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sábado, 12 de março de 2011

Big Brother Sustentável vai vigiar família 24 horas por dia


Família sueca e carro elétrico/Foto: SWU
Já falamos da família Lindell e seu desafio, mas cabem mais algumas informações. O desafio é viver quase completamente vigiado por câmeras durante 24 horas por dia, morando em uma casa ecológica da cidade de Estocolmo, na Suécia, e o mais importante, produzindo apenas uma tonelada de carbono (One Tone Life) por todo o ano.

O desafio é grande para os Lindell, família de classe média composta pelo pai, Niels, pela mãe Alicja, e os filhos Hannah e Jonathan, que, normalmente, consomem a cada ano cerca de seis ou sete toneladas de carbono.
Na conta do carbono da família entrará a comida consumida, as roupas, os móveis, e até celulares e outros eletrônicos que forem comprados ou usados indevidamente pelos participantes. Mas, de acordo com o papai Niels, até hábitos alimentares deverão ser mudados para atingir a meta estabelecida.
Família sueca a mesa/Foto: SWU
“O projeto se chama Vida de Uma Tonelada (One Tonne Life) e é um desafio para a família viver da forma mais climaticamente correta, reduzindo a pegada de carbono anual para o equivalente a uma tonelada de carbono por pessoa”, confirmou Niels Lindell.
A casa
A família terá uma ajuda significativa da casa ecológica construída especialmente para o projeto.
Janelas energeticamente eficientes, telhado, fachada e paredes triplas com painéis solares, superisolamento térmico, uma estação de reciclagem e lâmpadas de LED irão contribuir para o sucesso da tarefa. Deve sobrar eletricidade para alimentar até o carro que está na garagem da casa, um carro elétrico, é lógico!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Professor da USP propões transporte fluvial para a capital de SP


Você que foi viajar nesse carnaval, se passou pela capital paulista, com certeza ficou parado nas marginais. A gente já sabe que só construir pontes e mais pontes não dá muito certo. Então que tal parar de pensar nos rios só como um enfeite para as marginais? É isso que propõe o arquiteto e urbanista Alexandre Delijaicov.
Professor da USP, Alexandre pesquisou a origem das propostas de transportes fluvial na capital e criou um projeto que conta com 600 quilômetros de canais navegáveis, passando pelos rios Tietê, Pinheiros, Tamanduateí e pelas represas Billings, Guarapiranga e Taiaçupeba.
O arquiteto ainda lembra que “Onde hoje fica São Paulo, os portugueses encontraram aldeias indígenas interligadas pelos rios” então isso seria como voltar ao passado paulista.
O trânsito começou a dar errado com o prefeito Prestes Maia que governou de 1938 a 1945 e transformou canais em avenidas, como a 9 de julho e a 23 de maio. Com isso foram eliminados 4 mil quilômetros de riachos e córregos e o dobro de margens para o lazer. Se ele tivesse pensado (e já naquela época pesquisado em outras grandes capitais do mundo) poderia ter feito parques fluviais, como os de Paris, Londres e Amsterdã.
Delijaicov ainda diz que o investimento de 1 bilhão de reais já seria compensado pelo uso do sistema fluvial para transporte de entulho e lixo e que a coisa toda ficaria pronta em cerca de 20 anos. Prazo completamente aceitável para soluções urbanas, mas que no Brasil parece ser sempre mal visto pelos políticos em atuação que não querem gastar com algo que só dará resultados no mandato de outra pessoa.


quarta-feira, 9 de março de 2011

Puma do leste dos EUA é decretado como animal extinto



Depois de muito tempo na lista de ameaçados, o puma desapareceu completamente do leste estadunidense.
A informação foi passada pelo Fish and Wildlife Service (agência governamental que cuida da fauna silvestre). Ela avisou que não há mais nenhum deles nessa região e que os pumas que existem de Maine até a Carolina do Sul são de outras categorias.
Agora o Puma sai de uma lista que não é legal fazer parte, animais ameaçados, para a pior ainda: extintos.
 
 Será que um dia o homem não vai deixar que animais belos como esse deixem de existir? Va
mos guardar sua imagem na memória...

