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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Colosso Eólico




Uma turbina eólica de duzentos metros é grande demais? Imagine 24 delas funcionando e, até 2020, mais de 150 unidades. Conheça as gigantes turbinas E-126.
Elas estão instaladas em Emdem, na Alemanha, desde 2007. Mas há projeto para construção de 150 novas gigantes na usina eólica Markbygden da Suécia, em 2020.
A obra trás grandes soluções para problemas comuns em turbinas eólicas. Começando pelos valores, que poderiam construir esse gigante de 7.5MW ou três turbinas de 2MW que teriam manutenção bem maior. Os engenheiros da Enercom também pensaram muito para desenvolver a hélice de 126 metros de diâmetro: suas pás usam uma tecnologia especial que gera menos barulho e quase nada de turbulência.
Com 6 mil toneladas de peso, a E-126 também conta com um gerador bem no nariz da turbina. Ele utiliza dois rolamentos de movimento lento para regular a velocidade das pás. Com isso, o número de peças diminui e o custo de manutenção cai mais ainda. As pás tem um limite de 12 RPM (ou seja, uma volta a cada cinco segundos) o que reduz fortemente as chances de um pássaro ou morcego morrer ao ser atingido por ela.
Para comparação de potência, o Gizmodo  fez a conta: Angra 1 e Angra 2 geram 657 MW e 1300 MW, respectivamente. Já a futura usina eólica da Suécia vai gerar 4.000 MW limpinhos. Bem, Ministro, o Sr. queria rever essas obras não é? ou quem sabe também a real necessidade de construção de Belo Monte...


via Gizmodo

domingo, 17 de abril de 2011

Cidade suéca não tem resíduos sólidos


A cidade de Boras, Suécia, recicla a maior parte dos resíduos sólidos gerados pela poluição dos seus 64 mil habitantes. A poluição é tratada biologicamente ou transformada em biogás, para abastecer casas, estabelecimentos comerciais e uma frota de 59 ônibus da frota municipal.

Boras consegue ter o descarte de lixo quase nulo por conta de seus avanços na área de biogás.
“Produzimos 3 milhões de metros cúbicos de biogás a partir de resíduos sólidos. Para atender à demanda por energia, pesquisamos resíduos que possam ser incinerados e importamos lixo de outros países para alimentar o gaseificador”, explicou o professor de biotecnologia da Universidade de Boras, Mohammad Taherzadeh, num encontro internacional de acadêmicos na cidade de São Paulo.
O professor contou que o modelo atual de gestão de resíduos sólidos começou a ser adotado em meados de 1995 e ganhou mais força em 2002 com o estabelecimento de uma legislação que baniu a existência de lixões nos países da União Europeia.
“Começamos o projeto em escala pequena, que talvez possa ser replicada em regiões metropolitanas como a de São Paulo. Outras metrópoles mundiais, como Berlim e Estocolmo, obtiveram sucesso na eliminação de lixões. O Brasil poderia aprender com a experiência europeia para desenvolver seu próprio modelo de gestão de resíduos”, afirma o otimista professor.
Aqui, em dezembro de 2010, foi regulamentado o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos brasileiro. Sua meta é erradicar os lixões do país até 2015. Sabemos que metas não são o forte de nosso país, mas a gente espera um comprometimento ainda maior para o caso dos lixões.