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sexta-feira, 25 de março de 2011

Derramamento de petróleo atinge 20 mil pinguins em extinção

Autoridades estimam que cerca de 20 mil pinguins de espécie ameaçada de extinção foram atingidos pelo óleo
Foto: AP

Um grande derramamento de petróleo de um cargueiro naufragado atingiu pelo menos 20 mil pinguins de espécie em extinção no arquipélago de Tristão da Cunha, no Atlântico Sul, segundo informações de autoridades locais e grupos ambientais. Mais de 800 t de óleo combustível vazaram do navio, que encalhou na ilha no dia 16 de março. Os 22 membros da tripulação foram resgatados. As informações são do site do New York Times
"A cena é terrível, pois há uma mancha de óleo que rodeia a ilha", disse o oficial de conservação local, Glass Trevor. Até agora, apenas um navio de resgate chegou ao local vindo da África do Sul e sua capacidade de garantir o resgate das aves foi descrito como limitado. Um segundo navio é esperado para auxiliar no trabalho nesta quinta-feira.
Grupos ambientalistas afirmaram que, além do óleo, uma infestação de ratos pode representar uma ameaça para as aves. Eles disseram os roedores, trazidos pelo cargueiro que transportava 66 t de soja do Brasil para Cingapura, pode causar ainda mais danos à vida dos pinguins.
O arquipélago de Tristão da Cunha fica a cerca de 1,7 mil milhas da África do Sul, tornando-o o grupo de ilhas habitadas mais remota do mundo. O local é o lar de cerca de 20 mil pinguins da espécie Rockhopper. Jay Holcomb, diretor emérito do International Rescue Bird Research Center, um grupo de conservação de aves, disse que imagens das ilhas mostraram grandes grupos de pinguins revestidos de petróleo. "Muitos aves estão com o óleo há uma semana, o que limita suas chances de sobrevivência", disse.

via Terra

quinta-feira, 24 de março de 2011

Esses móveis é o que diríamos literalmente "emplacar uma idéia"




Para onde se leva as placas que não servem mais pra nada? 
Essa é uma pergunta que muito pouca gente faz, né? Tim Delger, 
designer norte-americano, criou móveis reutilizando 
estas placas de trânsito. 
Tudo começou quando ele precisava de uma mesa e achou uma 
placa de madeira abandonada na rua. Quando chegou em casa, 
usou ao máximo a peça, tentando criar a menor quantidade 
de retalhos possível. 
Como várias pessoas gostaram, ele resolveu continuar com o projeto.
Se você colocaria isso na sua sala, eu não sei, mas a ideia é boa, 
não é?


terça-feira, 22 de março de 2011


Água: ELA PODE ACABAR

O mundo com sede

Dois terços da população mundial em 2025 não terão acesso à água potável se nada for feito para evitar a escassez




A natureza pode ser irônica quando responde às agressões causadas pelo homem. Exemplo disso é a relação da humanidade com a água, o líquido mais abundante da Terra. Tratamos tão mal nosso planeta que acabamos nos colocando numa realidade catastrófica, de dupla face: ao mesmo tempo que corremos o risco de afogar nossas cidades sob a água salgada do mar, padecemos da falta de água doce.
De um lado, está o aquecimento global, com o conseqüente derretimento das geleiras e a elevação do nível dos mares, que ameaça desalojar bilhões de habitantes das zonas litorâneas. De outro, há o esgotamento das reservas de água potável do planeta. Em outras palavras, estamos chegando à mesma situação extrema de um náufrago, que se vê com água por todos os lados, mas sem nenhuma gota para beber.
Relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) repetem o diagnóstico cada vez mais alarmante: mais de 1 bilhão de pessoas - o equivalente a 18% da população mundial - não têm acesso a uma quantidade mínima aceitável de água potável, ou seja, água segura para uso humano. Se nada mudar no padrão de consumo, dois terços da população do planeta em 2025 - 5,5 bilhões de pessoas - poderão não ter acesso à água limpa. E, em 2050, apenas um quarto da humanidade vai dispor de água para satisfazer suas necessidades básicas.

A escassez de água não ameaça apenas com a sede. Traz a morte na forma de doenças. Segundo a ONU, 1,7 bilhão de pessoas não têm acesso a sistemas de saneamento básico e 2,2 milhões morrem a cada ano em todo o mundo por consumir água contaminada e contrair
doenças como diarréia e malária.
A água potável é um bem raro por natureza. Quase 97,5% da água que cobre a superfície da Terra é salgada. Dos restantes 2,5%, dois terços estão em estado sólido, nas geleiras e calotas polares - de difícil aproveitamento. A maior parte da água em estado líquido encontra-se no subterrâneo. Lagos, rios e lençóis freáticos menos profundos são apenas 0,26% de toda a água potável.
É dessa pequena fração que toda a humanidade (e boa parte da flora e fauna) depende para sobreviver. É claro que, a princípio, fontes não deveriam esgotar-se, com o ciclo da água garantindo a permanente renovação do volume de rios, lagos e lençóis freáticos por meio das chuvas, originadas pela evaporação dos mares. A água está em eterna reciclagem, há bilhões de anos. A questão é o descompasso entre o tempo necessário para essa renovação e o ritmo em que exploramos os recursos hídricos.

