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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Jelloware: O futuro dos copos


Um dos grandes baratos de tomar sorvete de casquinha é a possibilidade de comer a “embalagem” gerando menos lixo. Não seria legal se isso funcionasse para líquidos também? Essa é a proposta do Jelloware.
Criado pelo escritório de design The Way We See The World, o copo é feito de uma gelatina de algas, conhecida como ágar-ágar. Assim, o copo se torna comestível.

Só há um pequeno problema: Você não vai poder abusar de comer copos,pois as algas utilizadas na fabricação do copo possuem propriedades laxativas. Mas não tem muito problema, você pode tomar o que tiver que tomar e guardar os Jellowares de volta na geladeira (é lá que ele tem que ser guardado).

Cada cor tem um sabor: Limão e manjericão; gengibre e hortelã; alecrim e beterraba. Mas calma, não é por não gostar desses sabores que você vai deixar de compra-los. O copo é biodegradável. Aí, se você não quiser experimenta-lo, basta o enterrar para criar adubo para as plantas.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Masdar, a primeira cidade sem carbono


Em Abu Dhabi o dinheiro não é problema para o governo. Tanto que o governador Sheikh Khalifa bin Zayed Al Nahyan já investiu cerca de U$30 bilhões na cidade de Masdar. Qual o motivo desse investimento gigante? O melhor possível: A cidade é a primeira com neutralização total de carbono.



O dinheiro foi investido para criar estações de reabastecimento de carros elétricos e trens automatizados que cobrem parte dos seis quilômetros quadrados da cidade que deverá ter 50 mil habitantes.


A cidade não tem prédios gigantes e, por conta do seu tamanho reduzido, é tranquila para caminhar da casa para o trabalho.
Masdar já está aberta para visitas. Caso você não tenha horário para ir até Abu Dhabi, confira a cidade no Google Maps (mas note que as imagens não são tão novas).

terça-feira, 3 de maio de 2011

Energia gerada com esgoto: Bill Gates aprova



Imagine usar energia gerada na privada para fazer suas tarefas, além de ganhar substâncias para utilização na agricultura. Como resultado de tudo isso um único material seria descartado: Água. Sonho?
Não para os pesquisadores canadenses da Universidade de Calgary que, com o apoio da fundação Bill & Melinda Gates, pretendem criar a máquina “Microdigestor anaeróbio com Calor Termoelétrico micro combinado a geração de Energia para Converter Dejetos humanos em Eletricidade, Calor, Metano, Fertilizante e Água”. Apesar de precisar de um nome melhor, a máquina retira energia dos excrementos e libera água como resultado.
Instalar uma privada nova e economizar com água e energia, ótimo não? A equipe já tem o projeto, vencedor da 6ª rodada do Grand Challenges Explorations. A premiação de Bill Gates rendeu US$ 100 mil para a equipe.

Lei ambiental de MT é alvo do Ministério Público



Semana passada, o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), sancionou uma nova lei local que autoriza “o plantio da cana-de-açúcar e a produção sucroalcooleira em áreas antropizadas, excluindo-se as áreas alagáveis”. Esse é um dos pontos que o MP não gostou.
Essa já é a quarta versão do projeto que o governo estadual tenta aplicar. Dessa vez, o scretário da Casa Civil, José Lacerda, diz que tudo está certo e que as áreas indígenas e de preservação ambiental não sofreram mudanças. Mas mesmo assim, o MP não quer saber de papo.
Outras mudanças são: Permissão para compensação de área de reserva legal para quem desmatou até abril de 2011; Ampliação de áreas onde a agropecuária é permitida; redução da reserva legal em propriedades rurais em florestas.
Por esses e outros motivos, a lei ainda deve passar pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente, por conta dos conflitos com a legislação federal.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Pedras com mais de 600 anos salvam cidade japonesa

