Conheça nosso site

Site da Sucupira: www.sucupirafilmes.com.br
vídeo | criação | design | fotografia | arte | projetos culturais | idéias | sustentabilidade

sábado, 21 de maio de 2011

Kassab sanciona lei que proíbe distribuição das sacolas plásticas


O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, sancionou a lei que proíbe a distribuição gratuita ou a venda de sacolas plásticas a consumidores em todos os estabelecimentos no município de São Paulo. Os empresários têm até dia 31 de dezembro de 2011 para se adequar.

De acordo com a legislação, os comerciantes terão de estimular o uso de sacolas reutilizáveis. Eles também serão obrigados a fixar placas informativas nos estabelecimentos, com dimensões de 40 cm x 40 cm, com a frase “Poupe Recursos Naturais! Use sacolas reutilizáveis”. A informação deve estar próximo aos locais de embalagem de produtos e caixas registradoras.
Além disso, os fabricantes, distribuidores e estabelecimentos comerciais ficam proibidos de inserir em sacolas plásticas para o acondicionamento e transporte de mercadorias a rotulagem degradáveis, assim como as terminologias “oxidegradáveis”, “oxibiodegradáveis”, “fotodegradáveis” e “biodegradáveis”, e mensagens que indiquem suposta vantagem ecológica de tais produtos.
A fiscalização da aplicação da lei será realizada pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. A multa pode variar entre R$ 50 e R$ 50 milhões.

No estado

No início do mês, o governador do Estado, Geraldo Alckmin, e o presidente da Apas (Associação Paulista de Supermercados), João Galassi, assinaram um protocolo de colaborações para banir do estado o uso das sacolas plásticas derivadas do petróleo. O acordo foi selado durante a abertura da Apas 2011 – 27º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados.
O objetivo é estimular a utilização de sacolas permanentes, reduzindo assim o descarte de plástico no meio ambiente. Caso o consumidor opte pela sacola de plástico, ele terá de pagar cerca de R$ 0,19 pelas sacolas biodegradáveis, feitas a partir de amido de milho, que se desfazem em até 180 dias em usina de compostagem e em dois anos nos aterros. [UOL Economia]

Ecobags

Mas o que seriam essas sacolas ecológicas?
São as opções reaproveitáveis ou compostáveis, entre as quais estão as famosas ecobags (de lona, tecido, juta ou outro material de vida longa), as sacolas plásticas recicladas e as sacolas biodegradáveis.
 

Polêmica

A questão levanta polêmicas. Muitos reclamam por utilizarem as sacolas plásticas para latas de lixo da residência e, agora, terão que comprá-las. Devo concordar que a mudança vai doer no bolso, mas a restrição levará ao uso de sacolas biodegradáveis quando necessário, e fatalmente reduzirá a produção total de sacolas, um reflexo indiscutível para o meio ambiente.
Outro ponto é a possível eliminação de empregos nas fabricas de sacolas plásticas. Pode ocorrer, é verdade, embora por outro lado vagas tenham que ser abertas para a fabricação de sacolas retornáveis e caixas, mas mesmo que o saldo seja negativo, não será a primeira nem a última mudança a eliminar vagas de emprego.
Desde a mecanização das fabricas para agilizar processos e reduzir falhas, ao auto-atendimento em supermercados e farmácias, pessoas se viram na necessidade de buscar um novo emprego porque as coisas mudaram. Felizmente isso agora poderá ocorrer em favor do meio ambiente, e não apenas para reduzir custos das companhias.
É bom lembrar também que a proibição de sacolas plásticas é aprovada por 60% da população e já está em vigor em outras cidades como Belo Horizonte que foi a pioneira na aprovação de lei municipal proibindo os sacos plásticos.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Rio tem primeira escola com certificado sustentável do Brasil



No sábado, dia 7 de maio, foi inaugurada a primeira escola com certificado sustentável do Brasil. Ela fica no Rio de Janeiro e seu nome é Colégio Estadual Erich Walter.
No mundo, só 120 escolas possuem o certificado Leed Schools. A maioria esmagadora fica nos EUA (são 118 escolas em terras norte-americanas, uma em Bali e outra na Noruega), mas o caso do colégio no Rio vai servir de modelo para mais 40 escolas brasileiras.