DESEQUILÍBRIO

O primeiro problema é o desequilíbrio na distribuição - um desequilíbrio que começa pela geografia física e segue pela economia. Alguns países têm muito mais água do que sua população necessita. É o caso do Canadá, da Islândia e do Brasil. Outros são situados em regiões extremamente secas, como o norte da África, o Oriente Médio e o norte da China.
Como resultado dessa má distribuição, um canadense pode gastar até 600 litros de água por dia, enquanto um africano dispõe de menos de 30 litros para beber, cozinhar, fazer a higiene, limpar a casa, irrigar a plantação e sustentar os rebanhos.
As populações que habitam as áreas mais áridas da Terra vivem o que se chama "estresse hídrico", uma reunião de fatores ambientais, como falta de chuvas, e socioeconômicos, como crescimento demográfico alto, que resulta em gente demais para água de menos.
A África Subsaariana não é de todo desprovida de recursos hídricos. Essa parte do continente é atravessada por grandes rios e, ainda que algumas áreas sofram períodos de seca, o índice pluviométrico de boa parte é alto. O problema é que os países da região não têm recursos de infraestrutura para aproveitar mais do que 3,8% do total de vazão de seus rios. Resultado: mais de 94% da água potável volta para o mar sem atender às necessidades da população.
Por essa razão, 22 desses países estão na lista dos 24 com maior estresse hídrico. São nações de acelerado crescimento demográfico e de poucos recursos para proteger os mananciais e oferecer saneamento básico aos habitantes. Em algumas localidades, um homem é obrigado a sobreviver com 10 litros de água por dia - pouco mais que o volume de água que escorre pelo esgoto a cada vez que um brasileiro usa a descarga.
Um dos cenários mais apavorantes de estresse hídrico é o que pode atingir a China, em 20 anos. O país reúne 20% da população mundial, mas detém apenas 7% dos recursos hídricos do planeta. O volume per capita de água ali é de um quarto da média mundial.
Metade do total de 660 cidades chinesas já sofre com a escassez e em 100 delas a falta é extrema. No norte árido, a extração de água do subsolo exauriu os lençóis freáticos. No sul, onde os recursos hídricos são mais abundantes, despejos industriais, de fertilizantes e esgoto doméstico já poluíram as águas dos sete maiores rios e contaminaram 25 de seus 27 grandes lagos. De cerca de 1,1 mil mananciais analisados, 25% apresentam água com qualidade abaixo dos padrões mínimos de potabilidade.
Segundo o Banco Mundial, se persistir a tendência de crescimento demográfico e industrialização, a China terá, em 2030, 30 milhões de habitantes sem água para matar a sede.
A escassez de água se deve, principalmente, ao mau uso que se faz dela. Estima-se que no mundo, de cada 100 litros de água utilizados, 60 se percam por causa de maus hábitos ou técnicas ineficientes. Exemplo disso é o desaparecimento do Mar de Aral, o lago salgado entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, na Ásia Central.
O lago, que era o quarto maior do planeta, possuia área equivalente à dos estados do Rio de Janeiro e Alagoas, juntos, era até a década de 1960 um oásis na região deserta. Até que o governo da então extinta União Soviética resolveu desviar dois rios que desaguavam no lago para irrigar plantações de algodão. Hoje, o Aral já perdeu quase 70% de sua extensão e três quartos do volume de água.
O desastre foi completo, com extinção de espécies de peixes e de animais que viviam em suas margens, destruição da floresta que o cercava e supersalinização do solo, tornando-o improdutivo para sempre 
Mapa da escassez no mundo

DESASTRE ABIENTAL

O triste episódio do Aral - considerado por muitos o maior desastre ecológico de todos os tempos - mostra quanto a agropecuária é responsável pela crise. Ainda que as técnicas de plantio e irrigação tenham melhorado, as plantações consomem, em média, 69% da água do planeta. Para produzir 1 quilo de carne bovina são gastos 15 mil litros de água, e 1 quilo de trigo consome 1,5 mil litros.
Além disso, 60% da água usada na irrigação se perde ou porque evapora ou porque volta aos rios e lençóis subterrâneos.
 restante é dividido entre a indústria, que consome 21%, com processos que poderiam ser melhorados, e o consumo doméstico, responsável por 10% do total.


Medidas simples, como arrumar aquela torneira da pia da cozinha que não pára de pingar ou reduzir o tempo de banho, podem resultar em até um terço de economia. Nas cidades, uma boa quantidade de água é perdida, ainda, em vazamentos: as estimativas indicam que algo entre 30% e 70% da água que sai de um reservatório não chega a nenhuma torneira, mas escoa por encanamentos malconservados.