A sabedoria japonesa sempre nos surpreende: A vila de Aneyoshi tem pedras na parte próxima da costa do país que são avisos contra tsunamis com mais de 600 anos.
Esses avisos fizeram com que a cidade parasse de crescer a 90 m perto das pedras de três metros de altura. Com isso, no tsunami de março, onze famílias que moram na redondeza foram salvas. Porém uma mãe e seus três filhos morreram no carro a caminho de uma cidade mais próxima.
Algumas das pedras foram levadas pela onda gigante, mas muitas ainda estão lá para, caso necessário, avisar as gerações futuras. O especialista de história desastres naturais da Universidade Ritsumeikan, em Kyoto, o senhor Itoko Kitahara, diz que “alguns lugares seguiram estas lições do passado, mas muitos não”.
O pessoal de 600 anos atrás já respeitava o meio ambiente, enquanto por aqui ainda tem gente jogando lixo pela janela do carro.

sábado, 30 de abril de 2011

Lace Hill: O edifício verde que é quase um bairro


85 mil m² é o tamanho total do prédio Lace Hill em Yerevan, Armênia. Um colosso verde que abrigaria residências, escritórios, comércios e até espaços de lazer. Tudo isso com o maior charme ecologicamente correto.
Criado pelo escritório de arquitetura e design americano Forrest Fulton, o Lace Hill leva o formato de um monte, por conta do monte Ararat que fica próximo a cidade.
A colina artificial é coberta por vegetação da região que conta com um sistema de irrigação com água de reuso.
O espaço interno é liberado para pedestres e ciclistas, já os carros precisam ficar num estacionamento subterrâneo que dá acesso para uma rodovia que liga o lugar a todas as cidades da região.
Você pode clicar aqui para ver mais fotos desse belo projeto.


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Clássico pelo meio ambiente



A preocupação mundial encontra força no esporte mais praticado do país: Ambientalismo e Futebol. Palmeiras e Corinthians anunciaram uma parceria que já fez sucesso ano passado: A cada clássico, árvores serão plantadas.
Os goleiros Julio Cesar e Deola foram representar Corinthians e Palmeiras, seus respectivos times.
“Decidi participar por realmente acreditar na causa. Antes de sermos rivais, somos seres humanos, vivemos no mesmo ambiente e respiramos o mesmo ar. Espero que daqui para frente todos os clubes grandes de São Paulo possam participar também”, diz Julio Cesar.
“A causa é muito nobre. É evidente que o mundo precisa de mudanças drásticas. Acho que o plantio de árvores pode ajudar muito, por isso é importante a conscientização de todos”, diz Deola.
São 100 novas árvores que serão plantadas a cada jogo dos times  mais 100 para cada gol marcado. Ah sim, esse ano também conta penaltis: A cada um que os goleiros pegarem, serão mais 200 árvores plantadas.
Ano passado foram cerca de 23 mil mudas plantadas, esse ano são aguardadas cerca de 50 mil.
“Gol é legal de fazer, pegar pênalti também, mas o principal objetivo dos goleiros é sair de campo sem levar gols. Acho que poderiam plantar 100 árvores quando isso acontecer”, declarou o goleiro Alvi-Verde que teve a ideia aceita pelos organizadoras da campanha “Jogando Pelo Meio Ambiente”.
Os goleiros combinaram também que, quem plantar menos árvores no ano, vai pagar cestas básicas no fim da temporada. Veja o vídeo aqui.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Belo Horizonte: Primeira capital sem sacolas plásticas

Dessa vez as notícias chegam direto da capital mineira: a partir do dia 28 de fevereiro, segunda-feira que vem, os estabelecimentos da cidade de Belo Horizonte serão obrigados a utilizar somente sacos de lixo ecológicos ou sacolas retornáveis.
A decisão refere-se a uma Lei Municipal de 2008, que dava um prazo de três anos para que os estabelecimentos se adaptassem a uma rotina sem sacolas plásticas, gradativamente. Esse prazo se esgotou em 2011 e a obrigatoriedade das sacolas ecológicas vai transformar Belo Horizonte na primeira capital brasileira sem sacolas plásticas em circulação.
Mas o que seriam essas sacolas ecológicas?
São as opções reaproveitáveis ou compostáveis, entre as quais estão as famosas ecobags (de lona, tecido, juta ou outro material de vida longa), as sacolas plásticas recicladas e as sacolas biodegradáveis.
E como vai funcionar na prática?
Para dar conta do recado em Belo Horizonte, entidades representantes do comércio varejista e da sociedade se uniram em apoio à lei e lançaram a campanha Sacola Plástica Nunca Mais, de responsabilidade socioambiental.
As ações da campanha iniciam em 13 de março. O objetivo é conscientizar empresas e consumidores da importância das embalagens retornáveis, fornecendo informações sobre as alternativas para a substituição das sacolas plásticas descartáveis e incentivando a mudança de comportamento.