 :(

via ecoplanet

sexta-feira, 4 de março de 2011

Redes sociais ajudam a montar hortas coletivas


Aí você viu o post sobre a escola de Nova York que fez uma horta para alunos e pensou em fazer igual. Mas você quer juntar uma galera? Temos dois sites que vão te ajudar nisso.
Fazer uma horta é legal, mas não é tão simples. Que tal usar a internet para encontrar pessoas por perto que também querem colher seus legumes?
Essa é a ideia central de dois sites: We Patch e Landshare.
O primeiro é americano e reúne uma galera que procura bons locais para plantar e pessoas que oferecem esses locais. É só você se cadastrar e procurar onde fica o plantador ou parceiro mais próximo.
Já o segundo, inglês, é uma rede social de pessoas interessadas no cultivo e que buscam locais para fazer isso em grandes centros urbanos. Isso, segundo o criador Hugh Fearnley-Whittingstall, é a nova revolução na forma de nos relacionarmos com nossos alimentos.

Imagem Via Flickr

quinta-feira, 3 de março de 2011

Colégio de Nova York cria horta para alunos


null O colégio público do Brooklyn, Nova York, criou uma minifazenda orgânica para alunos para os incentivar, desde cedo, a cuidar de hortas comunitárias e ensinar o cuidado que devem ter com a natureza.
O projeto todo tem apoio do escritório Work AC e da Fundação Chez Panisse e serve para ensinar as crianças a cultivar seu próprio alimento (verduras, legumes e ovos) numa minifazenda orgânica totalmente integrada a escola: A atividade conta para o currículo escolar e a merenda utiliza o que é colhido.
“O cultivo da terra é capaz de unir as crianças e fazê-las trabalhar juntas numa conexão mais profunda do que o contato na aula”, diz a diretora da escola, Célia Kaplinsky. Ela ainda afirma que o envolvimento dos alunos em todas as fases da horta faz com que eles aprendam os valores de nutrição, comunidade e relação com a terra.
Outro ponto em que o projeto ajuda as crianças: Obesidade infantil, um problema muito sério nos Estados Unidos, que só pode ser combatida com uma alimentação saudável.
O projeto ainda está em testes, mas deve ser levado para outras escolas da região.

Embananagem – A triste empresa que resolveu embalar o que não precisava



Aí você quer levar uma banana pra escola ou pro trabalho e vê que não tem com que se preocupar, afinal ela tem casca e pode passear tranquilamente dentro da sua bolsa. Os publicitarios da Del Monte querem que você pare de pensar assim e resolveram embalar a já naturalmente embalada, banana.
É sério. Infelizmente.
Alguém da Del Monte vê vantagem em vender uma fruta perfeita (no que diz respeito a “embalagem natural conhecida como casca“) ,dentro de uma embalagem plástica. Eles justificam dizendo que só com essa embalagem “ecológica” o amadurecimento das bananas é perfeito e isso previni a distribuição de bananas fora do ponto.
Eu já acho errado ter que colocar os cachos em sacos plásticos pra passar nos caixas de alguns mercados… mas um saquinho pra cada fruta?! Del Monte, você se importa com o planeta que gera a fruta que você vende? Tem de ver isso aí.

via gizmodo

terça-feira, 1 de março de 2011

A melhor solução utópica para o trânsito


Os peixes nadam muito perto de outros peixes quando estão em cardumes, nunca batem e sempre estão nandando juntos. Como seria levar isso para ruas e avenidas? Seria mais ou menos assim, segundo os designers do OU.
Criação dos brasileiros da Dois pra Um, o OU é um projeto de carro elétrico que funcionaria de maneira parecida com o cardume: Todos com um carro assim andariam bem próximos e com toda a segunrança.
Os veiculos também seriam feitos para andar tanto na rua quanto em trilhos de trem e metrô (e já se carregarem enquanto estão nos trilhos).
O projeto já ganhou até prêmio internacional e espera ser desenvolvido até 2021.
Mas aí vem a parte utópica: Para funcionar, todos teriamos que ter o mesmo modelo de carro; avenidas, estradas e ruas teriam que ser recriadas para entrar no projeto; trilhos de metrô e trem também teriam que ser reformados. Entre outros pontos que, pra mim, não se encaixam na realidade.
Não que eu seja pessimista: Eu acredito que os carros elétricos vão ser bem aceitos no nosso país, mas precisamos de modelos que se adaptem a nossa realidade, não um que necessite de uma mudança total (gerando altos custos) para funcionar.
 
