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terça-feira, 15 de maio de 2012

Com enchente, 228 t de lixo são tiradas de igarapés do AM

Mais de 228 toneladas de lixo já foram retiradas dos igarapés de Manaus
Foto: Altemar Alcântara/Divulgação


ARNOLDO SANTOS
Direto de Manaus
A enchente do rio Negro, que banha Manaus, tem mostrado um lado preocupante dos problemas que a capital amazonense enfrenta. A quantidade de lixo que está sendo retirada dos igarapés que cortam a cidade chega a uma média diária de 25 t, segundo cálculos da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp). E nos últimos oito dias, a prefeitura já retirou 228 t de lixo de dentro de igarapés. O trabalho faz parte do SOS Enchente, um conjunto de medidas, lançadas na última semana com o objetivo de diminuir os impactos das cheias na população. A limpeza dos igarapés é feita porque o lixo invade as centenas de casas, tipo palafitas, junto com a água que sobe após as chuvas. 
Todos os dias, 300 garis se reúnem em um determinado trecho de igarapé e retiram toneladas de lixo, principalmente garrafas de plástico. Mas também podem ser encontrados objetos inusitados como sofás, geladeiras e até máquinas de lavar dentro da água.
Boa parte do que é retirado vai para o trabalho de reciclagem, coordenado pela Semulsp em parceria com cooperativas particulares e comunitárias. O que não é aproveitado vai para o aterro controlado da cidade.
O batalhão de garis tem, muitas vezes, de entrar na água suja para retirar o que está na superfície e também no fundo. Para executar a operação de limpeza desses canais, os garis estão usando também três balsas, três barcos empurradores, 10 botes de alumínio com motor de popa, duas pás carregadeiras, duas retroescavadeiras hidráulicas, 10 caminhões caçamba, quatro caminhões baú e quatro ônibus para transporte de pessoal.
Para tentar mudar a situação, cerca de 80 educadores ambientais da prefeitura percorrem as áreas de residências próximas das margens dos igarapés. Eles orientam os moradores a não jogarem lixo diretamente nos canais e a condicionarem os resíduos para serem colocados nos pontos por onde passa a coleta. Mas esta prática não tem garantido que os igarapés de Manaus, que é cortada por três grandes bacias fluviais e que deságuam no rio Negro, não virem depósitos de lixo.

Via Terra

segunda-feira, 14 de março de 2011

Universidade cria sistema para monitorar chuvas em Itajubá - MG



Espero que você nunca tenha passado por isso, mas ficar numa rua enquanto ela começa a alagar é uma situação totalmente desesperadora. Para evitar que você passe por isso quando for visitar Itajubá, pesquisadores da Universidade Federal da cidade, a Unifei, criaram um sistema que avisa quando as ruas da cidade mineira vão ser tomadas pela água.

O sistema funciona assim: Em cada estação telemétrica (espalhadas pelos rios da região) existe um sensor ultrassônico instalado na parte inferior de pontes. O sensor fica enviando uma onda sonora que bate na superfície da água e volta (um sonar), que serve para medir a distância e enviá-la pela rede celular até os computadores da central que, caso percebam alguma diferença significativa, enviam o alarme para pesquisadores.
Além disso, a Unifei conta com um mapa 3D e um modelo de escoamento de água para prever as inundações. Foram investidos R$ 900 mil no projeto que já serviu, neste Janeiro, para que muitos não perderem seus pertences.
No dia 12 de Janeiro a cidade passou por uma grande chuva, que só não ficou pior por conta do sistema. Na madrugada desse dia, o sistema avisou para os pesquisadores que a Avenida BPS iria alagar em algumas horas, pois o Ribeirão José Pereira estava subindo. Eles ligaram então para Nilton Gonçalves de Almeida (diretor da casa civil da cidade) que passou o alerta para a Polícia Militar, o Exército e veículos de comunicação. Com a notícia espalhada e um plano de ação criado pelas autoridades, o estrago foi bem aquém do que poderia ter sido. “Deu tempo de remover a maioria dos carros que estavam na região de risco e avisar os moradores. Algumas casas foram invadidas pela água. Perdas materiais aconteceram. Mas, dos males, o menor”, diz Almeida.
Seria muito pedir que outras cidades, principalmente os grandes centros urbanos do nosso país, começassem a procurar alternativas até bastante simples como essa e pararassem de jogar a culpa de enchentes na quantidade de chuvas?