Mesmo regiões regadas por rios e lagos já apresentam disputas por água. Em 1991, a Hungria e a Tchecoslováquia submeteram à Corte Internacional de Justiça sua contenda sobre os desvios e a construção de diques no rio Danúbio, e um acordo foi assinado.Não é à toa que a água é disputada a bala. Há relatos de guerras declaradas em nome da água que datam no Egito Antigo. Segundo a ONU, existem mais de 200 bacias hidrográficas disputadas ou compartilhadas por 145 países. O Oriente Médio é pródigo nessa disputa. Há décadas, israelenses, palestinos, sírios e jordanianos brigam por água.
O motivo da disputa entre israelenses e palestinos são os lençóis da Cisjordânia. Até 1967, os palestinos tinham acesso a eles livremente. Mas a ocupação israelense acabou com isso. Israel também ocupou as Colinas de Golã, da Síria, onde ficam as nascentes do rio Jordão. Líderes de países da região, como Egito e Jordânia, já disseram que a guerra é aceitável para defender suas fontes de água.
Assim como esse documento, existem mais de 3,8 mil declarações e convenções unilaterais ou multilaterais sobre o uso da água. Desse total, 286 são tratados e 61 referem-se às bacias ocupadas por mais de um país. É o melhor modo de resolver a questão. Afinal, como a ONU diz, as lutas armadas por água são batalhas em que não há vencedor.
Ninguém tem uma solução mágica para a crise da água. Mas os especialistas são unânimes em afirmar que a única saída é aprendermos a gerir os recursos hídricos. Ainda mais se levarmos em conta o crescimento populacional. Do início ao fim do século XX, o consumo de água aumentou seis vezes - duas vezes acima do crescimento da população no mesmo período.

E a ampliação da população vai exigir mais água daqui para diante. Estima-se que, para alimentar os 8 bilhões de terráqueos em 2030, a produção de alimentos suba 60% - o que requer um aumento de 14% no consumo de água, comprometendo ainda mais o acesso à água para outras finalidades.
O alto índice de urbanização também demandará mais água para as cidades. O aumento da industrialização nos países em desenvolvimento exigirá mais energia, e mais hidrelétricas e barragens serão construídas, alterando o curso de mais rios - o que é um problema não mais só para o homem, mas também para as espécies vegetais e animais.
Segundo a organização ambientalista WWF, apenas um terço dos 177 rios com mais de mil quilômetros de extensão flui livremente para o mar. Barragens e represas, associadas à poluição das águas, colocam mais de 3 mil espécies entre as ameaçadas de extinção. Melhorar as condições sanitárias exige investimentos de 11,3 bilhões de dólares por ano.
Sem isso, a ONU não acredita que seja possível cumprir os objetivos assumidos por 191 países em 2000, na Declaração das Metas de Desenvolvimento do Milênio: estancar a pobreza, a fome, a mortalidade infantil, as doenças e a degradação ambiental até 2015.

A ÁGUA É NOSSA

O Brasil tem água potável suficiente para abastecer cinco vezes a população da Terra. Mas a distribuição pelo território nacional não é equilibrada.
Os números sobre os recursos hídricos brasileiros são um exagero. Os rios que cortam o Brasil carregam 12% do total de água doce superficial do planeta - o dobro de todos os rios da Austrália e Oceania, 42% a mais que os da Europa e 25% a mais que os do continente africano.
Mesmo contando com as épocas de seca, em que os rios reduzem muito sua vazão, temos água para satisfazer as necessidades do país por 57 vezes. Com todo esse volume, seria possível abastecer a população de mais cinco planetas Terra - 32 bilhões de pessoas -, com 250 litros de água para cada um por dia.
Mas, como ocorre em outras partes do mundo, aqui também os recursos hídricos são mal distribuídos: 74% de toda água brasileira está concentrada na Amazônia, onde vivem apenas 5% da população. Uma característica que as bacias têm em comum: todas sofrem com algum tipo de degradação por causa da ação do homem.
Afim de gerenciar os recursos hídricos brasileiros, a Agência Nacional das Águas (ANA) divide o país em 12 regiões hidrográficas, que correspondem a 12 bacias
 Veja o mapa