 

Escolas feitas de garrafas PET

Illac Diaz é um filipino que não gosta da falta de escolas em algumas províncias do seu país, então ele pensou num jeito fácil e barato de construir locais para as crianças terem acesso a informação. Foi assim que ele fundou o Bottle School.
Utilizando garrafas PET usadas, o Bottle School pretende construir escolas por todos os locais onde uma unidade seja necessária. A primeira, em San Pablo, já está pronta.
As garrafas que vão na parede são preenchidas com adobe líquido, uma mistura de terra crua, água e fibras naturais, para dar a consistência. Diaz diz que esse material ainda é três vezes mais forte que cimento.

O projeto teve ajuda da My Shelter Foundation (Fundação Meu Abrigo) que fez uma corrida beneficente para coletar garrafas para a obra. Além, claro, de voluntários que ajudaram na construção erguida no terreno doado pelo governo local.

via planeta sustentável

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Máquina de reciclar celulares


Como se livrar de um celular velho que você não usa mais e nenhum de seus conhecidos quer, de forma rápida? Com o EcoATM isso será muito fácil.
Como visto no vídeo: Você coloca seu celular na máquina e ela o escaneia para detectar qual aparelho é. Depois disso, pluga um cabo para testar as condições de funcionamento do aparelho. Com tudo isso ela calcula o valor do celular que vai ser oferecido como dinheiro ou crédito, mas você pode doa-lo também.


Já existem 11 máquinas 
como essa nos EUA. Elas conseguem identificar uma inifinidade de aparelhos e detectar problemas de “lataria” e de software para passar um valor de acordo com o estado do aparelho.
Caso isso venha para o nosso país, seria interessante ter um “filtro” contra os celulares-clones-MPtudo da China.

via ecoplanet


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Tribo Awá-Guajá pode desaparece

Uma das poucas tribos amazônicas que ainda sobrevivem nos costumes indígenas, a Awá-Guajá, pode desaparecer por conta do desmatamento da floresta causado pela chegada de colonos.
Isso é o que aponta o relatório que a ONG Surival Internatiol teve acesso. Segundo a organização (que defende a preservação dos índios) a região da selva que a tribo habita é o território indígena que mais sofreu com o desmatamento em 2009, último ano de registro.
A região sofreu com a chegada de colonos e madeireiros que fazem a poda ilegal sem nenhuma ação das autoridades que, segundo a ONG, sabem do problema.
A tribo habita três dos cinco territórios que mais foram afetados pelo destamentos, chegando a 31% de desmatamento em sua superfície. A ONG ainda diz que 360 membros da tripo já tiveram contato com a civilização, mas ainda existem até 100 índios que vivem isolados e não querem perder a terra para o desmatamento.
A ONG usa palavras fortes como “genocídio” para descrever a situação já que, por conta da situação, animais que são caça da tribo estão desaparecendo.
“Uma tragédia está se desenvolvendo diante dos nossos olhos devido ao completo fracasso das autoridades brasileiras”, declarou Stephen Corry, diretor da Survival International.
Esperamos que a FUNAI e o IBAMA tomem as devidas atitudes evitando tragédias.

Imagem: Cerimônia de “Ohó iwa-beh” (em português “viagem para o céu”), dos Índios Awá-Guajá nas Terras Indígenas Alto Turiaçu e Caru, no Maranhão.





sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Peixe americano evolui em 50 anos



Esse peixe aí na foto é um “bacalhauzinho” que sofria com as toxinas do rio Hudson (EUA). Isso até pouco tempo atrás, 50 anos, pois agora pesquisadores descobriram que ele “se adaptou” às toxinas.
Issac Wirgin, professor de medicina ambiental da Escola de Medicina de New York, comenta que a evolução do peixe foi muito rápida. Ele foi o autor do estudo publicado na versão on-line da revista “Science” dizendo que a variação de um gene garantiu ao peixe uma resistência ao bifenipoliclorado (PCB), uma substância tóxica e cancerígena.
Agora o peixe consegue acumular grandes quantidades da química industrial sem ficar doente por isso. O rio tem relatos dessa substância desde 1947 e os especialistas ainda querem entender como o peixe se adaptou ao problema.
Os pesquisadores ainda alertam: como o peixe não morre mais por conta da substância, os animais que se alimentam dele podem ter sido contaminados pela toxina, criando um risco para toda a cadeia alimentar – que pode ir até os humanos.
É bom lembrar que, já diria Darwin, o animal não se adapta propositalmente para sobreviver no ambiente, mas sim, provavelmente o que ocorreu foi a sobrevivência daqueles que tinham o gene resistente e a morte dos que não o tinham. Mas… essa variação resistente apareceu durante os 50 anos?
via ecoplanet