Quem se interessa pelos detalhes jurídicos desse tipo de campanha pode ler este post do blog Econexos por Ecomeninas, que explica detalhadamente como se deu o processo.
Nossos leitores de BH poderão nos dar informações sobre como está sendo a reação da população a essa decisão. A iniciativa é louvável, mas para dar certo precisa da aceitação de todos.
Maiores detalhes da campanha clique aqui

O que acham desse exemplo ser expandido para as demais capitais  e cidades do Brasil?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Máquina de arco-íris promete deixar tudo mais bonito


Michael Jones McKean tem 34 anos e sabe bem que toda bela paisagem fica ainda mais bela com um arco-íris. Esse fenômeno, por mais normal que seja, não ocorre sempre. Então ele resolveu esse problema da forma mais criativa: criou uma máquina pra isso.
A máquina utiliza mangueiras e bombas d’água e é toda controlada por um laptop convencional. “A receita é juntar água e luz do sol. Por isso o dia tem de estar claro, sem nuvens”, explica McKean que é professor do departamento de artes da Universidade Virginia Commonwealth, nos EUA.
Como funciona: A água é “disparada” e chega a 76 metros de altura. O ar pulveriza o feixe e aí as gotinhas vão caindo e formando uma parede que simula o efeito da chuva. Com o laptop o professor consegue monitorar condições climáticas e a velocidade do vento. Vale lembrar que toda a água utilizada no processo é proveniente das chuvas. Eles a retiram dos telhados, a filtram e aí utilizam na máquina. O combustível utilizado pela máquina são movidos a biodiesel, mas o professor quer mudar logo para energia solar.
“O símbolo do arco-íris já está politizado, ganhou significados e conotações. Mas ainda tem o poder de nos desligar momentaneamente do dia a dia”. E para quem é fã de hits do youtube, o professor avisa: Ele quer fazer um double rainbow!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Arezzo, peles e a internet

Na última sexta a Arezzo lançou uma nova coleção chamada “pelemania” com peças utilizando pele e couro de animais. Sim, isso ainda existe. Porém existe outra coisa atualmente, a internet, que por conta das redes sociais, faz o papel de um “SAC aberto e colaborativo”.  Bastou todo mundo xingar muito no twitter, para a empresa tratar de mudar de ideia.
Só é bom deixar uma coisa bem clara: Não entendo patavinas de moda.
Sabendo disso, vamos aos fatos: A Arezzo apresentou uma coleção de inverno, feita com pele de animais, na sexta (15). A notícia se espalhou no fim de semana até chegar no twitter. Os microblogueiros fizeram a marca chegar ao primeiro lugar dos assuntos mais comentados no site – com uma enorme maioria de críticas em relação aos materiais utilizados na confecção da “pelemania”.
Não demorou e a Arezzo se deu conta de que a coisa tinha pegado bem mal: já na segunda-feira (18), informou que não vai mais produzir essa coleção.
Uma amiga minha, que entende de moda, aposta que a marca fez isso só para colocar seu nome de volta na mídia. Se for esse o caso, fico num misto de felicidade (pois, se era caso pensado, talvez nenhum animal tenha sido morto nesse processo) e tristeza (é sério que uma marca precisa falar que está matando animais pra voltar a ser comentada?).
No site da empresa foi inserido o seguinte comunicado:
Prezados consumidores,
A Arezzo entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas na confecção de produtos de vestuário e acessórios.
Por isso, viemos por meio deste nos posicionar sobre o episódio envolvendo nossas peças com peles exóticas – devidamente regulamentadas e certificadas, cumprindo todas as formalidades legais que envolvem a questão. Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa.
Um dos nossos principais compromissos é oferecer as tendências de moda de forma ágil e acessível aos nossos consumidores, amparados pelos preceitos de transparência e respeito aos nossos clientes e valores. E por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo em todas as nossas lojas do Brasil as peças com pele exótica em sua composição, mantendo somente as peças com peles sintéticas.
Reafirmamos nosso compromisso com a satisfação de nossos clientes e com a transparência das atitudes da Arezzo.
Atenciosamente,
Equipe Arezzo
Pra mim, dizer que “não vai mais fazer” não tira a péssima impressão que a marca deixou ao apresentar a coleção, e, caso não tenha sido (tristemente) premeditado, fica a pergunta: Não existe pesquisa de mercado nesse ramo?