Quem emite o certificado é a Green Building Council (GBC) e deve demorar cerca de cinco meses, para isso a escola precisa de: área para lixo de reciclagem; sistema de reaproveitamento de água da chuva; painéis solares; bicicletário e vagas para veículos menos poluentes; telhado verde; entre outras necessidades que, segundo o projeto do escritório responsável pela escola carioca, Arktos – Arquitetura Sustentável, a escola dispõe.
Agora é só esperar a resposta final, mas parece que já está tudo certo. Quem venham as outras 40!

domingo, 15 de maio de 2011

Código Florestal depende de políticos…


… e isso me deixa triste.
Votações como a de ontem só servem para mostrar o despreparo
dos nossos governantes perante a assuntos mais sérios.
Como o relator do novo Código, Aldo Rebelo (PC do B / SP), 

que apresentou um novo texto de última hora que, segundo Marina Silva, tinha pegadinhas.

Ao ficar sabendo desse comentário de Marina, o nobre deputado partiu para o tudo ou nada e começou a dizer que “o marido de dona Marina foi quem fraudou contra-bando de madeira”. Acusação grave. Mas logo depois ele diz que o defendeu quando era líder do governo e evitou o depoimento do tal acusado. Sr. Aldo, então o senhor obstrui a justiça para ajudar alguém que era aliado e agora, como a mulher dele está contra, você joga isso para todo mundo saber? Que coisa feia, senhor.
Tudo está nesse vídeo aqui. Mas ok, ele é do partido comunista e está fazendo um código que beneficia os grandes proprietários de terra. Isso já seria o suficiente para criticá-lo.
Bem, passado toda a confusão, Aldo falou que tudo já estava acertado com os líderes dos partidos. Então o Deputado Paulo Teixeira (PT-SP) líder do Partido dos Trabalhadores, veio e falou que não sabia da alteração e, por conta disso, não poderia votar no Código.
Percebendo a repercussão negativa, ou utilizando o bom senso, a câmara achou melhor adiar tudo isso pra semana que vem. Quando todos os deputados, teoricamente, estarão com o código estudado para votar em algo que seja bom para quem o elegeu e não para quem pagou a campanha.
Você pode ler os textos da Folha, com a ótima foto do Sérgio Lima que abre esse post e o da Globo, com o vídeo que foi citado.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

De volta para futuro

 
Japoneses criam máquina que transforma plástico em gasolina ou óleo novamente.

Sendo o plástico, derivado de petróleo, agora podemos inverter o processo. A máquina processa o plástico, podendo ser separado em gasolina, óleo diesel ou querosene.
As sacolinhas plásticas de supermercado vão valer ouro...
Assim o plástico vai regressar ao petróleo de onde veio.
Será que no futuro vamos ter carros movidos a lixo igual ao DeLorean DMC-12,  que ficou imortalizado na saga "De Volta Para o Futuro"?
No filme de 1985, dirigido por Steven Spielberg, o doutor maluco abastece seu carro – um Delor ean – com cerveja, cascas de banana e outras coisas. Essa mistura de lixo e outros produtos produz uma energia tão potente que “arremessa” o carro e os passageiros para o futuro ou para o passado.

No filme "De Volta Para o Futuro", o lixo é combustível para o carro do cientista interpretado por Christopher Lloyd. Foto: Dentrodarte.arteblog.com.br
No filme "De Volta Para o Futuro", o lixo é combustível para o carro do cientista interpretado por Christopher Lloyd. Foto: Dentrodarte.arteblog.com.br

Da ficção para a realidade

Ainda não é possível movimentar um automóvel com lixo, mas talvez o seja, no futuro.
Mas com essa descoberta dos japoneses, fica mais próximo ainda este futuro, utilizando não o biocombustível apenas, como já dizem por aí e como o cientista do filme fazia, com seu carro viajante do tempo, mas utilizando plásticos coletados da reciclagem. 
Imaginem quanto lixo vamos aproveitar e tirar das ruas e depósitos (desde que os automóveis não liberem tantos gases como é no processo atual).