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Transmissão de doenças pela água pode subir por conta do aquecimento global


O aquecimento global nem tenta se passar por “mocinho”. A cada ano, estudos e mais estudos mostram sempre um novo problema que ele nos traz. Agora foi a vez de cientistas americanos, reunidos na Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS) em Washington, alertarem para o aumento da exposição de pessoas a doenças transmitidas pela água procedente de oceanos, lagos e ecossistemas costeiros. Segundo eles, o impactor será sentido em alguns anos.
Os cientistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa) informaram que, por conta do aquecimento global, os ambientes marinhos e de água doce ficaram mais suscetíveis à proliferação de algas tóximas, dessa forma, micróbios e bactérias nocivas à saúde podem se multiplicar mais fácil.
Numa pesquisa da Noaa, foram feitos modelos de oceanos e do clima para prever o efeito nas florações de Alexandrium catenella, produtora da tóxica “maré vermelha”, que pode se acumular em mariscos e causar paralisia e levar humanos a morte, caso comam moluscos contaminados.
Stephanie Moore, que trabalhou no estudo, avisa que “As projeções indicam que no fim do século 21, as florações podem começar até dois meses antes no ano e persistir um mês depois, em comparação com o período atual, de julho a outubro (…) As mudanças na temporada de floração das algas nocivas parecem iminentes. Esperamos um aumento significativo em Puget Sound (na costa do estado americano de Washington, onde foi feito o estudo) e ambientes similares em situação de risco dentro de 30 anos, possivelmente na próxima década”.
Outro estudo, da Universidade da Geórgia, diz que a areia do deserto, rica em ferro, estimula o crescimento de Vibrios, quando depoistada nos oceanos. O grupo de bactérias Vibrios pode causar gastrointerites e doenças infecciosas em humanos. E, de acordo com registros de chuvas da África ocidenta, a quantidade dessa areia no mar aumentou nos últimos 30 anos e tende a continuar aumentando.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Restaurante de Porto Alegre cria adega que consome menos energia


Uma das bebidas mais cultuadas no mundo todo é o vinho. Então a Lavaca criou um modelo de adega que consome menos energia.
A Lavaca é uma especialista em adegas personalizadas e desenvolveu essa adega para o restaurante Calamares, em Porto Alegre. A capacidade da adega é para mais de 600 garrafas conservadas com o sistema de refrigeração “Green Squall”, criado com componentes importados que não utilizam os pistões dos sistemas convencionais. Ele substitui isso por gás, fazendo a refrigeração ficar mais homogênea.

Com essa mudança de componentes, a empresa afirma que a energia é 30% menor do que as adegas convencionais. A fabricante também diz que o ruído interno também foi reduzido (para 50%). E toda iluminação da adega é feita por lâmpadas LED, para garantir ainda menos consumo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Todos os olhos na Serra da Gandarela 

(ou Serra do Gandarela)


Ambientalistas e participantes de movimentos sociais apresentaram aos universitários da Faculdade de Ciências Biológicas da UFMG um dossiê sobre o andamento das atividades para futura exploração mineral da Serra da Gandarela (Ou Serra do Gandarela).

Anunciada como um investimento apoiado pelo então governador Aécio Neves, a exploração de minério de ferro na Serra da Gandarela pela Cia. Vale deve custar mais de 4 bilhões de reais. Os ambientalistas, integrantes do Conlutas e do Movimento pelas Serras e Águas de Minas, criticaram a postura do governo em apoiar o empreendimento, já que a obra nem sequer recebeu ainda aval do Copam (Conselho Estadual de Política Ambiental), não tendo sido realizados estudos aprofundados sobre os impactos ambientais, sociais, arqueológicos e históricos.

