a melhor solução.
Existem também as pilhas e baterias. Nesse caso as melhores são as alcalinas, que não levam metais pesado em sua fórmula, e acima de tudo prefira as recarregáveis. E para o descarte procure sempre uma loja que faça a coleta (o fabricante deve passar a localização via SAC) – geralmente hipermercados e bancos tem recipientes para isso.
Essas precauções na hora de comprar (e descartar) produtos ajudam o ambiente e você não precisa parar de comprar, o que é preciso é consciência.
E então, você tem alguma outra dica?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Saco é um Saco atinge 33% de redução e evita consumo de 5 bilhões de sacolas


Cinco bilhões de sacos plásticos foram substituídos por
 sacolas retornáveis / Foto: Divulgação
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), cerca de 
cinco bilhões de sacolas plásticas deixaram de ser consumidas em
um ano e meio de campanha Saco é um Saco. Lançada em agosto
de 2009, a iniciativa tinha como meta atingir 10% de redução de 
sacolas plásticas até o final de 2010, tendo como base o ano de 2009, 
quando foram produzidas 15 bilhões de sacolas no Brasil.
A meta foi ultrapassada, chegando a 33% de redução. De acordo com 
a coordenadora técnica da campanha no MMA, Fernanda Daltro, trata-se 
de um “resultado coletivo motivado pelo debate nacional sobre o consumo 
de sacolas plásticas”.

O número reúne as estimativas levantadas pelas três maiores redes 
de supermercado no País (Walmart, Pão de Açúcar e Carrefour), 
pelas cidades que baniram as sacolas voluntariamente, como Xanxerê (SC) e Jundiaí (SP) e pelo Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, da indústria do plástico.
Durante a campanha foram produzidos spots de rádio, filmes para TV 
e cinema e dois concursos culturais. Além disso, o uso de ecobags foi 
estimulado por vendas e distribuição gratuita. A rede Pão de Açúcar, 
por exemplo, vendeu 200 mil sacolas retornáveis em 2010, enquanto o Ministério do Meio Ambiente distribuiu outras 200 mil ecobags.
Já o Walmart criou o programa “Cliente Consciente Merece Desconto”, que oferece desconto de R$ 0,03 a cada cinco itens adquiridos e carregados em embalagem alternativa às sacolas plásticas, como sacolas retornáveis, caixas de papelão ou carrinhos de feira.
O Pão de Açúcar passou a oferecer pontos no cartão fidelidade aos clientes que recusarem sacolas plásticas e a empresa de produtos de higiene Kimberly-Clark incluiu alças às embalagens de papel higiênico, para que o consumidor não precise de uma sacola plástica para
carregar seu pacote.
Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis
Para o MMA, durante toda a campanha, reduzir o consumo de sacolas plásticas passou a ser consequência do debate promovido com a sociedade brasileira sobre o problema socioambiental causado pelo consumo excessivo de sacolas plásticas, bem como do engajamento 
dos consumidores e do setor varejista na causa.
Para a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo, ao mobilizar a sociedade brasileira em torno do 
consumo consciente de sacolas plásticas, “a campanha estimulou o pensamento crítico acerca de como consumimos e que impacto este consumo tem no meio ambiente e em nossa qualidade de vida. 
Provocou varejistas, industriais, o poder público em vários estados e municípios, e também consumidores, a encontrar soluções”.
A mobilização ainda atuou de forma convergente aos objetivos e compromissos do Brasil no Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis, ligado ao Processo de Marrakech, coordenado pelas Nações Unidas, do qual o País participa desde 2007 para apoiar e fortalecer iniciativas que promovam mudanças nos padrões 
de consumo e produção.
A campanha foi citada pela Consumers International em seu site como 
um bom exemplo de prática voltada para o consumo sustentável e 
colocou o Brasil no grupo de países que já estão fazendo algo para minimizar 
o impacto ambiental das sacolas plásticas.
“O ciclo de mudança dos padrões de produção e consumo no Brasil começou”, comemora Samyra. “Colocando o País em sintonia com os esforços internacionais e proporcionando aos brasileiros compartilhar 
a consciência ecológica coletiva”, completou.
Próximos passos
Com o pontapé inicial dado pela campanha, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) decidiu estipular metas de redução para o 
setor varejista, atingindo aproximadamente 76 mil estabelecimentos espalhados por todo País.
Trata-se de pacto setorial firmado com o MMA que prevê a redução em 30% das sacolas plásticas nas lojas de todo o País até 2013 e 40%
até 2014, tendo como base os números de produção de 2010, estimados em aproximadamente 14 bilhões.
Algumas redes de supermercados estabeleceram suas próprias metas, como o Walmart que pretende reduzir em 50% até 2013 e o Carrefour 
que deseja banir as sacolas plásticas em suas lojas até 2014. [MMA/EcoD]