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Na capital do etanol, Stock Car dá exemplo de sustentabilidade


Público visita os boxes. Em destaque carro do bicampeão do GP Ribeirão Preto, Átila Abreu
A Stock Car, maior competição automobilística do Brasil, teve sua 3ª etapa realizada neste domingo (17) em Ribeirão Preto/SP, cidade considerada a capital nacional do etanol. E é este o combustível que move as super máquinas desde o ano passado.
Uma escolha pioneira mundialmente, e um belo passo para reduzir o impacto do evento. Mas é preciso fazer mais para a categoria ser considerada sustentável. Eles vem tentando.

Primeiros passos

Em 2009, na etapa de Curitiba, a organização da Stock Car promoveu a Corrida Verde, uma disputa a pé incluindo pilotos, fãs e a comunidade local. A proposta não era chegar antes, mas levantar a bandeira da sustentabilidade e da energia renovável.
Paralelamente, esta foi a primeira etapa a ter coleta seletiva e reciclagem de todo o material utilizado, o que se tornou regra para as etapas seguintes.

Etanol

Competições automobilísticas são mundialmente regadas por gasolina de alta octanagem e diesel. Ok, carros de corrida precisam de potência, e os motores da Stock Car tem respeitáveis 520cv, mas a categoria enfrentou o desafio, fez as modificações necessárias e partiu para o etanol.
Desde 2010 a competição usa o biocombustível que pode emitir até 90% menos gases do efeito estufa, tem origem renovável, gera empregos e divisas para o país.
Posto montado no circuito abastece as equipes com etanol
Nós gostamos do etanol em substituição à gasolina, mas não podemos fechar os olhos para os diversos problemas que essa fonte de energia apresenta, principalmente para a terra e para os trabalhadores. É de se registrar também que a Mini Challenge, competição entre os simpáticos Minis que ocorre junto à Stock Car, permanece com gasolina por serem veículos importados.
“Carro do Mr. Bean” chega a 240Km/h, mas só na gasolina
Apesar do ronco dos motores estralhando de tanta compressão e excesso fazer sucesso com o público, esperamos que a categoria consiga partir para elétricos tão rápido quanto a FIA planeja para suas competições.

Neutralização de Carbono

Também desde 2010 a Stock Car neutraliza os Gases do Efeito Estufa (GEE) emitidos pelas provas ao longo do ano através da compra de Créditos de Carbono. O cálculo é realizado pela CM Capital Markets e utiliza padrões internacionais.
Neutralização é um exemplo a ser seguido por todo grande evento público como jogos e shows, porém tem de incluir tudo – mesmo. Da emissão gerada pelos carros das pessoas que se deslocam para o evento aos helicópteros das redes de televisão, isso só para considerar os emissores de gases e não os agentes indiretos.
Público estimado em 44 mil pessoas. É muita gente se deslocando para o evento
Não temos informações do que incluem os cálculos da Stock Car. Esperamos que sejam realmente abrangentes.