A Serra da Gandarela (Serra do Gandarela), localizada entre Rio Acima, Santa Bárbara, Caeté e Ouro Preto (próximo à Serra de Catas Altas – outro refúgio ecológico), é um dos últimos remanescentes intactos do Quadrilátero Ferrífero. Nela são encontradas biomas como Mata Atlântica, Cerrado e ainda a vegetação de canga, típica de locais onde há minério. Esse tipo de vegetação, por causa do interesse econômico na exploração do minério de ferro, corre risco de desaparecer sem que sua biodiversidade seja conhecida e mapeada.

 foto: Leandro Durães


Outra questão preocupante, repetida diversas vezes pelos ambientalistas que conduziram a palestra, é o fato de que “onde há minério, há água”. Na Serra da Gandarela nascem importantes mananciais que abastecem as bacias do Rio Doce e do São Francisco. Os impactos da mineração sobre esses mananciais serão irreversíveis e não se sabe o que pode acontecer até mesmo com o fornecimento de água para Belo Horizonte.

Segundo o jornalista Gustavo Gazzinelli, do Movimento pelas Serras de Águas de Minas, a Serra da Gandarela é a mais significativa fonte de água limpa do Alto rio das Velhas, especialmente a montante da captação de Bela Fama, isto é, antes ou acima dela. A margem esquerda, por causa das atividades das minas do Pico (de Itabirito), Tamanduá, Capitão do Mato, Mar Azul e Capão Xavier, sofre uma redução do número de nascentes. E são exatamente essas águas do Velhas, da captação de Bela Fama, a principal fonte de abastecimento da cidade: 60% da água que abastece Belo Horizonte e cerca de 45% da água que abastece a Região Metropolitana.

 foto: Leandro Durães


Com a exploração da Mina Apolo, haverá uma barragem de rejeitos e uma pilha de estéril que devem afetar permanentemente a Serra da Gandarela. São 1800 hectares de obra (1800 campos de futebol)! A informação ainda não é oficial; aliás muito pouco se sabe sobre a obra porque a empresa mantém sigilo e pouco se manifesta. Na edição 54 da Revista do Projeto Manuelzão há mais detalhes sobre a obra, mas também nenhum pronunciamento daVale, que se negou a dar esclarecimentos mais aprofundados.

Água
O que se colhe aqui e acolá é que, com a Mina Apolo, a Vale quer garantir a continuidade de sua produção de minério de ferro, substituindo suas outras minas em Minas Gerais que já estão se esgotando: duas em Itabirito e a mina de Brucutu, em Barão de Cocais. O problema, segundo os ambientalistas, é garantir investimentos às custas de destruir fontes de recarga de água que já foram classificadas como “água tipo especial” e “água tipo 1”, ou seja, a água mais pura e limpa que existe.


O risco que se corre com a exploração do Quadrilátero Ferrífero até a sua exaustão é acabar com esses mananciais, que podem ser considerados patrimônios das "Minas de Águas Gerais", apelido que tem sido dado ao Estado pelos amantes de sua natureza .









 1 - Cristal de Água de um rio poluído.

 





 2 - Cristal de Água da nascente do último rio limpo do Japão

A água que se bebe na cidade já se encontra altamente clorada. Alguns abastecimentos de Minas já vem de parte poluída do Rio das Velhas que é submetido a um processo de desinfecção. Outros, que bebem água mineral, mal sabem como é o processo de retirada e envase dessa água. Aquela “água direto da fonte”, é muitas vezes uma fonte subterrânea, que é perfurada. Ali sai uma água quente que é resfriada. Que tipo de vida há nessa água que se bebe? (ou falta de vida?)

Essa água, como a água da Serra da Gandarela, que sai diretamente de nascentes, pura das raízes das plantas, filtrada pela terra, é um tipo de água incomum, que poucos hoje em dia tem a oportunidade de beber.








1- Cristal de água de lago poluído.    



 






 2- Cristal de água do gelo da Antártida










  
  1 - Água de torneira.

 




  2 - Água da Fonte.



