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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Os alimentos transgênicos devem ser liberados?

SAÚDE


DEBATE

Os alimentos transgênicos devem ser liberados?

A polêmica que gira em torno dos Organismos Geneticamente Modificados (OGM) existe há anos. A maior discussão se concentra nos alimentos transgênicos: frutas e legumes que foram modificados em laboratório e carregam um gene que não lhes pertence. Eles devem ser liberados?


SIM
Plantações geneticamente modificadas podem criar resistências a, por exemplo, pragas e geada. Assim, a perda de alimentos seria menor, beneficiando a economia. Se as lavouras têm produção estável e em maior escala, os transgênicos poderiam até ser uma arma no combate à fome, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação)

Os alimentos geneticamente modificados são capazes de ajudar a fortalecer as defesas do organismo. Para isso, produtos como iogurtes podem ser fabricados com genes específicos, que têm comprovadamente a capacidade de estimular o nosso sistema imunológico assim que são ingeridos. Dessa forma, o risco de doenças pode ser reduzido

Algumas plantas modificadas podem ser utilizadas na fabricação de vacinas. Pesquisa da Universidade de Brasília mostrou que a alface transgênica pode ser usada na criação da vacina contra a dengue. A fórmula transgênica é muito mais barata do que a convencional e é aplicada no paciente via oral ou nasal - boa notícia para quem tem medo de agulha

Os transgênicos podem garantir uma nutrição muito melhor para aqueles que os consomem. É o caso do "arroz dourado", criado na Ásia em 1999: o grão geneticamente modificado passou a produzir vitamina A, um nutriente importante que é encontrado em algumas frutas, verduras, fígado e óleo de fígado de bacalhau - alimentos de que poucos gostam

NÃO
Ãs alimentos transgênicos podem ter efeito contrário ao previsto pelos seus criadores. Por serem resistentes a pragas e doenças, há o risco de fortalecerem essas ameaças. Um fungo que se alimenta de plantas modificadas, por consequência, pode se tornar imune ao pesticida - o que levaria a um uso ainda maior de veneno, provocando reação em cadeia e danos ambientais

Alguns órgãos de proteção ao meio ambiente, como o Greenpeace, são fortemente contrários aos transgênicos. A ONG afirma que os testes realizados antes de sua plantação não foram rigorosos o suficiente para se ter certeza de que são seguros. E podem ocasionar a perda de biodiversidade por causa da contaminação de sementes naturais por outras modificadas

Com o consumo dos transgênicos, há um grande aumento nos casos de alergia. Não existe aviso algum nas embalagens dos produtos e o sujeito pode levar para casa um alimento geneticamente modificado sem saber. Assim, se uma pessoa tem intolerância a batatas e come uma alface modificada, sem saber que há, por exemplo, gene de batata nela, terá uma reação

Algumas plantas foram geneticamente modificadas para serem utilizadas na área de saúde (na produção de vacinas, por exemplo). Porém há o risco de a natureza agir: o pólen dessas plantas pode "cruzar" com frutas e verduras dedicadas ao consumo. Desse modo, produtos que seriam usados apenas para alimentação podem ser contaminados por elementos químicos

FONTES Sites UOL, Folha, Veja, G1, Greenpeace, FAO e planalto.gov.br



quinta-feira, 3 de março de 2011

Colégio de Nova York cria horta para alunos


null O colégio público do Brooklyn, Nova York, criou uma minifazenda orgânica para alunos para os incentivar, desde cedo, a cuidar de hortas comunitárias e ensinar o cuidado que devem ter com a natureza.
O projeto todo tem apoio do escritório Work AC e da Fundação Chez Panisse e serve para ensinar as crianças a cultivar seu próprio alimento (verduras, legumes e ovos) numa minifazenda orgânica totalmente integrada a escola: A atividade conta para o currículo escolar e a merenda utiliza o que é colhido.
“O cultivo da terra é capaz de unir as crianças e fazê-las trabalhar juntas numa conexão mais profunda do que o contato na aula”, diz a diretora da escola, Célia Kaplinsky. Ela ainda afirma que o envolvimento dos alunos em todas as fases da horta faz com que eles aprendam os valores de nutrição, comunidade e relação com a terra.
Outro ponto em que o projeto ajuda as crianças: Obesidade infantil, um problema muito sério nos Estados Unidos, que só pode ser combatida com uma alimentação saudável.
O projeto ainda está em testes, mas deve ser levado para outras escolas da região.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Um fungo está destruindo bananas ao redor do mundo


Tropical 4, um fungo que nasce do solo, e que vem destruindo plantações de banana ao redor do mundo. Ele mata a planta e faz as bananas cheirarem a lixo. Espera-se que esse fungo atinja a América Central e talvez a América do Sul.
Há milhares de tipos de bananas no mundo, mas apenas uma delas representa 99% do mercado de exportação de bananas, as do subgrupo Cavendish (como a nossa banana nanica). As bananas Cavendish dominam o mercado de exportação porque eles dão aos agricultores “um alto rendimento de frutos saborosos que podem suportar viagens através dos oceanos sem amadurecer muito rápido ou se danificar muito fácil”.