É com base nessa divisão que o governo federal calcula e gerencia a relação entre a oferta e a demanda de água no país. A gestão da rede hídrica nacional é fundamental para evitar a destruição dos recursos naturais e a repetição dos episódios de racionamento e blecaute que afetaram algumas regiões do país mais de uma vez.
A cada segundo, o Brasil retira de seus rios somente 3,4% da vazão total. Mas apenas pouco mais da metade disso é efetivamente aproveitada e não retorna às bacias. A região hidrográfica que mais consome água é a do Paraná, responsável por 23% do total. Na região Atlântico Nordeste Oriental, onde a maioria dos cursos de água é intermitente, as retiradas superam a disponibilidade hídrica.
Em algumas localidades, a água disponível por habitante não supera os 500 metros cúbicos por ano. Isso significa que cada cidadão da região sobrevive com um volume de água equivalente a um terço do volume que caracteriza o estresse hídrico, segundo a ONU: 1,7 mil metros cúbicos por ano. Como ocorre no restante do mundo, a maior parcela da água consumida no país vai para a agricultura
 veja o gráfico:
Aparentemente, sabemos tirar proveito da nossa riqueza hídrica. Mas ainda não conseguimos gerenciar adequadamente esses recursos, de modo a preservar sua quantidade e qualidade. Exemplo disso é o que ocorre nas regiões hidrográficas Tocantins-Araguaia e do Paraguai. A generosíssima oferta de água transforma a Região Centro-Oeste numa potência agropecuária. Ao mesmo tempo, o avanço das fronteiras agrícolas provoca imensos desmatamentos na floresta Amazônica, alterando o regime das chuvas, comprometendo a vazão dos rios e sobrecarregando os recursos naturais do Pantanal.
Muitos têm acesso à água - na média, 89% dos domicílios contam com abastecimento -, mas poucos possuem coleta de esgotos - 54% dos lares brasileiros. Pior, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano do Pnub, de 2006, 20% da população mais rica dispõe de serviços de saneamento comparáveis aos de países desenvolvidos.

No entanto, os 20% mais pobres vivem como o mais miserável vietnamita. O resultado disso é que os rios brasileiros recebem a cada dia, em média, um volume de esgoto doméstico 150 vezes maior que o produzido por uma cidade de 1 milhão de habitantes, como Campinas, no interior de São Paulo. Um terço do total desse despejo ocorre nos rios da bacia do Paraná que cortam áreas densamente povoadas.
Também somos mestres em obter energia a partir da força das quedas-d'água - cerca de 15% da energia que move a economia brasileira vem de hidrelétricas, consideradas limpas por não produzir resíduos ao ser gerada. No entanto, a construção de represas degrada ecossistemas e compromete a vazão dos rios.
Um estudo da organização ambiental WWF mostra que quatro grandes rios brasileiros - Madeira, Xingu, Paraguai e Araguaia - têm o fluxo ameaçado por projetos de construção de barragens. Segundo os ambientalistas, essas barreiras ao livre fluxo da água alteram o transporte de sedimentos e nutrientes pela correnteza, afetando diversos habitats e comprometendo a biodiversidade.

O DESVIO DO VELHO CHICO

De todos os projetos do governo para os rios brasileiros, o mais polêmico é a transposição de águas do São Francisco. O plano é desviar uma pequena parte da água do Velho Chico por canais e tubulações até as zonas semi-áridas do Ceará, de Pernambuco, da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
As críticas partem de todos os lados: ambientalistas, políticos, engenheiros e entidades de classe como a Ordem dos Advogados do Brasil. O temor maior é que as regiões banhadas pelo São Francisco passem pela mesma degradação ambiental sofrida pelo Aral, que vem secando inexoravelmente desde que dois rios que o abasteciam de água foram desviados para irrigação.
Questiona-se também até que ponto a obra vale a pena, pois beneficiaria apenas 5% da área do semi-árido, de solo pouco fértil, e poderia, em contrapartida, afetar as regiões que já contam com as águas do rio para abastecimento, irrigação e produção de energia. Além disso, os críticos acham que o desenvolvimento do semi-árido não depende de disponibilizar mais água, pois os açudes contêm o suficiente para o consumo.
Eles também não acreditam que a água transposta seja destinada prioritariamente ao consumo humano, em pequenas comunidades, pobres e isoladas, como deveria ser, mas, sim, à agricultura, geralmente nas mãos de quem tem poder político.
O governo garante que apenas o excedente do consumo humano será destinado à agropecuária e ainda se defende afirmando que a obra desviará apenas 1% do total de água que o São Francisco despeja no mar e, com isso, não alterará o abastecimento das regiões com acesso exclusivo ao São Francisco. Ao contrário, atenderá 9 milhões de brasileiros do semi-árido e transformará mil rios intermitentes em perenes.
No fim de junho, um batalhão de engenharia e construção do Exército deu partida à primeira fase das obras, ainda sob protesto e muitas dúvidas sobre sua eficácia e necessidade - dúvidas que persistem há mais de 150 anos, quando a transposição do Velho Chico foi proposta pela primeira vez, em 1847, por dom Pedro II.