  (A palestra mostrou ainda as ruínas que são encontradas na Gandarela. Ali era caminho de tropeiros que iam de Ouro Preto a Santa Bárbara, num dos trechos mais importantes da Estrada Real, único local de passagem da Serra do Espinhaço, conhecido como Bocaina. Animais como lobo-guará e pássaros silvestres também são encontrados. Enfim, um patrimônio não mapeado que corre risco, já que a obra da Mina Apolo já foi abraçada praticamente como coisa garantida pelo Governo do Estado, sem ter sequer ainda passado pelo processo regular de licenciamento. No ano passado, a Vale tentou licenciar a obra de forma fracionada para facilitar o processo, pleiteando um tipo de licença simplificado, a AAF- Autorização Ambiental de Funcionamento. Só que isso é ilegal. Uma obra desse porte precisa obter a licença nos moldes regulares: licença prévia, licença de operação, licença de instalação. A sociedade precisa ficar de olho.)

A questão do emprego

Sempre que se fala em investimentos, o que mais conta para a adesão popular a uma obra com impactos ambientais graves é a geração de empregos e o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) do Estado.

O que está cada vez mais claro em Minas Gerais, segundo alguns estudiosos do assunto, é que nem sempre o desenvolvimento que a mineração traz é um desenvolvimento sustentável. Cidades inteiras como Itabira são dependentes da exploração mineral, e quando a mina se esgota, a cidade, que se tornou mono-industrial, não tem alternativa de sobrevivência.

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Impactos sociais: 
inchaço de gente, de homens, o que aumenta violência e criminalidade;

 foto: Leandro Durães


Impactos ambientais: 
exaustão do lençol freático, poluição com a criação de uma barragem de rejeitos repleta de metais tóxicos, supressão da vegetação tanto na área da mina como em áreas do entorn. As siderúrgicas usam carvão, muitas vezes de mata nativa ou de plantações de eucalipto, para aquecer os auto-fornos. O fornecimento de lenha para siderúrgicas é a principal causa do desmatamento no Estado de Minas Gerais (e também do efeito estufa que acontece por causa da queima desse carvão);


 foto: Leandro Durães


 Impactos estruturais: 
Dependência permanente da empresa que depois sai e deixa a cidade sem rumo.
Ao problema das cidades mono-industriais, dependentes de uma empresa apenas, segue-se portanto a poluição e o baixo retorno em termos financeiros para a cidae que abriga a indústria minerária. O repasse do royaltie que é cobrado das empresas para beneficiar os municípios é ridículo se comparado aos impactos ambientais e sociais gerados pela mineração na cidade.

 foto: Leandro Durães


Esse royaltie (uma espécie de imposto de nome Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais - CFEM) - cai num fundo único, demora pra chegar na cidade e é a menor taxa sobre mineração do mundo. As empresas pagam menos de 3% sobre o valor do seu faturamento líquido (ou seja, menos de 3% de seu lucro). Austrália, Canadá, todos os países onde se minera tem taxas maiores. Não é a toa que as grandes empresas continuam querendo investir no Brasil, mesmo com as jazidas mais ricas de minério se acabando (hematita) e sobrando só um tipo de minério menos concentrado.
Mais uma vez o setor minerário vem com o antigo argumento que a mineração traz a redenção financeira para os pequenos municípios.
Um exemplo é Sarzedo, um pequeno município que vive da atividade mineradora, cujo o benefício foi mínimo para a cidade, que continua empobrecida e dependende de ajuda econômica federal.
Brumadinho também tem uma vocação de mineração, mas hoje tem diversificado entre o turismo ecológico, lá em Inhotim, visitado por turistas do mundo inteiro.
Outras cidades que viveram da mineração, como Igarapé, entre outras, as quais continuam empobrecidas e vendo os seus jovens buscando alternativa em Belo Horizonte.

 foto: Leandro Durães

E colabore com o movimento assinando a petição para a criação do Parque Nacional Serra Gandarela em: http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dFo1RHpPSGxncTUzR0p4eFd4NlBXOVE6MA


via Coluna Meio Ambiente

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Riscos em 2011: 

Perda da Biodiversidade

Até a morte dos dinossauros, a terra não tinha sofrido uma perda tão rápida de plantas, animais, e de ecossistemas. Nossa destruição da natureza podia ser ainda maior do que nossas emissões de gases de efeito estufa.

(foto: Shutterstock)


Sob a ameaça

Os corais de recifes contêm uma biodiversidade incrível, mas estão ameaçados pela exploração excessiva, pela mudança de clima, e pelo turismo. Se desaparecessem, 
152 bilhões de dólares de receitas anuais iriam com eles.


