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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Satélites registram o menor nível de gelo no ártico em 30 anos




O Centro Nacional de Dados da Neve e Gelo, NSIDC, revelou um estudo preliminar de novas imagens registradas por satélites que apontam o nível mais baixo do gelo ártico desde que começou a ser medido, em 1979.
Desde então, apenas em 2007 o degelo chegou num limite tão alarmante, que pode ser atingido e ultrapassado neste ano. A medição do dia 9 diz que o gelo está cobrindo apenas 4,33 milhões de quilômetros quadrados.
Segundo os cientistas, o gelo no oceano Ártico fica menor a cada mês.  Durante o verão do hemisfério norte, porém,  a velocidade é reduzida por conta da redução no aquecimento global, dizem os pesquisadores.
Em outubro o NSIDC irá divulgar um relatório completo sobre o degelo e suas possíveis causas.

Via Folha | Imagem: Flickr/stephenuk

segunda-feira, 21 de março de 2011

Cidade de São Paulo recebe nova frota de ônibus movidos por etanol


A maior frota de ônibus do Brasil e uma das maiores do mundo, São Paulo, tem 15 mil ônibus circulando pelas ruas. Agora ela vai ser a primeira do país a ter “busões” movidos a etanol.
No começo, em maio, serão 50 unidades rodando com o novo combustível. “Isso significa uma redução de 50% das emissões em relação ao movido a diesel.”diz o assessor de assuntos ambientais da Secretaria de Transportes, Márcio Schettino. Ele também informa que, aparentemente, o Brasil será o segundo país a ter essa tecnologia “Só temos notícia de transporte público movido a etanol na Suécia.”
Vale lembrar que desde fevereiro a capital paulista já conta com mais de mil ônibus que utilizam 20% de biodiesel no tanque.


via planeta sustentável

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Riscos em 2011: 

Perda da Biodiversidade

Até a morte dos dinossauros, a terra não tinha sofrido uma perda tão rápida de plantas, animais, e de ecossistemas. Nossa destruição da natureza podia ser ainda maior do que nossas emissões de gases de efeito estufa.

(foto: Shutterstock)


Sob a ameaça

Os corais de recifes contêm uma biodiversidade incrível, mas estão ameaçados pela exploração excessiva, pela mudança de clima, e pelo turismo. Se desaparecessem, 
152 bilhões de dólares de receitas anuais iriam com eles.


O Ano Internacional da Biodiversidade das Nações Unidas (NU) começou mal. "Nós falhamos miseravelmente", Jean-Christophe Vie, da União Internacional para a Conservação da Natureza, disse a Reuters, lamentando-se sobre a falha das NU em retardar a taxa de extinção de plantas e animais em 2010.

As NU acreditam que há uma perda de três espécies por hora para a urbanização, desflorestamento, pesca excessiva, mudança de clima e espécies invasoras. E não é apenas sobre o “selvagem”. Os habitats humanos, como as fazendas, estão igualmente ameaçados.


A biodiversidade descreve como todas as formas de vida - bactérias, insetos, e grandes animais - interagem para providenciar “serviços vitais do ecossistema” como o alimento, a água doce, a medicina, a madeira, e a recreação. Do plâncton microscópico que alimenta os peixes que nós comemos às plantas que fornecem a cura para a malária e o câncer, a perda da biodiversidade afeta a todos nós.

Infelizmente, de acordo com o relatório do Fórum Econômico Mundial (FEM) dos Riscos Globais 2010, 60 por cento dos serviços do ecossistema do planeta foram degradados nos últimos 50 anos. “O caminho previsível de tendências de crescimento demográfico e de consumo prenunciam o mal,” conclui o relatório.

E como descobriu a maioria das vítimas pobres do tsunami asiático em 2004, a degradação do ecossistema pode ter conseqüências catastróficas. Décadas de desflorestamento dos manguezais os deixaram indefesos.

A perda da biodiversidade custa dinheiro assim como vidas, diz o relatório: entre 2 e 4.5 trilhões de dólares em 2008. De acordo com outro relatório do FEM, “Biodiversidade e Risco de Negócios”, vai além de custos econômicos - aproximadamente 1.7 trilhões de dólares - que a Stern Review calcula resultará das emissões de gases de efeito estufa do mesmo ano.

Em 2007, o colapso de colônias de abelhas indicou que as safras não foram polinizadas e assim a agricultura dos E.U.A. perdeu 15 bilhões de dólares. A agricultura industrial já reduziu a diversidade das colheitas. Isto, por sua vez, reduz a habilidade das safras de se adaptarem às pragas, doenças ou mudanças climáticas, deixando assim a cadeia alimentar mais vulnerável. Se os corais de recifes desaparecessem, 152 bilhões de dólares de receitas anuais iriam com eles.

Uma resposta é avaliar propriamente os serviços do ecossistema e a diversidade de espécies: pagar nosso débito com a natureza pagando as pessoas para protegê-la. A iniciativa REDDF (Reduzir Emissões do Desflorestamento e da Degradação da Floresta) operaria neste sentido pagando aos países que possuem florestas para não cortar suas árvores.

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"Impulsionar a biodiversidade impulsiona a economia global", o Programa de Meio Ambiente das NU declarou. Agora o desafio é persuadir os negociantes, políticos e o público que nada da natureza vem de graça.

Editor: James Tulloch
via Allianz Knowledge Brasil