UM MAR DE ÁGUA DOCE DE BAIXO DE NOSSOS PÉS
Serra da Gandarela em Minas Gerais: Um das mais importantes reservas aquíferas do Brasil ameçada pela mineração. (Saiba mais sobre ela)

Não bastasse o recorde de águas superficiais, o Brasil abriga também extensas reservas de água subterrâneas - 27 aqüíferos, ao todo.
O principal reservatório é o Aqüífero Guarani. Do 1,2 milhão de quilômetros quadrados de área total, 70% ficam em subsolo brasileiro, estendendo-se por oito estados: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Os restantes 30% dividem-se pelos territórios uruguaio, paraguaio e argentino. Estima-se que o grande lago guarde 45 mil quilômetros cúbicos de água de excelente qualidade, o suficiente para abastecer de maneira sustentável 500 milhões de pessoas, mais que o dobro da atual população do Mercosul. Mas até hoje a exploração dessa reserva foi desordenada, o que leva ao desperdício e à ameaça de contaminação das águas por resíduos químicos provenientes, principalmente, de fertilizantes usados nas lavouras do Centro-Oeste e do oeste paulista.
Em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, foram descobertos mais de 500 poços artesianos abandonados e abertos - o que permite a entrada direta de água de enxurradas. Afim de preservar esse valioso recurso, os quatro países "donos" do Guarani começaram a mapear o aqüífero, estratégico para o abastecimento do Cone Sul.
O Projeto de Proteção Ambiental e Manejo Sustentável do Aqüífero Guarani visa a traçar um plano de exploração num ritmo compatível com sua reposição natural, por infiltração pelo solo.
RESUMO

Água

ESCASSEZ NO MUNDO >> As reservas de água potável estão se esgotando rapidamente no mundo todo. Por um lado, a má distribuição natural dos recursos hídricos pelo planeta faz com que as populações de algumas regiões tenham mais água do que o necessário e outras precisem sobreviver com volume abaixo do considerado aceitável para uma vida saudável. O estresse hídrico - o desequilíbrio entre a oferta e a demanda de água em determinada região - tem como motivo, também, a poluição dos rios e lagos. A ONU estima que mais de 1 bilhão de pessoas já vivam com pouca ou nenhuma água. As nações mais afetadas estão na África Subsaariana, no Oriente Médio e na China. A carência de água compromete a produção de alimentos, o crescimento econômico e a saúde da população. Cerca de 2,2 milhões de pessoas morrem anualmente em razão de doenças causadas por água infectada.

FARTURA NO BRASIL >> O Brasil detém 12% de toda a água superficial do planeta. Os rios que compõem as 12 regiões hidrográficas brasileiras carregam água suficiente para satisfazer as necessidades do país por 57 vezes. Mas aqui também existe grande desequilíbrio: 74% da água brasileira concentra-se na região da Amazônia, onde a densidade demográfica é muito baixa. Enquanto isso, áreas de alta concentração humana, como Sul e Sudeste, vivem perto do racionamento. E outras, como o sertão nordestino, dependem de rios intermitentes, que secam durante a estiagem. Todas as bacias sofrem, mais ou menos, alguma degradação, quer em razão da poluição por esgoto doméstico ou despejo industrial, quer por devastação das matas ou por atividades de mineração e construção.

AQÜÍFERO GUARANI >> Tem água suficiente para abastecer 500 milhões de pessoas e está sob o solo de oito estados brasileiros. Também é ameaçado de contaminação pela grande exploração desordenada.






segunda-feira, 21 de março de 2011

Cidade de São Paulo recebe nova frota de ônibus movidos por etanol


A maior frota de ônibus do Brasil e uma das maiores do mundo, São Paulo, tem 15 mil ônibus circulando pelas ruas. Agora ela vai ser a primeira do país a ter “busões” movidos a etanol.
No começo, em maio, serão 50 unidades rodando com o novo combustível. “Isso significa uma redução de 50% das emissões em relação ao movido a diesel.”diz o assessor de assuntos ambientais da Secretaria de Transportes, Márcio Schettino. Ele também informa que, aparentemente, o Brasil será o segundo país a ter essa tecnologia “Só temos notícia de transporte público movido a etanol na Suécia.”
Vale lembrar que desde fevereiro a capital paulista já conta com mais de mil ônibus que utilizam 20% de biodiesel no tanque.


via planeta sustentável

sexta-feira, 18 de março de 2011

Casa usa energia gerada por fotossíntese


Estudantes de Cambridge criam projeto de casa com energia alimentada por algas geneticamente modificadas


Atualmente duas formas de geração de energia estão passando 
por problemas: hidrelétrica em Belo Monte, com a escolha infeliz 
do local para ser construída e a nuclear, com as explosões no Japão.
Energia solar e eólica já existem e precisam ser mais utilizadas. 
Mas aí, quando isso acontecer, qual será a matriz energética
 “do futuro”? 
A energia por fotossíntese é uma grande candidata a esse posto.