Lubrificantes

Carros usam lubrificantes em um milhão de partes, e bólidos de competição não seriam diferentes. O problema é que 1 litro de lubrificante pode contaminar 1 milhão de litros de água, 10 m² de solo ou o ar, se incinerado incorretamente.
É por isso que todo lubrificante retirado do carro tem (por força de lei) que receber destinação correta, leia-se: rerrefino, e na Stock Car eles são, com o trabalho da Lwart Lubrificantes que cuida de todo o processo.
- E aí chefia, vai trocar o óleo? – Só se o velho for para rerrefino.
Então, aproveitando a deixa, #fikadica: você precisa se certificar de que o local onde fará a troca de óleo do carro (posto de serviços, mecânica, etc.) dará a destinação correta para o material retirado.

Papel reciclado

Há também o compromisso de que todo material de comunicação da categoria deverá utilizar papel reciclado (resultados, guias, press-kits, etc.).
Bem, nós recebemos a Credencial de Imprensa (feita de plástico, o que até se entende pela necessidade da leitura magnético nas catracas) em um envelope branco (e não reciclado), e também um CD (em caixinha plástica padrão) contendo menos de 40Mb de dados (poderia ter sido facilmente disponibilizado para download).
É melhor darem uma revisada nesta questão.

Sustentabilidade

Pontos levantados, ressalvas feitas, fica o exemplo de que muito pode ser feito para tornar tudo, não só eventos mas cada passo e cada decisão de nosso dia a dia, um pouco menos impactante para o meio ambiente. Há muito o que melhorar, sem dúvidas, e esperamos que esta pequena análise sirva de base.
Na definição do próprio site oficial da Stock Car, sustentabilidade “é ter uma civilização em que a sociedade, os seus membros e as suas economias tenham suas necessidades sanadas e possam, ao mesmo tempo, preservar a biodiversidade e os ecossistemas, de forma eficiente e constante.”
Fácil? Nem um pouco. Essa palavra que cada vez mais se ouve em campanhas publicitárias mora na zona cinzenta entre os extremos “fazer tudo como antes e ignorar os impactos ambientais” e algo como “voltarmos a era da caça e pesca em total harmonia com a natureza”. Um é inaceitável, o outro utópico.
Cabe então a você, a mim e a cada homo sapiens sapiens, aceitar a necessidade de mudanças, buscar a solução e colocá-la em prática.

Fotos: Juan Lourenço –  via eco4planet.com

terça-feira, 19 de abril de 2011

Energia por dinheiro – ou quase.



Sabe aquela história de que “se não sentir no bolso, não dá nada”? O designer finlandês Timo Niskanem deve conhecer essa regra e quer usá-la para criar o hábito de desligar a luz.

Para isso ele criou a luminária Change que tem a audaciosa missão de acabar com a mania de deixar luzes ligadas. Para isso, a luminária conta com um sistema que só funciona quando uma moeda fica encaixada na base.
Como é projetada para locais públicos como cafés e bibliotecas, o criador diz que “Na hora de ir embora, o usuário resgata a moeda e a luz se apaga automaticamente, diminuindo o desperdício de energia”.
A Change já está a venda na Europa, sem previsão de “cobrar” nosso rico dinheirinho tupiniquim.

domingo, 17 de abril de 2011

Cidade suéca não tem resíduos sólidos


A cidade de Boras, Suécia, recicla a maior parte dos resíduos sólidos gerados pela poluição dos seus 64 mil habitantes. A poluição é tratada biologicamente ou transformada em biogás, para abastecer casas, estabelecimentos comerciais e uma frota de 59 ônibus da frota municipal.