O Ano Internacional da Biodiversidade das Nações Unidas (NU) começou mal. "Nós falhamos miseravelmente", Jean-Christophe Vie, da União Internacional para a Conservação da Natureza, disse a Reuters, lamentando-se sobre a falha das NU em retardar a taxa de extinção de plantas e animais em 2010.

As NU acreditam que há uma perda de três espécies por hora para a urbanização, desflorestamento, pesca excessiva, mudança de clima e espécies invasoras. E não é apenas sobre o “selvagem”. Os habitats humanos, como as fazendas, estão igualmente ameaçados.


A biodiversidade descreve como todas as formas de vida - bactérias, insetos, e grandes animais - interagem para providenciar “serviços vitais do ecossistema” como o alimento, a água doce, a medicina, a madeira, e a recreação. Do plâncton microscópico que alimenta os peixes que nós comemos às plantas que fornecem a cura para a malária e o câncer, a perda da biodiversidade afeta a todos nós.

Infelizmente, de acordo com o relatório do Fórum Econômico Mundial (FEM) dos Riscos Globais 2010, 60 por cento dos serviços do ecossistema do planeta foram degradados nos últimos 50 anos. “O caminho previsível de tendências de crescimento demográfico e de consumo prenunciam o mal,” conclui o relatório.

E como descobriu a maioria das vítimas pobres do tsunami asiático em 2004, a degradação do ecossistema pode ter conseqüências catastróficas. Décadas de desflorestamento dos manguezais os deixaram indefesos.

A perda da biodiversidade custa dinheiro assim como vidas, diz o relatório: entre 2 e 4.5 trilhões de dólares em 2008. De acordo com outro relatório do FEM, “Biodiversidade e Risco de Negócios”, vai além de custos econômicos - aproximadamente 1.7 trilhões de dólares - que a Stern Review calcula resultará das emissões de gases de efeito estufa do mesmo ano.

Em 2007, o colapso de colônias de abelhas indicou que as safras não foram polinizadas e assim a agricultura dos E.U.A. perdeu 15 bilhões de dólares. A agricultura industrial já reduziu a diversidade das colheitas. Isto, por sua vez, reduz a habilidade das safras de se adaptarem às pragas, doenças ou mudanças climáticas, deixando assim a cadeia alimentar mais vulnerável. Se os corais de recifes desaparecessem, 152 bilhões de dólares de receitas anuais iriam com eles.

Uma resposta é avaliar propriamente os serviços do ecossistema e a diversidade de espécies: pagar nosso débito com a natureza pagando as pessoas para protegê-la. A iniciativa REDDF (Reduzir Emissões do Desflorestamento e da Degradação da Floresta) operaria neste sentido pagando aos países que possuem florestas para não cortar suas árvores.

Artigos relacionados


"Impulsionar a biodiversidade impulsiona a economia global", o Programa de Meio Ambiente das NU declarou. Agora o desafio é persuadir os negociantes, políticos e o público que nada da natureza vem de graça.

Editor: James Tulloch
via Allianz Knowledge Brasil

Publicidade sustentável


Criativos e divertidos, anúncios publicitários atentam para diversos problemas, ligados a sustentabilidade – como a destruição das matas, aquecimento global e a emissão de CO2 na atmosfera. Confira, a seguir, algumas dessas peças.



"Moda faz mais vítmas do que você pensa" (WWF)


O impacto das toalhas de papel (WWF) 



Outdoor 
com dezenas de ar mostra pessoas fugindo de uma enchente





"Antes que seja tarde demais" (WWF)


"Você não pode ser lento em uma emergência. Aja agora pelo planeta" (WWF)



Campanha para questionar o uso de animais em explorações comerciais (
SAFE)



"Sua grama é burra. Regue dois minutos a menos que ela nem perceberá"


Campanha "engorda" produtos para calcular o consumo de energia dos aparelhos


"Use a eletricidade com sabedoria" - (Eskom, empresa de energia da África do Sul) 


Movimento solar em anúncio mostra o aquecimento global e o aumento dos níveis oceânicos


"Veja quanto monóxido de carbono você deixará de emitir se não dirigir por um dia"


Mundo afetado pelo aquecimento global com o Cristo Redendor e Nova York debaixo d'água (Diesel)