Porém, temos um problema. Ao confiar unicamente na banana Cavendish (e clones dessa espécie), uma doença pode devastar toneladas de bananas sem muito esforço. A Tropical 4 é essa doença, e já está devastando bananas Cavendish na Ásia e Austrália com jornais ao redor do mundo chamando o fungo de “HIV das plantações de banana”.
O que é engraçado é que a Cavendish já veio para substituir outra banana (a Gros Michel) nos anos 50 porque a outra havia sido contaminada com o mal-do-panamá. A história está se repetindo, mas dessa vez os cientistas estão trabalhando arduamente para tentar salvar nossas bananas.
Os engenheiros da EMBRAPA vêm estudando esse fungo e, no começo do ano passado, desenvolveram um método de diagnóstico que reduz de 4 meses para menos de um dia o tempo de diagnóstico da doença, o que é vital em caso de necessidade de isolamento de áreas infectadas e erradicação de pomares. Vamos torcer para que as pesquisas para a erradicação do fungo consigam evoluir mais rápido do que a própria doença. [New Yorker/Gizmodo]

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Meditação é tão eficaz contra depressão quanto remédios, diz pesquisa



Outro estudo já havia sugerido que a técnica é tão eficaz quanto os remédios / Foto: Mitchell Joyce
Um tipo de meditação é tão eficaz em evitar a recaída dos portadores de depressão quanto antidepressivos, revelou um estudo publicado no início de dezembro pela Archives of General Psychiatry.
A pesquisa foi feita pelo Centro de Saúde Mental e Dependência (CAMH, na sigla em inglês), no Canadá, em parceria com o Departamento de Psiquiatria do St Joseph’s Healthcare, a Universidade de Toronto e Universidade de Calgary, todas também no país.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram pacientes tratados inicialmente com o medicamento até o desaparecimento dos sintomas da doença e, posteriormente, separados em três grupos.
O primeiro continuou com a medicação tradicional, o segundo seguiu tomando placebos e o terceiro adotou a Psicoterapia Cognitiva Baseada na Atenção Plena (MBCT, na sigla em inglês).
Aqueles que seguiram a técnica participavam de oito sessões em grupo semanais e praticavam a meditação em casa, como parte do tratamento.
As avaliações clínicas foram realizadas em intervalos regulares e durante um período de 18 meses de estudo as taxas de recaída dos pacientes no grupo com a MBCT não diferiram dos índices de pacientes que receberam antidepressivos (ambos na faixa de 30%).
Por outro lado, 70% dos pacientes que receberam placebos voltaram a apresentar sintomas da depressão.
Opção de tratamento
De acordo com o diretor do Departamento de Terapia Cognitiva da CAMH, Dr. Zindel Segal, muitos pacientes com depressão interrompem o tratamento com medicação antes do período indicado devido aos efeitos colaterais ou à indisposição de tomar um remédio durante anos.
“Com o reconhecimento crescente de que a depressão é um transtorno recorrente, os pacientes precisam de opções de tratamento para prevenção da doença e, assim, voltarem às suas vidas”, disse o Dr. Segal. Com isso, a Psicoterapia Cognitiva Baseada na Atenção Plena torna-se uma opção eficiente de tratamento em longo prazo.
Ainda de acordo com Segal, a terapia é uma abordagem não farmacológica que ensina como controlar as emoções para que o paciente possa monitorar possíveis desencadeadores de recaídas, bem como adotar mudanças de estilo de vida favoráveis ao equilíbrio do humor.
“As implicações destes resultados tem relação direta com o tratamento de linha de frente da depressão. Para esse grupo considerável de pacientes que estão relutantes ou são incapazes de tolerar o tratamento de manutenção, a MBCT oferece proteção igual contra a recaída”, afirma o Dr. Zindel Segal.
Essa não é a primeira vez que os benefícios da meditação no combate à depressão são comprovados cientificamente. Outro estudo, publicado em Londres, em 2008, sugere que a mesma técnica pode ser tão eficiente quanto os antidepressivos na prevenção de recaídas e mais eficaz na melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
Além disso, a MBCT é uma alternativa de baixo custo se comparada com as drogas antidepressivas. Ao contrário da maioria das terapias psicológicas, a MBCT pode ser ensinada em grupos por um único terapeuta, e os pacientes podem continuar a praticar as habilidades que aprenderam em casa, sozinhos.
Muitos dos exercícios realizados durante o estudo foram baseados em técnicas de meditação budista e ajudaram o indivíduo a focar no presente, em vez de dedicar a atenção a acontecimentos passados, ou a tarefas futuras.
Os exercícios impactaram de forma diferente cada paciente, mas muitos relataram maior aceitação e mais controle sobre os pensamentos e sentimentos negativos. [EcoD]