O projeto, criado pela Universidade de Cambridge (Reino Unido), 
mostra uma casa com a energia proveniente de algas 
geneticamente modificadas.
Com o nome “Casa Das Algas” a construção leva uma série de tubos 
que abrigam as algas, destituídas de enxofre, que produzem o 
hidrogênio que vai se transformar na energia consumida pela casa. 
Para o processo ocorrer sem anormalidades, os pesquisadores 
perceberam que a intensidade da luz dentro dos tubos deveria mudar 
de acordo com o clima da região: Mais intenso durante o inverno
e mais ameno durante o verão.
Os pesquisadores garantem que a casa gera energia para duas 
pessoas com todos os produtos modernos (computador, 
microondas, TV, etc) ligados.
                

terça-feira, 15 de março de 2011

Japão sofre ameaça nuclear



Vista de satélite da usina de Fukushima
Depois dos tremores e da tsunami, o Japão sofre com o risco de explosões nucleares.
As autoridades do país informam que o risco de uma nova explosão na Usina Nuclear de Fukushima é grande. Ela sofreu sérios danos durante o terremoto de sexta-feira (11) e no sábado (12), explodiu pela primeira vez.

O porta-voz do governo, Yukio Edano, afirma que a usina pode aguentar mais uma explosão sem que o reator nuclear seja danificado. Ele também garante que as providências para evitar uma nova explosão já estão sendo tomadas.
Mesmo assim, a Companhia Elétrica de Tóquio (Tepco), já diz que os níveis de radiação em volta da usina já estão acima dos limites permitidos e a tentativa de refrigeração do núcleo com água do mar, não foi eficaz.
O governo informou que todos os moradores da região (cerca de 170 mil) foram retirados da área de 20 quilômetros em volta de Fukushima, mas 19 pessoas estão recebendo tratamento por serem expostas à radiação.
Já pode passar de 10 mil o número de mortos por conta do terremoto e da onda, segundo a polícia do Japão.

Governo precisa justificar Belo Monte para OEA


No último dia 11 a OEA, com sua Comissão Interamericana de Direitos Humanos, deu um prazo de dez dias para nosso governo explicar todas as acusações de ilegalidade na construção da hidrelétrica de Belo Monte.
Isso ocorreu por conta dos mais de quarenta ativistas e entidades ambientalistas que pediram uma intervenção da OEA no caso da usina.
A Comissão pede justificativas sobre o uso de licenças parciais do Ibama que permitiram o andamento das obras. Segundo o Ministério Público Federal, esse procedimento não existe, como falamos aqui. Agora os ativistas torcem para a intervenção da obra por intermédio da OEA para, dessa forma, a construção ser interrompida.
O MPF ainda diz que 29 pré-condições não foram cumpridas, quatro foram realizadas parcialmente e, as outras 33, sequer havia informação. Coisa feia.
Então aguardem mais novidades sobre esse caso por volta do dia 20 desse mês.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Universidade cria sistema para monitorar chuvas em Itajubá - MG



Espero que você nunca tenha passado por isso, mas ficar numa rua enquanto ela começa a alagar é uma situação totalmente desesperadora. Para evitar que você passe por isso quando for visitar Itajubá, pesquisadores da Universidade Federal da cidade, a Unifei, criaram um sistema que avisa quando as ruas da cidade mineira vão ser tomadas pela água.

O sistema funciona assim: Em cada estação telemétrica (espalhadas pelos rios da região) existe um sensor ultrassônico instalado na parte inferior de pontes. O sensor fica enviando uma onda sonora que bate na superfície da água e volta (um sonar), que serve para medir a distância e enviá-la pela rede celular até os computadores da central que, caso percebam alguma diferença significativa, enviam o alarme para pesquisadores.
Além disso, a Unifei conta com um mapa 3D e um modelo de escoamento de água para prever as inundações. Foram investidos R$ 900 mil no projeto que já serviu, neste Janeiro, para que muitos não perderem seus pertences.
No dia 12 de Janeiro a cidade passou por uma grande chuva, que só não ficou pior por conta do sistema. Na madrugada desse dia, o sistema avisou para os pesquisadores que a Avenida BPS iria alagar em algumas horas, pois o Ribeirão José Pereira estava subindo. Eles ligaram então para Nilton Gonçalves de Almeida (diretor da casa civil da cidade) que passou o alerta para a Polícia Militar, o Exército e veículos de comunicação. Com a notícia espalhada e um plano de ação criado pelas autoridades, o estrago foi bem aquém do que poderia ter sido. “Deu tempo de remover a maioria dos carros que estavam na região de risco e avisar os moradores. Algumas casas foram invadidas pela água. Perdas materiais aconteceram. Mas, dos males, o menor”, diz Almeida.
Seria muito pedir que outras cidades, principalmente os grandes centros urbanos do nosso país, começassem a procurar alternativas até bastante simples como essa e pararassem de jogar a culpa de enchentes na quantidade de chuvas?

sábado, 12 de março de 2011

Big Brother Sustentável vai vigiar família 24 horas por dia


Família sueca e carro elétrico/Foto: SWU
Já falamos da família Lindell e seu desafio, mas cabem mais algumas informações. O desafio é viver quase completamente vigiado por câmeras durante 24 horas por dia, morando em uma casa ecológica da cidade de Estocolmo, na Suécia, e o mais importante, produzindo apenas uma tonelada de carbono (One Tone Life) por todo o ano.