Melhor mesmo seria se fizessem o carro movido a energia solar, mas mesmo assim, já é um grande salto, pois mesmo que não façam carros movido a plástico, essa idéia genial, poderia ter diversas outras utilidades.

    O som é todo em japonês. Basta assistir lendo as legendas em inglês. Mesmo para quem não entende japonês ou inglês, vale a pena assistir.
 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Designer cria carro de bambu



Como você imagina  que seria um carro biodegradável? Kenneth Cobonpue o criou utilizando bambu e algumas outras coisas.
O designer filipino, em parceria com o alemão Birkner Albrecht, fez o carro com bambu, vime aço e náilon (materiais utilizados em móveis que ele também cria) e ainda estipulou um prazo de validade para o carro: 10 a vinte anos em locais industrializados e 30 em áreas rurais.
Ele ainda não tem motor, pois os criadores estão com problemas para encontrar boas baterias que também sejam leves.
O Phoenix não deve chegar as ruas, mas serve como referência mas os futuros carros.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Xangai registra pior nível de poluição da história


Xangai é uma das cidades mais importantes da China e, nos últimos dias, seus mais de 20 milhões de habitantes não devem ter respirado muito bem, pois a medição de qualidade do ar passou dos 500 pontos.
500 pontos, sendo que lá o padrão de qualidade do ar é diferente do resto do mundo. Lá, numa medição que dê até 50 pontos, a qualidade do ar é excelente e vai piorando até 300(!). Nesse número a qualidade do ar passa a ser considerada “perigosa” para o governo.
Qual o motivo de toda essa poluição? O governo chinês – que passa longe de ser uma fonte confiável – culpa tempestades de areia ao norte do país, coisa que vários especialistas em meio ambiente já desmentem e afirmam que isso é por conta do tráfego pesado da cidade.
Pessoas sem problemas de saúde, por conta do ar super poluído, podem apresentar queda na resistência física e sofrer irritações nas vias respiratórias e nos olhos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Protesto contra roupas feitas de pele




Nesse sábado, em São Paulo, aconteceu um protesto contra o uso de roupas de pele de animais.
A manifestação durou cerca de duas horas, segundo a PM. Ainda segundo a Polícia Militar, foram cerca de 40 pessoas que protestaram de forma pacífica até as 16 horas.
Não foi por acaso que a manifestação aconteceu na Oscar Freire. A rua com mais lojas de grifes famosas na capital paulista.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Jelloware: O futuro dos copos


Um dos grandes baratos de tomar sorvete de casquinha é a possibilidade de comer a “embalagem” gerando menos lixo. Não seria legal se isso funcionasse para líquidos também? Essa é a proposta do Jelloware.
Criado pelo escritório de design The Way We See The World, o copo é feito de uma gelatina de algas, conhecida como ágar-ágar. Assim, o copo se torna comestível.

Só há um pequeno problema: Você não vai poder abusar de comer copos,pois as algas utilizadas na fabricação do copo possuem propriedades laxativas. Mas não tem muito problema, você pode tomar o que tiver que tomar e guardar os Jellowares de volta na geladeira (é lá que ele tem que ser guardado).

Cada cor tem um sabor: Limão e manjericão; gengibre e hortelã; alecrim e beterraba. Mas calma, não é por não gostar desses sabores que você vai deixar de compra-los. O copo é biodegradável. Aí, se você não quiser experimenta-lo, basta o enterrar para criar adubo para as plantas.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Masdar, a primeira cidade sem carbono


Em Abu Dhabi o dinheiro não é problema para o governo. Tanto que o governador Sheikh Khalifa bin Zayed Al Nahyan já investiu cerca de U$30 bilhões na cidade de Masdar. Qual o motivo desse investimento gigante? O melhor possível: A cidade é a primeira com neutralização total de carbono.