Boras consegue ter o descarte de lixo quase nulo por conta de seus avanços na área de biogás.
“Produzimos 3 milhões de metros cúbicos de biogás a partir de resíduos sólidos. Para atender à demanda por energia, pesquisamos resíduos que possam ser incinerados e importamos lixo de outros países para alimentar o gaseificador”, explicou o professor de biotecnologia da Universidade de Boras, Mohammad Taherzadeh, num encontro internacional de acadêmicos na cidade de São Paulo.
O professor contou que o modelo atual de gestão de resíduos sólidos começou a ser adotado em meados de 1995 e ganhou mais força em 2002 com o estabelecimento de uma legislação que baniu a existência de lixões nos países da União Europeia.
“Começamos o projeto em escala pequena, que talvez possa ser replicada em regiões metropolitanas como a de São Paulo. Outras metrópoles mundiais, como Berlim e Estocolmo, obtiveram sucesso na eliminação de lixões. O Brasil poderia aprender com a experiência europeia para desenvolver seu próprio modelo de gestão de resíduos”, afirma o otimista professor.
Aqui, em dezembro de 2010, foi regulamentado o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos brasileiro. Sua meta é erradicar os lixões do país até 2015. Sabemos que metas não são o forte de nosso país, mas a gente espera um comprometimento ainda maior para o caso dos lixões.

domingo, 10 de abril de 2011

Amazonas registra aumento de 91% no ritmo da derrubada

Ministério do Meio Ambiente vai convocar os Governos Estaduais para avaliar a situação do avanço do desmatamento. Amazonas registrou aumento de 91% no ritmo da derrubada.

Manaus , 06 de Abril de 2011

Agência Brasil

Entre agosto de 2010 e fevereiro de 2011, os primeiros meses do calendário oficial de desmatamento, a Amazônia perdeu 1.255 quilômetros quadrados de floresta. Em relação ao mesmo período do ano anterior, de agosto de 2009 a fevereiro de 2010, houve redução de 7% no ritmo de derrubada.
Apesar da redução geral e da queda do desmate no Pará e em Mato Grosso, tradicionalmente líderes no ranking de derrubadas, os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que alguns estados estão na contramão da tendência de queda, tendo elevado as taxas de desmatamento.
O Estado do Amazonas, por exemplo, registrou aumento de 91% no ritmo da derrubada. “Há um crescimento que permanece em estados como Rondônia, Amazonas e Maranhão, que começaram a aparecer continuamente como regiões de aumento de desmatamento”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
O Acre e o Tocantins também registraram aumento, mas os números absolutos de desmatamento nesses estados são pequenos. Segundo a ministra, o ministério vai convocar os governos estaduais para avaliar a situação dos estados que registram avanço do desmatamento. 'Precisamos entender números, ser mais proativos e nos antecipar ao desmatamento'.
A antecipação das derrubadas também tem chamado a atenção do governo. Por causa do período de chuvas, a abertura de novas áreas geralmente começava em abril ou maio, início da estiagem na Amazônia, mas, este ano, esse processo foi antecipado, segundo a ministra. A novidade já levou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a mudar a estratégia de fiscalização.
“As ações de caráter preventivo começaram a virar ações de caráter repressivo. Percebemos que o desmatamento está acontecendo mesmo no período de chuvas. É inovador. Estamos discutindo que dinâmica é essa que está adiantando o desmatamento”, afirmou.

Pois é, aí não sabem a causa disso, esquecendo disso quando votam a favor de mudanças do código Florestal, a favor do desmatamento. Porque será que aumenta ein? porque será que aprovam anistia a desmatadores? porque será que o PAC faz o Brasil crescer de maneira "extraordinária", mas não sustentável, fazendo grandes empresas, indústrias, MINERADORAS, madeireiras, etc etc, crescerem abusurdamente, para que o PIB cresça e o Brasil fique "bonito na fita", às custas de Florestas inteiras, de rios inteiros, numa ganância e sede de consumo sem igual na história, que não deixa ver ou esconde, a realidade das coisas. 
 Como diz o comentário de um companheiro que se nomeia "Ze caboclo" no  no blog acritica:
"TUDO EM NOME DA LEGALIDADE. NESTA CIDADE TEM MAIS PONTOS DE VENDA DE MADEIRA Q POSTO DE GASOLINA. E TUDO "LEGAL" OU SEJA, ESTÃO PAGANDO. VIROU ESPECULAÇÃO ESSA POLÍTICA DO MANEJO DO AMAZONAS. ISSO PORQUE AS IMAGENS DE SATELITES NAO CONSEGUEM DETECTAR O TAMANHO DO ESTRAGO QUE FICA CAMUFLADO COM O DOSSEL.
ADEUS FLORESTA DO AMAZONAS SE CONTINUAR ASSIM, ISSO DEVERIA SER PELO MENOS COMENTADO NESSES ENCONTROS TIPO ESSE ULTIMO QUE HOUVE PARA DESCARAR ESSA POLITICA FANTASMAGORICA DO MANEJO EM NOSSO ESTADO. MAS SO FALAM DE MARAVILHAS E PEDEM RECURSOS...CHEGA. ELES MANDAM., TEMOS Q ACEITAR. AFINAL SAO AUTORIDADES CONSTITUIDAS ATRAVES DAS NOSSAS ESCOLHAS...
"