O desafio é grande para os Lindell, família de classe média composta pelo pai, Niels, pela mãe Alicja, e os filhos Hannah e Jonathan, que, normalmente, consomem a cada ano cerca de seis ou sete toneladas de carbono.
Na conta do carbono da família entrará a comida consumida, as roupas, os móveis, e até celulares e outros eletrônicos que forem comprados ou usados indevidamente pelos participantes. Mas, de acordo com o papai Niels, até hábitos alimentares deverão ser mudados para atingir a meta estabelecida.
Família sueca a mesa/Foto: SWU
“O projeto se chama Vida de Uma Tonelada (One Tonne Life) e é um desafio para a família viver da forma mais climaticamente correta, reduzindo a pegada de carbono anual para o equivalente a uma tonelada de carbono por pessoa”, confirmou Niels Lindell.
A casa
A família terá uma ajuda significativa da casa ecológica construída especialmente para o projeto.
Janelas energeticamente eficientes, telhado, fachada e paredes triplas com painéis solares, superisolamento térmico, uma estação de reciclagem e lâmpadas de LED irão contribuir para o sucesso da tarefa. Deve sobrar eletricidade para alimentar até o carro que está na garagem da casa, um carro elétrico, é lógico!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Professor da USP propões transporte fluvial para a capital de SP


Você que foi viajar nesse carnaval, se passou pela capital paulista, com certeza ficou parado nas marginais. A gente já sabe que só construir pontes e mais pontes não dá muito certo. Então que tal parar de pensar nos rios só como um enfeite para as marginais? É isso que propõe o arquiteto e urbanista Alexandre Delijaicov.
Professor da USP, Alexandre pesquisou a origem das propostas de transportes fluvial na capital e criou um projeto que conta com 600 quilômetros de canais navegáveis, passando pelos rios Tietê, Pinheiros, Tamanduateí e pelas represas Billings, Guarapiranga e Taiaçupeba.
O arquiteto ainda lembra que “Onde hoje fica São Paulo, os portugueses encontraram aldeias indígenas interligadas pelos rios” então isso seria como voltar ao passado paulista.
O trânsito começou a dar errado com o prefeito Prestes Maia que governou de 1938 a 1945 e transformou canais em avenidas, como a 9 de julho e a 23 de maio. Com isso foram eliminados 4 mil quilômetros de riachos e córregos e o dobro de margens para o lazer. Se ele tivesse pensado (e já naquela época pesquisado em outras grandes capitais do mundo) poderia ter feito parques fluviais, como os de Paris, Londres e Amsterdã.
Delijaicov ainda diz que o investimento de 1 bilhão de reais já seria compensado pelo uso do sistema fluvial para transporte de entulho e lixo e que a coisa toda ficaria pronta em cerca de 20 anos. Prazo completamente aceitável para soluções urbanas, mas que no Brasil parece ser sempre mal visto pelos políticos em atuação que não querem gastar com algo que só dará resultados no mandato de outra pessoa.


quarta-feira, 9 de março de 2011

Puma do leste dos EUA é decretado como animal extinto



Depois de muito tempo na lista de ameaçados, o puma desapareceu completamente do leste estadunidense.
A informação foi passada pelo Fish and Wildlife Service (agência governamental que cuida da fauna silvestre). Ela avisou que não há mais nenhum deles nessa região e que os pumas que existem de Maine até a Carolina do Sul são de outras categorias.
Agora o Puma sai de uma lista que não é legal fazer parte, animais ameaçados, para a pior ainda: extintos.
 
 Será que um dia o homem não vai deixar que animais belos como esse deixem de existir? Va
mos guardar sua imagem na memória...

 :(

via ecoplanet

sexta-feira, 4 de março de 2011

Redes sociais ajudam a montar hortas coletivas


Aí você viu o post sobre a escola de Nova York que fez uma horta para alunos e pensou em fazer igual. Mas você quer juntar uma galera? Temos dois sites que vão te ajudar nisso.
Fazer uma horta é legal, mas não é tão simples. Que tal usar a internet para encontrar pessoas por perto que também querem colher seus legumes?
Essa é a ideia central de dois sites: We Patch e Landshare.
O primeiro é americano e reúne uma galera que procura bons locais para plantar e pessoas que oferecem esses locais. É só você se cadastrar e procurar onde fica o plantador ou parceiro mais próximo.
Já o segundo, inglês, é uma rede social de pessoas interessadas no cultivo e que buscam locais para fazer isso em grandes centros urbanos. Isso, segundo o criador Hugh Fearnley-Whittingstall, é a nova revolução na forma de nos relacionarmos com nossos alimentos.