O dinheiro foi investido para criar estações de reabastecimento de carros elétricos e trens automatizados que cobrem parte dos seis quilômetros quadrados da cidade que deverá ter 50 mil habitantes.


A cidade não tem prédios gigantes e, por conta do seu tamanho reduzido, é tranquila para caminhar da casa para o trabalho.
Masdar já está aberta para visitas. Caso você não tenha horário para ir até Abu Dhabi, confira a cidade no Google Maps (mas note que as imagens não são tão novas).

terça-feira, 3 de maio de 2011

Energia gerada com esgoto: Bill Gates aprova



Imagine usar energia gerada na privada para fazer suas tarefas, além de ganhar substâncias para utilização na agricultura. Como resultado de tudo isso um único material seria descartado: Água. Sonho?
Não para os pesquisadores canadenses da Universidade de Calgary que, com o apoio da fundação Bill & Melinda Gates, pretendem criar a máquina “Microdigestor anaeróbio com Calor Termoelétrico micro combinado a geração de Energia para Converter Dejetos humanos em Eletricidade, Calor, Metano, Fertilizante e Água”. Apesar de precisar de um nome melhor, a máquina retira energia dos excrementos e libera água como resultado.
Instalar uma privada nova e economizar com água e energia, ótimo não? A equipe já tem o projeto, vencedor da 6ª rodada do Grand Challenges Explorations. A premiação de Bill Gates rendeu US$ 100 mil para a equipe.

Lei ambiental de MT é alvo do Ministério Público



Semana passada, o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), sancionou uma nova lei local que autoriza “o plantio da cana-de-açúcar e a produção sucroalcooleira em áreas antropizadas, excluindo-se as áreas alagáveis”. Esse é um dos pontos que o MP não gostou.
Essa já é a quarta versão do projeto que o governo estadual tenta aplicar. Dessa vez, o scretário da Casa Civil, José Lacerda, diz que tudo está certo e que as áreas indígenas e de preservação ambiental não sofreram mudanças. Mas mesmo assim, o MP não quer saber de papo.
Outras mudanças são: Permissão para compensação de área de reserva legal para quem desmatou até abril de 2011; Ampliação de áreas onde a agropecuária é permitida; redução da reserva legal em propriedades rurais em florestas.
Por esses e outros motivos, a lei ainda deve passar pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente, por conta dos conflitos com a legislação federal.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Pedras com mais de 600 anos salvam cidade japonesa

A sabedoria japonesa sempre nos surpreende: A vila de Aneyoshi tem pedras na parte próxima da costa do país que são avisos contra tsunamis com mais de 600 anos.
Esses avisos fizeram com que a cidade parasse de crescer a 90 m perto das pedras de três metros de altura. Com isso, no tsunami de março, onze famílias que moram na redondeza foram salvas. Porém uma mãe e seus três filhos morreram no carro a caminho de uma cidade mais próxima.
Algumas das pedras foram levadas pela onda gigante, mas muitas ainda estão lá para, caso necessário, avisar as gerações futuras. O especialista de história desastres naturais da Universidade Ritsumeikan, em Kyoto, o senhor Itoko Kitahara, diz que “alguns lugares seguiram estas lições do passado, mas muitos não”.
O pessoal de 600 anos atrás já respeitava o meio ambiente, enquanto por aqui ainda tem gente jogando lixo pela janela do carro.

sábado, 30 de abril de 2011

Lace Hill: O edifício verde que é quase um bairro


85 mil m² é o tamanho total do prédio Lace Hill em Yerevan, Armênia. Um colosso verde que abrigaria residências, escritórios, comércios e até espaços de lazer. Tudo isso com o maior charme ecologicamente correto.
Criado pelo escritório de arquitetura e design americano Forrest Fulton, o Lace Hill leva o formato de um monte, por conta do monte Ararat que fica próximo a cidade.
A colina artificial é coberta por vegetação da região que conta com um sistema de irrigação com água de reuso.
O espaço interno é liberado para pedestres e ciclistas, já os carros precisam ficar num estacionamento subterrâneo que dá acesso para uma rodovia que liga o lugar a todas as cidades da região.
Você pode clicar aqui para ver mais fotos desse belo projeto.