Ninguém está percebendo a cova que estamos cavando dia a dia, para nós mesmos. No dia em que não restarem mais florestas, não tivermos mais madeira, água para beber, se alimentar e se limpar (esquecendo que nada é só matéria e portanto água pura e natural é muito mais que  simples moléculas), sem ar para se respirar (idem), vamos viver de quê? vamos inventar uma forma de comer minério? sem ainda restar algum, ou vamos picar dinheiro, pra comer numa nova receita do Chef que vende suas receitas na TV? isso se ainda tiver papel no mundo, pois papel vem da onde? Ou vamos simplesmente fritar no deserto em que vamos viver, consumindo novos carros e aparelhos de ar condicionados, já com um respirador de oxigênio instalados.
Se não pararmos agora essa onda desenfreada de consumo ignorante, ESSE CRESCIMENTO NÃO SUSTENTÁVEL, não só vamos deixar nada para os nossos netos, mas para nós mesmo na velhice.
Quando o homem vai tirar o véu que ofusca sua visão com o brilho da matéria, seja ela dourada, avermelhada, cinza ou verde... e aprender a crescer, ao invés de estagnar, construir ao invés de destruir e evoluir ao invés de retroceder...

Sucupira, semeando idéias...

sábado, 9 de abril de 2011

Em São Paulo, é mais barato ir de táxi do que ter um carro


O táxis de SP podem não ser tão famosos quanto os amarelos de Nova York, ou os pretos de Londres. Mas os branquinhos paulistanos também tem lá seu charme e, principalmente, economia.
O levantamento do Centro de Estudos de Finanças Pessoais e Negócios (Cefipe) diz que quem anda de táxi pela cidade de São Paulo pode economizar mais de R$ 1mil por mês, em comparação com quem tem um carro próprio para se deslocar.
O Cefipe levou em consideração todos os custos gerados por um caro de R$ 40mil: licenciamento, IPVA, manutenção, seguro, combustível, lavagem, troca de óleo e outras despesas.
A taxa de desvalorização do veículo também foi levada em conta pelo Centro de Estudos. Segundo o levantamento, alguns carros podem perder até 1% de seu valor por mês (R$ 400, nesse caso) e esse valor nem sempre é colocado na conta quando uma pessoa vai comprar um carro novo. Outro fator pouco lembrado é a comparação com outras formas de aplicação, como a poupança. Esse valor (R$ 40mil) renderiam cerca de R$ 265 todo mês.
E quem toma multa quando se está no táxi? Esse seria outro valor que o passageiro nunca iria contar. Além de estacionamentos, zona-azul e até batidas no trânsito.
Para quem é passageiro o estresse também não conta muito. Você vai poder dormir, falar/navegar/mandar mensagem no celular enquanto o motorista dirige.
O estudo foi realizado há três anos, para mostrar que nem sempre um segundo carro é vantajoso para as famílias que se deslocam em centros urbanos. Você pode a matéria completa aqui.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Pilhas com USB provam que ainda vivemos no passado



Como ninguém pensou nisso antes? Você tem uma pilha, com entrada USB. Ela pode ser recarregada em qualquer lugar que tenha uma porta USB (hoje em dia são inúmeros aparelhos com essa entrada). E mais: além de servir como pilha “comum”, ela pode ser plugada – também via USB – em dispositivos para dar uma vida extra para a bateria!
Essa criação mágica é a Continues. Criação dos designers Haimo Bao, Hailong Piao, Yuancheng Liu e Xaimeng Hu. É, infelizmente você leu a palavra “designers”, ou seja, é apenas um conceito por enquanto, não um produto real.