Imagem Via Flickr

quinta-feira, 3 de março de 2011

Colégio de Nova York cria horta para alunos


null O colégio público do Brooklyn, Nova York, criou uma minifazenda orgânica para alunos para os incentivar, desde cedo, a cuidar de hortas comunitárias e ensinar o cuidado que devem ter com a natureza.
O projeto todo tem apoio do escritório Work AC e da Fundação Chez Panisse e serve para ensinar as crianças a cultivar seu próprio alimento (verduras, legumes e ovos) numa minifazenda orgânica totalmente integrada a escola: A atividade conta para o currículo escolar e a merenda utiliza o que é colhido.
“O cultivo da terra é capaz de unir as crianças e fazê-las trabalhar juntas numa conexão mais profunda do que o contato na aula”, diz a diretora da escola, Célia Kaplinsky. Ela ainda afirma que o envolvimento dos alunos em todas as fases da horta faz com que eles aprendam os valores de nutrição, comunidade e relação com a terra.
Outro ponto em que o projeto ajuda as crianças: Obesidade infantil, um problema muito sério nos Estados Unidos, que só pode ser combatida com uma alimentação saudável.
O projeto ainda está em testes, mas deve ser levado para outras escolas da região.

Embananagem – A triste empresa que resolveu embalar o que não precisava



Aí você quer levar uma banana pra escola ou pro trabalho e vê que não tem com que se preocupar, afinal ela tem casca e pode passear tranquilamente dentro da sua bolsa. Os publicitarios da Del Monte querem que você pare de pensar assim e resolveram embalar a já naturalmente embalada, banana.
É sério. Infelizmente.
Alguém da Del Monte vê vantagem em vender uma fruta perfeita (no que diz respeito a “embalagem natural conhecida como casca“) ,dentro de uma embalagem plástica. Eles justificam dizendo que só com essa embalagem “ecológica” o amadurecimento das bananas é perfeito e isso previni a distribuição de bananas fora do ponto.
Eu já acho errado ter que colocar os cachos em sacos plásticos pra passar nos caixas de alguns mercados… mas um saquinho pra cada fruta?! Del Monte, você se importa com o planeta que gera a fruta que você vende? Tem de ver isso aí.

via gizmodo

terça-feira, 1 de março de 2011

A melhor solução utópica para o trânsito


Os peixes nadam muito perto de outros peixes quando estão em cardumes, nunca batem e sempre estão nandando juntos. Como seria levar isso para ruas e avenidas? Seria mais ou menos assim, segundo os designers do OU.
Criação dos brasileiros da Dois pra Um, o OU é um projeto de carro elétrico que funcionaria de maneira parecida com o cardume: Todos com um carro assim andariam bem próximos e com toda a segunrança.
Os veiculos também seriam feitos para andar tanto na rua quanto em trilhos de trem e metrô (e já se carregarem enquanto estão nos trilhos).
O projeto já ganhou até prêmio internacional e espera ser desenvolvido até 2021.
Mas aí vem a parte utópica: Para funcionar, todos teriamos que ter o mesmo modelo de carro; avenidas, estradas e ruas teriam que ser recriadas para entrar no projeto; trilhos de metrô e trem também teriam que ser reformados. Entre outros pontos que, pra mim, não se encaixam na realidade.
Não que eu seja pessimista: Eu acredito que os carros elétricos vão ser bem aceitos no nosso país, mas precisamos de modelos que se adaptem a nossa realidade, não um que necessite de uma mudança total (gerando altos custos) para funcionar.
 
 

Escolas feitas de garrafas PET

Illac Diaz é um filipino que não gosta da falta de escolas em algumas províncias do seu país, então ele pensou num jeito fácil e barato de construir locais para as crianças terem acesso a informação. Foi assim que ele fundou o Bottle School.
Utilizando garrafas PET usadas, o Bottle School pretende construir escolas por todos os locais onde uma unidade seja necessária. A primeira, em San Pablo, já está pronta.
As garrafas que vão na parede são preenchidas com adobe líquido, uma mistura de terra crua, água e fibras naturais, para dar a consistência. Diaz diz que esse material ainda é três vezes mais forte que cimento.

O projeto teve ajuda da My Shelter Foundation (Fundação Meu Abrigo) que fez uma corrida beneficente para coletar garrafas para a obra. Além, claro, de voluntários que ajudaram na construção erguida no terreno doado pelo governo local.

via planeta sustentável

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Máquina de reciclar celulares


Como se livrar de um celular velho que você não usa mais e nenhum de seus conhecidos quer, de forma rápida? Com o EcoATM isso será muito fácil.
Como visto no vídeo: Você coloca seu celular na máquina e ela o escaneia para detectar qual aparelho é. Depois disso, pluga um cabo para testar as condições de funcionamento do aparelho. Com tudo isso ela calcula o valor do celular que vai ser oferecido como dinheiro ou crédito, mas você pode doa-lo também.


Já existem 11 máquinas 
como essa nos EUA. Elas conseguem identificar uma inifinidade de aparelhos e detectar problemas de “lataria” e de software para passar um valor de acordo com o estado do aparelho.
Caso isso venha para o nosso país, seria interessante ter um “filtro” contra os celulares-clones-MPtudo da China.

via ecoplanet