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Clássico pelo meio ambiente



A preocupação mundial encontra força no esporte mais praticado do país: Ambientalismo e Futebol. Palmeiras e Corinthians anunciaram uma parceria que já fez sucesso ano passado: A cada clássico, árvores serão plantadas.
Os goleiros Julio Cesar e Deola foram representar Corinthians e Palmeiras, seus respectivos times.
“Decidi participar por realmente acreditar na causa. Antes de sermos rivais, somos seres humanos, vivemos no mesmo ambiente e respiramos o mesmo ar. Espero que daqui para frente todos os clubes grandes de São Paulo possam participar também”, diz Julio Cesar.
“A causa é muito nobre. É evidente que o mundo precisa de mudanças drásticas. Acho que o plantio de árvores pode ajudar muito, por isso é importante a conscientização de todos”, diz Deola.
São 100 novas árvores que serão plantadas a cada jogo dos times  mais 100 para cada gol marcado. Ah sim, esse ano também conta penaltis: A cada um que os goleiros pegarem, serão mais 200 árvores plantadas.
Ano passado foram cerca de 23 mil mudas plantadas, esse ano são aguardadas cerca de 50 mil.
“Gol é legal de fazer, pegar pênalti também, mas o principal objetivo dos goleiros é sair de campo sem levar gols. Acho que poderiam plantar 100 árvores quando isso acontecer”, declarou o goleiro Alvi-Verde que teve a ideia aceita pelos organizadoras da campanha “Jogando Pelo Meio Ambiente”.
Os goleiros combinaram também que, quem plantar menos árvores no ano, vai pagar cestas básicas no fim da temporada. Veja o vídeo aqui.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Belo Horizonte: Primeira capital sem sacolas plásticas

Dessa vez as notícias chegam direto da capital mineira: a partir do dia 28 de fevereiro, segunda-feira que vem, os estabelecimentos da cidade de Belo Horizonte serão obrigados a utilizar somente sacos de lixo ecológicos ou sacolas retornáveis.
A decisão refere-se a uma Lei Municipal de 2008, que dava um prazo de três anos para que os estabelecimentos se adaptassem a uma rotina sem sacolas plásticas, gradativamente. Esse prazo se esgotou em 2011 e a obrigatoriedade das sacolas ecológicas vai transformar Belo Horizonte na primeira capital brasileira sem sacolas plásticas em circulação.
Mas o que seriam essas sacolas ecológicas?
São as opções reaproveitáveis ou compostáveis, entre as quais estão as famosas ecobags (de lona, tecido, juta ou outro material de vida longa), as sacolas plásticas recicladas e as sacolas biodegradáveis.
E como vai funcionar na prática?
Para dar conta do recado em Belo Horizonte, entidades representantes do comércio varejista e da sociedade se uniram em apoio à lei e lançaram a campanha Sacola Plástica Nunca Mais, de responsabilidade socioambiental.
As ações da campanha iniciam em 13 de março. O objetivo é conscientizar empresas e consumidores da importância das embalagens retornáveis, fornecendo informações sobre as alternativas para a substituição das sacolas plásticas descartáveis e incentivando a mudança de comportamento.