A “pilha do futuro” está participando do prêmio IF 2011, na Alemanha.  Caso ela seja a vencedora, além dos criadores ganharem uma bela grana (300 mil Euros) o produto pode começar a ser vendido ainda esse ano. Aí vamos poder dizer que “o futuro já começou”.
Ah sim, já existem pilhas USB, mas elas não servem de carga extra via USB para os aparelhos, isso é realmente novo e estranho (será que os dispositivos atuais aceitariam isso?).

via uol e ecoplanet

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cozinhe usando o sol



Em 2002, a Sun Cook tentou vender um forno que utilizava energia solar para preparar comidas. Não deu muito certo. Mas em 2011 o forninho estiloso volta com força total. O que fez a situação mudar em 9 anos?
Em 2002, termos como “sustentabilidade” e “ecologicamente correto” eram quase que inexistentes. Hoje, como bem sabemos, o mundo está criando uma corrente pelo verde: Comprando de empresas com responsabilidade ambiental, cada um sabendo seu papel para manter o mundo mais limpo e assim por diante. Só por esses motivos o forno da Sun Cook já faz mais sentido agora, mas ele também mudou.
O atual modelo pesa 13 quilos e conta com um timer que funciona através de um relógio solar. A fabricante garante que o forno, por não precisar de combustíveis fósseis ou qualquer outro recurso além da nossa estrela mais querida.
Ele funciona tão bem quanto, ou melhor, que um forno elétrico comum: Como não chega a temperaturas tão altas, os alimentos ficam com mais nutrientes.

Para assar o rango, ele conta com espelhos  que concentram os raios solares e direciona tudo para uma chapa onde são colocados os alimentos.
O Sun Cook custa pouco mais de 200 euros. Talvez seja caro, mas vale lembrar que ele funciona com “nada” de custo.

PS: Mas ainda acredito que o maior motivo para o forno dar certo agora é que, em 2011, a geração que assistiu isso já tem condições de comprar eco-produtos.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Torneira limita quantidade de água


Quando você lava as mãos pode nem perceber a quantidade de água que está usando, afinal, a torneira parece ter “água ilimitada”. Para causar o choque de ver quanto você realmente está gastando (sem colocar animais em risco) designers chineses criaram a 1 Limit.
Fruto da mente criativa de Yonggu Do, Dohyung Kim e Sewon Oh, a torneira armazena um litro de água no tubo transparente e limita essa quantidade por acionamento.
Funciona assim: Com o tubo cheio, você vai lavar as mãos e, em média, em 6 segundos o tubo se esvazia. Daí, a torneira fecha e só vai abrir novamente quando o tubo estiver completamente cheio. Nesse tempo você vai poder pensar se é realmente necessário gastar mais água.
Os fabricantes dizem que as torneiras automáticas atuais gastam cerca de 6 litros por acionamento. Utilizando a 1 Limit o gasto seria reduzido em 85% no uso da torneira do banheiro.
A torneira não tem data para chegar no mercado, por enquanto é só um protótipo, mas diferente da maioria dos “conceitos”, acredito realmente que essa ideia precisa e vai sair do papel.
Enquanto isso quem tem TOC de lavar as mãos já sente calafrios…

segunda-feira, 4 de abril de 2011

WWF cria anúncios para alertar sobre a extinção de atum


O atum está desaparecendo do mundo mas ninguém parece se importar realmente com essa triste realidade. Como fazer uma bela campanha de conscientização sem perder o bom humor? A WWF ensina.
Imagens de peixes com mascaras de animais mais “populares” (Pandas, Gorilas e Rinocerontes) foram divulgadas nessa semana para lembrar do risco que a espécie passa.