Quem se interessa pelos detalhes jurídicos desse tipo de campanha pode ler este post do blog Econexos por Ecomeninas, que explica detalhadamente como se deu o processo.
Nossos leitores de BH poderão nos dar informações sobre como está sendo a reação da população a essa decisão. A iniciativa é louvável, mas para dar certo precisa da aceitação de todos.
Maiores detalhes da campanha clique aqui

O que acham desse exemplo ser expandido para as demais capitais  e cidades do Brasil?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Máquina de arco-íris promete deixar tudo mais bonito


Michael Jones McKean tem 34 anos e sabe bem que toda bela paisagem fica ainda mais bela com um arco-íris. Esse fenômeno, por mais normal que seja, não ocorre sempre. Então ele resolveu esse problema da forma mais criativa: criou uma máquina pra isso.
A máquina utiliza mangueiras e bombas d’água e é toda controlada por um laptop convencional. “A receita é juntar água e luz do sol. Por isso o dia tem de estar claro, sem nuvens”, explica McKean que é professor do departamento de artes da Universidade Virginia Commonwealth, nos EUA.
Como funciona: A água é “disparada” e chega a 76 metros de altura. O ar pulveriza o feixe e aí as gotinhas vão caindo e formando uma parede que simula o efeito da chuva. Com o laptop o professor consegue monitorar condições climáticas e a velocidade do vento. Vale lembrar que toda a água utilizada no processo é proveniente das chuvas. Eles a retiram dos telhados, a filtram e aí utilizam na máquina. O combustível utilizado pela máquina são movidos a biodiesel, mas o professor quer mudar logo para energia solar.
“O símbolo do arco-íris já está politizado, ganhou significados e conotações. Mas ainda tem o poder de nos desligar momentaneamente do dia a dia”. E para quem é fã de hits do youtube, o professor avisa: Ele quer fazer um double rainbow!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Arezzo, peles e a internet

Na última sexta a Arezzo lançou uma nova coleção chamada “pelemania” com peças utilizando pele e couro de animais. Sim, isso ainda existe. Porém existe outra coisa atualmente, a internet, que por conta das redes sociais, faz o papel de um “SAC aberto e colaborativo”.  Bastou todo mundo xingar muito no twitter, para a empresa tratar de mudar de ideia.
Só é bom deixar uma coisa bem clara: Não entendo patavinas de moda.
Sabendo disso, vamos aos fatos: A Arezzo apresentou uma coleção de inverno, feita com pele de animais, na sexta (15). A notícia se espalhou no fim de semana até chegar no twitter. Os microblogueiros fizeram a marca chegar ao primeiro lugar dos assuntos mais comentados no site – com uma enorme maioria de críticas em relação aos materiais utilizados na confecção da “pelemania”.
Não demorou e a Arezzo se deu conta de que a coisa tinha pegado bem mal: já na segunda-feira (18), informou que não vai mais produzir essa coleção.
Uma amiga minha, que entende de moda, aposta que a marca fez isso só para colocar seu nome de volta na mídia. Se for esse o caso, fico num misto de felicidade (pois, se era caso pensado, talvez nenhum animal tenha sido morto nesse processo) e tristeza (é sério que uma marca precisa falar que está matando animais pra voltar a ser comentada?).
No site da empresa foi inserido o seguinte comunicado:
Prezados consumidores,
A Arezzo entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas na confecção de produtos de vestuário e acessórios.
Por isso, viemos por meio deste nos posicionar sobre o episódio envolvendo nossas peças com peles exóticas – devidamente regulamentadas e certificadas, cumprindo todas as formalidades legais que envolvem a questão. Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa.
Um dos nossos principais compromissos é oferecer as tendências de moda de forma ágil e acessível aos nossos consumidores, amparados pelos preceitos de transparência e respeito aos nossos clientes e valores. E por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo em todas as nossas lojas do Brasil as peças com pele exótica em sua composição, mantendo somente as peças com peles sintéticas.
Reafirmamos nosso compromisso com a satisfação de nossos clientes e com a transparência das atitudes da Arezzo.
Atenciosamente,
Equipe Arezzo
Pra mim, dizer que “não vai mais fazer” não tira a péssima impressão que a marca deixou ao apresentar a coleção, e, caso não tenha sido (tristemente) premeditado, fica a pergunta: Não existe pesquisa de mercado nesse ramo?


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Na capital do etanol, Stock Car dá exemplo de sustentabilidade


Público visita os boxes. Em destaque carro do bicampeão do GP Ribeirão Preto, Átila Abreu
A Stock Car, maior competição automobilística do Brasil, teve sua 3ª etapa realizada neste domingo (17) em Ribeirão Preto/SP, cidade considerada a capital nacional do etanol. E é este o combustível que move as super máquinas desde o ano passado.
Uma escolha pioneira mundialmente, e um belo passo para reduzir o impacto do evento. Mas é preciso fazer mais para a categoria ser considerada sustentável. Eles vem tentando.

Primeiros passos

Em 2009, na etapa de Curitiba, a organização da Stock Car promoveu a Corrida Verde, uma disputa a pé incluindo pilotos, fãs e a comunidade local. A proposta não era chegar antes, mas levantar a bandeira da sustentabilidade e da energia renovável.
Paralelamente, esta foi a primeira etapa a ter coleta seletiva e reciclagem de todo o material utilizado, o que se tornou regra para as etapas seguintes.

Etanol

Competições automobilísticas são mundialmente regadas por gasolina de alta octanagem e diesel. Ok, carros de corrida precisam de potência, e os motores da Stock Car tem respeitáveis 520cv, mas a categoria enfrentou o desafio, fez as modificações necessárias e partiu para o etanol.
Desde 2010 a competição usa o biocombustível que pode emitir até 90% menos gases do efeito estufa, tem origem renovável, gera empregos e divisas para o país.
Posto montado no circuito abastece as equipes com etanol
Nós gostamos do etanol em substituição à gasolina, mas não podemos fechar os olhos para os diversos problemas que essa fonte de energia apresenta, principalmente para a terra e para os trabalhadores. É de se registrar também que a Mini Challenge, competição entre os simpáticos Minis que ocorre junto à Stock Car, permanece com gasolina por serem veículos importados.
“Carro do Mr. Bean” chega a 240Km/h, mas só na gasolina
Apesar do ronco dos motores estralhando de tanta compressão e excesso fazer sucesso com o público, esperamos que a categoria consiga partir para elétricos tão rápido quanto a FIA planeja para suas competições.

Neutralização de Carbono

Também desde 2010 a Stock Car neutraliza os Gases do Efeito Estufa (GEE) emitidos pelas provas ao longo do ano através da compra de Créditos de Carbono. O cálculo é realizado pela CM Capital Markets e utiliza padrões internacionais.
Neutralização é um exemplo a ser seguido por todo grande evento público como jogos e shows, porém tem de incluir tudo – mesmo. Da emissão gerada pelos carros das pessoas que se deslocam para o evento aos helicópteros das redes de televisão, isso só para considerar os emissores de gases e não os agentes indiretos.
Público estimado em 44 mil pessoas. É muita gente se deslocando para o evento
Não temos informações do que incluem os cálculos da Stock Car. Esperamos que sejam realmente abrangentes.

Lubrificantes

Carros usam lubrificantes em um milhão de partes, e bólidos de competição não seriam diferentes. O problema é que 1 litro de lubrificante pode contaminar 1 milhão de litros de água, 10 m² de solo ou o ar, se incinerado incorretamente.
É por isso que todo lubrificante retirado do carro tem (por força de lei) que receber destinação correta, leia-se: rerrefino, e na Stock Car eles são, com o trabalho da Lwart Lubrificantes que cuida de todo o processo.
- E aí chefia, vai trocar o óleo? – Só se o velho for para rerrefino.
Então, aproveitando a deixa, #fikadica: você precisa se certificar de que o local onde fará a troca de óleo do carro (posto de serviços, mecânica, etc.) dará a destinação correta para o material retirado.

Papel reciclado

Há também o compromisso de que todo material de comunicação da categoria deverá utilizar papel reciclado (resultados, guias, press-kits, etc.).
Bem, nós recebemos a Credencial de Imprensa (feita de plástico, o que até se entende pela necessidade da leitura magnético nas catracas) em um envelope branco (e não reciclado), e também um CD (em caixinha plástica padrão) contendo menos de 40Mb de dados (poderia ter sido facilmente disponibilizado para download).
É melhor darem uma revisada nesta questão.

Sustentabilidade

Pontos levantados, ressalvas feitas, fica o exemplo de que muito pode ser feito para tornar tudo, não só eventos mas cada passo e cada decisão de nosso dia a dia, um pouco menos impactante para o meio ambiente. Há muito o que melhorar, sem dúvidas, e esperamos que esta pequena análise sirva de base.
Na definição do próprio site oficial da Stock Car, sustentabilidade “é ter uma civilização em que a sociedade, os seus membros e as suas economias tenham suas necessidades sanadas e possam, ao mesmo tempo, preservar a biodiversidade e os ecossistemas, de forma eficiente e constante.”
Fácil? Nem um pouco. Essa palavra que cada vez mais se ouve em campanhas publicitárias mora na zona cinzenta entre os extremos “fazer tudo como antes e ignorar os impactos ambientais” e algo como “voltarmos a era da caça e pesca em total harmonia com a natureza”. Um é inaceitável, o outro utópico.
Cabe então a você, a mim e a cada homo sapiens sapiens, aceitar a necessidade de mudanças, buscar a solução e colocá-la em prática.

Fotos: Juan Lourenço –  via eco4planet.com

terça-feira, 19 de abril de 2011

Energia por dinheiro – ou quase.



Sabe aquela história de que “se não sentir no bolso, não dá nada”? O designer finlandês Timo Niskanem deve conhecer essa regra e quer usá-la para criar o hábito de desligar a luz.

Para isso ele criou a luminária Change que tem a audaciosa missão de acabar com a mania de deixar luzes ligadas. Para isso, a luminária conta com um sistema que só funciona quando uma moeda fica encaixada na base.
Como é projetada para locais públicos como cafés e bibliotecas, o criador diz que “Na hora de ir embora, o usuário resgata a moeda e a luz se apaga automaticamente, diminuindo o desperdício de energia”.
A Change já está a venda na Europa, sem previsão de “cobrar” nosso rico dinheirinho tupiniquim.

domingo, 17 de abril de 2011

Cidade suéca não tem resíduos sólidos


A cidade de Boras, Suécia, recicla a maior parte dos resíduos sólidos gerados pela poluição dos seus 64 mil habitantes. A poluição é tratada biologicamente ou transformada em biogás, para abastecer casas, estabelecimentos comerciais e uma frota de 59 ônibus da frota municipal.

Boras consegue ter o descarte de lixo quase nulo por conta de seus avanços na área de biogás.
“Produzimos 3 milhões de metros cúbicos de biogás a partir de resíduos sólidos. Para atender à demanda por energia, pesquisamos resíduos que possam ser incinerados e importamos lixo de outros países para alimentar o gaseificador”, explicou o professor de biotecnologia da Universidade de Boras, Mohammad Taherzadeh, num encontro internacional de acadêmicos na cidade de São Paulo.
O professor contou que o modelo atual de gestão de resíduos sólidos começou a ser adotado em meados de 1995 e ganhou mais força em 2002 com o estabelecimento de uma legislação que baniu a existência de lixões nos países da União Europeia.
“Começamos o projeto em escala pequena, que talvez possa ser replicada em regiões metropolitanas como a de São Paulo. Outras metrópoles mundiais, como Berlim e Estocolmo, obtiveram sucesso na eliminação de lixões. O Brasil poderia aprender com a experiência europeia para desenvolver seu próprio modelo de gestão de resíduos”, afirma o otimista professor.
Aqui, em dezembro de 2010, foi regulamentado o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos brasileiro. Sua meta é erradicar os lixões do país até 2015. Sabemos que metas não são o forte de nosso país, mas a gente espera um comprometimento ainda maior para o caso dos lixões.